Pedala, Barcelona!*
Em Barcelona, por 0,30 euros a mais que uma passagem normal, é possível andar em um ônibus que parece uma sala de visitas: as paredes são revestidas de madeira escura, as poltronas têm estofados de veludo e a iluminação é feita por quatro pequenos abajures. Numa mesinha, atrás do assento do motorista, ficam várias revistas à disposição dos passageiros – numa viagem curta, dá para ler todo o editorial da Vogue. O clima é tão casa de vó que você fica esperando quando vai passar alguém servindo bolinhos.
A capital da Catalunha também tem uma impressionante malha metroviária, com dezenas de ligações abrangendo até mesmo as regiões mais periféricas da cidade. Em Madri, os trens são tão limpos e pontuais quanto os ônibus. As carruagens de Sevilha ostentam o mesmo serviço impecável de tempos atrás, com cavalos bem-cuidados e pajens que herdaram a profissão de pais e avós.
Em toda a Espanha, carro é um bem desnecessário e dispendioso – e, no entanto, é justamente no país de metrópoles planas e transporte público eficiente que o aluguel de bicicletas vem ganhando as ruas.
Por qualquer grande cidade espanhola que se passeie, lá estão os pontos “de alquiler”, sempre próximos de estações de metrô, ônibus, bonde, trem ou perto de locais de grande fluxo de pedestres. Barcelona implantou o sistema em março de 2007, com 200 magrelas em 14 pontos – hoje, são 3 mil bicicletas distribuídas em 257 locais de retirada e mais de cem mil usuários cadastrados. E isso em uma cidade de pouco mais de 1,5 milhão de habitantes.
Só há duas regras básicas para pedalar uma Bicing (Barcelona) ou uma Sevici (Sevilha). Você não pode passar de duas horas e precisa esperar dez minutos para pegar a próxima bicicleta. Nada de passear pela cidade: o serviço foi criado como uma alternativa de locomoção para pequenas distâncias. É perfeito para quem precisa ir ao trabalho, fazer compras ou transitar de maneira ecológica e barata. Tudo isso por cerca de 20 euros, o preço médio de um cartão anual.
Pedale em São Paulo – O sucesso dos ciclistas europeus inspirou a seguradora Porto Seguro a tentar o mesmo em São Paulo. Até o final de fevereiro, 30 bicicletas estarão disponíveis em seis pontos na região da avenida Paulista – Conjunto Nacional, Top Center, parque Trianon, shopping Frei Caneca, Colégio São Luís e Hospital Santa Catarina.
Os bicicletários foram criados em parceria com a rede Estapar de estacionamentos e também têm espaço para que ciclistas deixem suas próprias bicicletas. O serviço é gratuito, mas, por enquanto, exclusivo aos segurados. Se o projeto vingar, a empresa deve estender a oferta a outras regiões. Aí, é torcer para o paulistano não se intimidar com as pirambeiras de Perdizes, Vila Madalena, Pompéia...
Serviço:
Bicicletário – São Paulo
333 76-786 (São Paulo e Grande São Paulo)
0800 727-0800
*Reportagem com trechos inéditos publicada hoje no caderno de Turismo da Folha de S.Paulo
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Já vi algumas fotos do trânsito em Tokyo e me pareceram estranhamente familiares, Daniel.
Recebi o calendário, Carol! Muito legal!
Ai, que triste, né? Quanto ao calendário, agora você vai lembrar do Guindaste o ano inteiro!
É altamente morável, Marília.
Ô, dó!
Não é difícil replicar essa proposta. Basta um pouquinho de vontade política. Como sempre.








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