Sem couvert
Acredito que as pessoas tenham uma missão quando são despachadas cá pra este planetinha azul. A minha certamente não foi "ides e cozinhes para o mundo". Tenho tão pouco talento culinário que é quase um elogio chamar de comida o que produzo depois de uma ou duas horas de trabalho árduo.
Sempre admirei minha mãe por sua capacidade impressionante de comandar seis panelas simultaneamente no fogão, picar legumes, lavar pratos e ouvir minhas histórias, tudo ao mesmo tempo. Às vezes, enquanto eu estava no auge de um tricô dos bons, quase sempre culminando com um "você não sabe o que aquela cretina fez", ela soltava um xí assustado e corria abrir o forno. Ok, talvez ela não estivesse prestando a mínima atenção na minha conversa, mas, ainda assim era capaz de fazer uma carne de panela estupenda ou assar bolos deliciosos mesmo tendo de ouvir minha cantilena.
Minha mãe cozinha intuitivamente, lidando com os ingredientes de uma maneira quase visceral. Temperos e ervas são uma extensão de sua existência. Ainda assim, eu vivia querendo aperfeiçoar suas receitas e tão logo botei as asinhas pra fora de casa, tentei uma versão pessoal do bolo brigadeiro – constituída, basicamente, apenas de cobertura. Fiquei dois dias com dor de barriga e tive de jogar mais da metade fora. "O que você tentou fazer?", foi a única coisa que minha faxineira conseguiu perguntar, antes de deixar a assadeira horas de molho.
Qualquer pessoa inteligente encararia isso como um alerta, mas eu continuei metendo a mão literalmente na massa. São de minha autoria ensopado feito com vinho estragado, café adoçado com sal, milho cozido queimado e um famoso virado que criei quando morei em república, feito com todos os resto que eu encontrasse pela geladeira, incluindo alface murcha, casca de queijo, dois dedos de suco de goiaba e Polenguinho.
Depois de tantos anos recebendo recusa dos amigos quando eu oferecia jantar em casa – e se a gente pedisse um Habib's?, era o comentário geral –, finalmente aprendi a fazer um prato que agrada todo mundo e que não exige muito de meus parcos conhecimentos gastronômicos. Não por acaso, se chama macarrão de preguiçoso e consiste em colocar numa travessa um pacote de ravioli, uma lata de molho de tomate, outra de creme de leite, uma cebola picada, um dente de alho esmagado, um pouco de sal e água, mexer tudo e deixar assar no forno por uns 40 minutos. Fica muito gostos... xí. Acabo de queimar meu jantar.
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Michel, você voltou! Urrú! Bem, ainda não descobri como matar a fome pulando na cama elástica ou dançando tango, mas um dia eu chego lá.
Só fui aprender a cozinhar depois que vim morar junto com meu (hoje) marido.
Mas no começo, nem fritar ovo ou bife (lotava a panela de óleo para já fritar dos dois lados! O.o)
Hoje já faço bastante coisa boa!
O prato que todo mundo gosta e pede bis é um macarrão que é feito junto com sobrecoxas de frango, cerveja, molho de tomate, creme de leite e cebola. Menina, vica um arraso!
Hmmm, bota essa receita na roda, Marília!
Pode fazer aos quilos.
Hehe, boa lembrança. Posso viver de mousse tricolor de morango e brigadeiro que não morro de fome, né?
Ah, Emilio, se fazer sucrilhos for cozinhar, então sou chef! Pode apostar no macarrão preguiçoso que sempre dá certo: só atente para a água, para não deixar o molho muito ralo. O ideal é o macarrão assar/cozinhar no molho rosê, daí o gostinho especial.
Putz, herdar nhoque não é pra qualquer um, não! Se depender de mim, minha família fica sem almoço de domingo, Stella.
Tem quadrinho novo lá no blog.
Dá uma passadinha, quando der
Um beijo,
Gus
É pra já!
Não sei fazer nem Miojo! *Que puxa!*
Éca, nem eu! Miojo é um nojo!
Desde que, na embalagem, esteja bem claro quanto tempo deve ficar no microondas...
Isso é que é gourmet!
Virou competição pra ver quem é pior com as panelas!
Vc parece pior q eu.
Ei, mas meu brigadeiro é bão! Quando não queima, claro.
Valendo um calendário?
Espertinho.
Olha, sinceramente... sabe, longe de mim... mas não me senti totalmente respondido, conforme os termos estipulados:
http://www.interney.net/blogs/guindaste/2006/09/12/carolcosta/#c40340
Que memória, sô! Ok, ok, já mudei o comentário!
Eu até gosto daqueles tipo talharim. Só não dá pra comer todo dia, senão o estômago vai pro saco, hehehe.
E tá chegando o fim de semana, vou ver se amanhã compro os ingredientes pra fazer a experiência na cozinha =P
Tenho um amigo que comia Miojo da maneira mais estranha possível: pegava os dois blocos, crús, e botava presunto e queijo no meio. Comia como se fosse sanduíche. Ééééééééca!
Agora, macarrão de preguiçoso BOM eu te passo a receita depois - mais rápido e mais gostoso, garanto. Agora, deixa eu sair daqui antes que apanhe...
Beijoca.
Também não precisa humilhar, né, Aline? Hunft!
Que dia eu, Carol e Danilo podemos almoçar na sua casa?
Boa, Ozzy! Eu levo as bebidas!
Cuidado moça, com o excesso de cremes de leites. ;-)
Na verdade, só queria experimentar o email de aviso "pirateado".;-)
Sou da opinião que qualquer coisa fica boa com um molho à base de creme de leite, Nelson. Terei futuro como corsária?
Acho que seu futuro como corsária é agora. Aprovada! :-D
Só escolho pratos sem creme de leite quando há a opção de pratos com cobertura dupla de chocolate e farofinha doce. Obrigada pelo selo Pô, Meu! de Qualidade de Respondedores "Automáticos"!









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