O besouro aprisionado
Ele é de um verde metálico tão brilhante que ganhou o nome de besouro esmeralda. Tem uma carapaça rígida, seis pernas, umas anteninhas mínimas e 3cm de comprimento. Não faz mal nem a uma mosca – só se alimenta de néctar. Para seu azar, não está na lista dos insetos em extinção, motivo pelo qual algum editor espertinho achou um bom negócio meter o bicho num esquife de resina transparente e comercializá-lo em bancas de jornal. Como se fosse brinquedo.
É difícil defender um inseto. Eles invadem nossas cozinhas, namoram nos nossos lustres e procriam na nossa fiação elétrica. Comem papel, tecido, plástico, madeira, metal e, não raro, ainda dão uma chupadinha no nosso sangue. A despeito de serem pequenos, podem ser rápidos como pulgas, barulhentos como pernilongos, estúpidos como mariposas e prolíficos como baratas. E sempre têm pernas em excesso.
Ainda que sejam cricris, são muito úteis: sem eles, nada se decomporia, árvores não dariam frutos e vacas morreriam de tédio no pasto. Sem insetos, uma viagem para Ilhabela perderia toda graça.
Sou da época em que qualquer criança tinha em casa uma enciclopédia O Reino dos Animais, com ilustrações simples, mas instrutivas. Com o tempo, os livros didáticos passaram a ser superrealistas: vêm com milhões de fotos, hiperlinks, curiosidades e sugestões de leitura. Já vi fascículos acompanhados de partes de modelos em plástico, para que a criança possa colecionar e saber como é o bicho por dentro. Hoje, não basta um modelo de um dinossauro ou um microscópio para montar. Está lá o bicho real, com todas as peças originais de fábrica, apesar de parecer meio morto.
É uma questão de tempo até que as bancas ostentem aranhas e borboletas vivas – melhor ainda, vão vender ovos e pupas para que a molecada crie em casa e não perca um só momento da fascinante experiência que é a vida. Depois, é só jogar na lixeira mais próxima.
Não estranha que muitos insetos tenham ferrão.

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Posse Responsável: Quem Ama, Bem, Você Sabe...
Você sabe ser criança?
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Daqui uns dias ao invés de ensinar reciclagem de papel na escola vão ensinar como derrubar uma árvore para mostrar o processo do papel desde o início, afinal de contas o aprendizado ficaria muito mais rico, não?
Ai meus Deus, chegamos ao CAOS!!!!!!!!!!!!
Ótimo exemplo, Marina!
Adorava ler essa revista!!
Ô menina pra escrever bem, sô!!! Parabéns!! [Não canso de dizer isso.
Beijoca!
Eu devo meu amor aos bichos à enciclopédia O Reino dos Animais. Não vinha com nenhum bicho morto e sim com montes de vivas ilustrações.
Hoje me parece que está sendo mais importante ensinar às crianças o politicamente correto, em vez do correto. Assim ensinamos nossa futura geração (OUCH!!!!!!) tudo sobre tudo, mas não as deixamos saber que tudo aquilo tem que ver com elas. Vai entender ... Se eu tiver filhos provavelmente vou educá-los muito além de toda esta estupidez e penso que ele ou ela ou eles .. vai saber ... será ou serão conciderado (o / a / os) um tanto essêntric (...), já que irão aprender que eles são parte integrante da humanidade e não meros observadores.
Em tempo: sempre me revoltei com a idéia de venderem insetos em forminhas de resina. Por que alguém iria comprar uma coisa assim, afinal?
Saldades, fire woman!
Marlon
Não é nenhuma novidade que os seres humanos maltratam os animais. Lembro de meninos da minha rua se divertirem dando estilingadas em passarinhos ou enchendo um sapo com sal (ele morre asfixiado). O que me estranha é que uma empresa endosse esse tipo de crueldade. E ainda queira lucrar com isso. O ser humano é precário.
Também não sei onde vai para esse marketing todo...
Quando começarem a vender passarinhos ou cachorrinhos empalhados para "ensinar" às crianças como são os bichos por dentro, quem sabe alguma entidade se manifeste.
Parabéns pelo texto
Bela imagem, Renato. Só poderia ter vindo de um poeta.
Pois é, Ingrith, e eu achava que essas crueldades era coisa do passado.
Creio que essa revista é um atraso evolutivo e um insulto a nossa inteligência.
Boicote.
Muito bem lembrado, Aline. Boicote, claro.
Evitei fazer propaganda da revista, Lisiane, mas aqui vai: é um fascículo chamado Bichos, da editora Salvat. Comprei há uma semana o de número 4, sobre o besouro esmeralda, mas vi que há até o número 14 nas bancas, com outro inseto. No fascículo que está comigo, há um anúncio com outros insetos que fazem parte da coleção, entre eles aranhas, vespas e grilos. O mais irônico é que há uma nota dos editores onde se lê "A norma do editor é utilizar papéis fabricados com fibras naturais, renováveis e recicláveis a partir de madeiras procedentes de bosques que fazem parte de um sistema de exploração sustentável. O editor espera de seus fornecedores de papel que gestionem corretamente as suas demandas com o certificado meio ambiental reconhecido".
É a Salvat, mas acabo de descobrir que tem uma outra revista, da editora GeoWorld, que também tem bichinhos na resina. Que triste...
Imagine: há crianças que nunca viram uma galinha (os famosos filhos-de-apartamentos), se a moda pega vamos ter todos os tipos de animais em resinas.
Ser didádico não é ensinar com o real. Não há coisa mais legal do que ver de verdade (em seu habitat e vivinho) o bichinho que você viu desenhado nos livros ou na National Geografic. Inclusive a suspresa e o encantamento do momento até gera o respeito pela vida do pequno ser vivo.
Também não venho como um bichinho morto pode ser mais didático do que um vivo...
Barbaridade.
beijo, menina
Falou e disse, Denise!
Seria legal descobrir.
Um beijo,
Cris
Grande idéia, Cris!
Olá,
Sou brasileira e gostaria de reclamar a respeito da promoção da revista "Bichos" aqui do Brasil, que oferece um inseto em resina para aquele que comprar a revista. Acho a idéia muito pouco ecológica, e neste sentido, pouco educativa. Quantos insetos foram mortos e colocados em resina para que pudessem fazer esta promoção? Agradeço resposta. Cristina Toledano
Onde eu assino? Se não responderem, deveríamos colher assinaturas e levar ao sindicato dos donos de bancas de jornal.
até que ponto vamos chegar ? vocês acham educativo mostrar isso pras crianças ? isso é CRUELDADE, vocês estão ensinando as crianças a não terem compaixão com os serem vivos, a não terem respeito, isso é ridiculo, eu jamais compraria uma revista que vende animais em resina para os meus filhos, isso é degradante
Falou e disse, Isaac.
Vejam bem: esta coleção não é nova. Até onde sei já tem alguns anos mas só agora foi adaptada para ser vendida no Brasil. A coleção é composta de 85 fascículos com uma tiragem de 1000 exemplares cada. Façam as contas. Seria humanamente impossível depredar o ecossistema nestes números. Cada edição teria que custar R$100. Todos os insetos são de criadouros. Estes insetos são criados aos milhares para os mais diversos fins: colecionismo, material científico ou laboratorial, alimentação de outros animais e até humanos (no caso da China e outros países asiáticos). Uma coisa é ser politicamente correto. Outra é ser politicamente chato. Os animais peçonhentos, por exemplo, são criados para o desenvolvimento de antídotos e outros estudos. Se parássemos de "perturbar" essas pobres criaturinhas nós também nos prejudicaríamos. Não creio que um bichinho em resina seja a causa da delinquência infantil que formará adultos frios e insensíveis perante a natureza no futuro. Se for assim, comam só alface. E com cuidado porque mesmo assim, vocês podem estar matando indiretamente milhares de minhocas. São os Bichos o problema ou é a preguiça dos pais em ter que explicar mais uma meia dúzia de fatos da vida para os filhos? Tenho medo desta geração de crianças que só vê tudo colorido... Esses sim se tornarão tiranos mimados, egocêntricos e insensíveis.
Muito grato pela atenção.
Um forte abraço.
Leo, corajoso de sua parte argumentar por aqui, ainda mais depois de ler o post e todos os comentários. Como você bem alerta, não serão mil besourinhos os responsáveis por algum grave desequilíbrio ecológico. Só não entendo o que mil besourinhos mortos podem ensinar sobre amor aos bichos que mil réplicas em resina não sejam capazes de fazer. Fossem passarinhos empalhados e não insetos e duvido que alguém defendesse a comercialização. Tudo é uma questão de ponto de vista.
Que bom, Leonan. É um raro caso em que não ter grana ajuda a manter um bichinho a mais na mata.
Francamente, se acham isso crueldade, não entrem no acervo da minha faculdade, onde não contentes em fixar animaisinhos (de insetos a fetos de tubarões e elefantes) das mais diversas formas (formol, acrílico, taxidermizados, desidratados, lâminas de tecidos) ainda fazemos o mesmo com as plantinhas (exicatas)... Coitadinhas...
Na boa, Ecochato não me desce mesmo.
Crueldade é a Carolina, uma das maiores fornecedora de material didático de biologia, que cobra 50 doletas por um único inseto sem coração, sem nada...
Um sapinho dissecado no acrílico e corado custa uns 300 dólares. Nem pensem no preço de uma cobra, órgãos de ovelha, uma "fatia" de cérebro humano...
E tem mais, nós somos tão cruéis que queremos o direito de estudar células tronco embrionárias também, tudo que, se o estudo não vingar, "é só jogar na lixeira mais próxima".
Quando é que vocês vão aprender que conhecimento não se joga fora?
Ricardo, acho que você não entendeu a proposta do texto. Não está em discussão o uso de animais para a pesquisa acadêmica e, sim, a comercialização de insetos com "brindes" de fascículos vendidos em banca de jornal. Não importa a procedência deles, se vieram de criadouro autorizado pelo Ibama ou o que seja. A questão é que não vejo como um besouro morto e coberto por uma camada de três centímetros de resina acrílica pode estimular nas crianças o amor aos animais e o respeito à natureza. É isso o que está em debate. Na boa, escolheu o motivo errado para reclamar.
Fácil, Erivaldo: dirija-se até um jardim, praça ou terreno baldio mais próximo e observe. Não são ainda mais interessantes quando estão vivos e livres?
mas naum eles fazem criação propria para isso, e a crianças q odeiam ler e assim naum pode aprender um poco mais da biologia agora com esses exemplares as crianças se inteesam mais a ler porque elas olham o bicho na frente dela e na revista e compara eles
elas tamem podem ver de todos os angulos eu acho q essa coleção esta certa porque se naum fosse por ela as crianças naum poderiam ver de todos os angulos os insetos ou ate poderiam ver mais em ilustraçoes de revista e etc mais naum na frente dela essa é uma chanse unica de se obter esses insetos
q mal vai fazer a natureza esses insetos na resina?nenhum porque eles naum tiram da natureza mais sim criam se for assim protestar por animais insetos e td mais mortos porque naum protestamos pelas mortes das vacas frangos peixes e etc?pq isso naum prejudica a natureza pq as vacas são criadas para q?para depois matarmos ela e comemos os frangos as mesmacoisa os instos tamem eles criam para vender e compra so quem quer naum vejo problema so isso flw pessoal
a e decupa se eu fui arrogante em alguma frases flw.......
Não foi arrogante, não, Leonardo. Ainda assim, não concordo que insetos sejam comercializados como brinquedos.
Seguindo sua lógica, o fato de eles serem velhos justifica que sejam mortos e comercializados. Coitados dos seus avós.
então não vejo problema na comercialização desses bichos
tenho 13 anos ja entendo muito sobre a familia dos artropodes e outras,pretendo ser biologo quando creser e acho q essa revista encina muito tenho primos q tem uma coleção de revista de insetos muito boua tambem se chama minimonstros é uma coleção fantastica mais acho q naum se compra com a coleção bichos da salvat então é so isso vim pedir a vcs pararem de falar mal da coleção pq é uma coleção muito boa e educativa e como ja falei no meu outro comentario um pouco mais assima essa coleção naum, faz mal a ninguem nem mesmo a natureza mais sim encina,e naum adianta falar q é judiar dos insetos pq como ja disse mais assima no outro comentario se for assim é tambem judiar das vacas frangos e outros animais q são criados para a comercialização mais ninguem pensa nisso a e o criador desse topico,comentario o sei oq la eu gostaria q ele me respondesse falasse oq achou pq eu quero saber um pouco mais sobre a opinião dele e gostaria de saber se ele ja mudou de idea....
Não, Leonardo, não mudei de idéia.
Contribuiu bastante, JP. Mas acho que isso explica, mas não justifica que insetos sejam comercializados em bancas como brindes bizarros. Nem mesmo por seu suposto apelo educativo: acho que apenas uma minoria dos leitores dessas revistas são professores ou pessoas realmente envolvidas com aprendizado. A molecada quer mais é colecionar – e agiria da mesma maneira se fossem carrinhos ou partes de um dinossauro de plástico.
Lamento desapontá-lo, Leonardo, mas continuo pensando o mesmo.
Assino embaixo, William. Nada como ver o bicho solto na natureza, livre e vivinho da silva.
Semana passada estava exercitando um velho hobby meu: vasculhar bancas de revistas (fico horas e saiu com um monte – vício!!). Pois bem, foi nesta ocasião, na banca aqui perto de casa, que quase pisei num besouro verde que estava no chão. Sim, Carol, esse inseto estava preso em um bloco de resina anexado a uma revista de nome Bichos. Interessado, peguei-a do chão e dei uma bela analisada na revista, mas confesso: gastei a maior parte desse tempo só observando o bichinho dentro daquele bloco. Não venha discordar de mim que é, digamos, interessante (hehe). Senti, sem dúvida, uma enorme vontade de levar aquele bichinho pra casa, mas primeiro quis pesquisar sobre a revista e o animal exemplar. Não sabia se era de verdade, de onde veio, se tinha mais outros tipos de animais, não sabia sequer o preço. Este último descobri com seu Chico (o dono da banca), mas para as outras perguntas recorri a net – em casa. Cada fascículo custa R$ 22,90 e, por causa desse valor, não levei aquele besouro verde pra casa (não abri mão da minha SuperInteressente, da Mundo Estranho e revistas sobre Web). Como já adiantei, cheguei em casa e fui pesquisar sobre a tal editora (Salvat) e, graças a minha dúvida, parei por aqui.
Quando li o seu post e os exatos 13 primeiros comentários, tive uma visão muito negativa da revista e ainda desabafei: ”Ainda bem que não comprei aquilo”. Até ai concordei, em muitas partes, com seus leitores e com suas palavras, mas após ler os comentários seguintes mudei completamente de opinião. Por isso que reservei um pouquinho do meu mínimo tempo, para expor minha visão (coisa que nunca faço nos blogs, pra mim, desconhecidos). Analisando, o seu posicionamento e dos 13 primeiros comentários, percebo que lhes falta um pouco de esclarecimento sobre a revista e os “macabros” insetos-brindes. Informações estas que foram claramente expostas por Leo, Leonardo e JP, e que não vou mastigá-las aqui. A maioria desabafou: “Isso é um absurdo”, “Ai Meu Deus chegamos ao Caos” ou “Que crueldade!”. Isso é senso comum.
Mas não me dei ao trabalho de refletir sobre o assunto com a intenção de te fazer mudar de idéia, mas sim, com a intenção de dar-lhe toques. Como por exemplo, pesquisar TUDO (em todas as fontes) sobre o seu objeto de análise, pois nada no mundo tem só elogios, vantagens, benefícios, como nada no mundo é ruim o bastante para ter somente desvantagens, malefícios, comentários contra.
Outra capacidade que só os sábios possuem é de absorver opiniões contrárias. Por mais que você seja contra a pena de morte, saber ouvir aquele que é a favor é fundamental. Isto fará com que você ou mude de posicionamento ou reforce seus argumentos. Sua análise crítica se desenvolverá muito mais quando não houver um preconceito contra a idéia contrária. Um outro toque seria o desligamento de sua opinião com o senso comum (opinião geral), ou seja, não se baseie na idéia de que o que todo mundo acha é o certo. Sabe aquela história da chapeuzinho? Porque o lobo mal é o vilão? Porque é. Porque sempre foi e sempre continuará sendo. Mas quem disse que comer a vovozinha é feio? Entende aonde quero chegar? Quem disse que aprisionar insetos é feio?
Pense nisto Carol. Um colega de trabalho meu (juiz federal), certa vez, me disse: “Ouvir as duas partes não é suficiente, pois a veracidade dos fatos, pode vir da terceira.” É isso Carol, são apenas conselhos daquilo que tenho certeza, porque certeza sobre se é correto ou não comercializar insetos em blocos de resina eu, infelizmente, não posso lhe dar.
Obrigado e espero seu comentário =D
Jáder, obrigada pelo comentário, acrescentou muito ao debate. Sou jornalista e sempre procuro ouvir o outro lado. Só que, neste caso, o "outro lado" está dentro de um bloco de resina.
Ontem, acabei esquecendo-me de parabenizá-la pela sua webpage e pelo "polêmico" post que colocou aqui. Mas agora sim, está exposto meus cumprimentos.
Mas uma vez obrigado pelo espaço.
Grande Abraço
Eu é que agradeço sua contribuição, Jáder. Opiniões bem-argumentadas, mesmo que contrárias, são sempre bem-vindas.
então gente refleti muito eu um adorador de insetos pensando se eles são contra a coleção eles tem motivos fortes para isso
mas tente pensa se isso prejudicasse a natureza o ibama por exemplo naum permitiria essa coleção
então axo q vcs tamem devrião refletir e parar de jugar a editora salvat
abraços para tds...
O Ibama malemá consegue impedir que vendam mico-leão e arara ilegalmente, imagina se vai conseguir controlar a venda de insetos que nem estão em extinção, Leonardo?
Gostaria muito de parabenizar a autora deste excelente espaço de debate, li quase todos os comentários, achei este site por acaso procurando insetos em resina e deixarei uma parte do meu ponto de vista sobre o caso.
Primeiramente confesso que admiro muito todos os tipos de Arthropoda, principalmente os da classe Insecta, sou graduando na ESALQ e estagio na área da Entomologia.
Quando soube dos artrópodes de tal editora, fiquei muito contente, mas infelizmente não pude adquiri-los mediante o preço dos exemplares, não sei ao certo a origem dos insetos, mas certamente não os compraria se soubesse que eram coletados massalmente do ambiente, mas sei que existem muitas criações laboratoriais, para pesquisa e outros fins, das quais não acho errado coletar, fixar e/ou envolvê-los por resina. Ainda interessado nestas magníficas peças, busquei na internet como fazê-las eu mesmo, realmente fica muito bonito produzo-as para coleção própria ou por encomenda de colegas, os insetos coletados são aqueles que aparecem no quintal de minha casa, no laboratório ou das redondezas de onde fico. Claro que não tem nem comparação em vê-los vivos e soltos, mas acredito fielmente que torna-se um grande aprendizado olha-los na resina mediante nosso constante afastamento da natureza e falta de tempo.
Vocês olham o por do sol todos os dias? Depois de sair mais cedo da faculdade, eu vi o por do sol que talvez não visse a umas 3 semanas, isso não podia estar acontecendo.
Acredito na importante de ter consciência do que está prejudicando ou não outros seres. Triste ainda é saber que freqüentemente caçam e comercializam brutalmente animais da natureza, e que 90% destes morrem ou são mutilados no transporte. Coletas conscientes não causarão a extinção de espécies de insetos.
Muito obrigado pelo espaço e desculpe-me meu alongamento no texto.
Abraços!!!
Lucas, eu é que agradeço o nível do debate ter se mantido civilizado por aqui. É um sinal de que a blogosfera tem espaço, sim, para que diferentes pontos de vista possam ser expostos e respeitados.
Acho que julgar realmente o que certo/errado, feio/bonito hoje em dia nao é tao simplista, pois a medida que o humano se desenvolveu passou a manipular e se sobrepor sob a natureza aos poucos até chegarmos no atual estagio de desenvolvimento em que o humano faz asneiras sem pensar duas vezes prejudicando e alterando definitivamente cada vez mais o espaço a sua volta, um exemplo é o meio natural(principalmente no Brasil, bote-se de passagem a Amazonia) e isso na minha opiniao que é nao apenas botar a vida de insetos e outros animais silvestres em risco de extinçao, mais assinar um acordo de exterminio da vida selvagem em prol de um desenvolvimento que beneficia apenas nós mesmos, nao acredito por isso que uma coleçao de insetos de laboratorio em resina ou até mesmo coleçoes entomologicas de insetos coletados na natureza(aquelas de insetos espetados em isopor)de instituiçoes cientificas que visem o entrenimento educacional cause o exterminio de alguma especie, mesmo porque os insetos dominam o meio natural e se forem coletados controladamente nao prejudica consideravelmente um ecossistema, por isso na minha opiniao a coleçao nao é anti-ética olhando por esse lado macro da manipulaçao ser humano sob natureza. Em relaçao ao que tinha dito de certo e errado, apenas para finalizar vou colocar a questao da vaca, assim como ela os insetos sao criados e manipulados por nós,seres humanos, entao nao considero correto bota-las como questoes distintas, se os dois sao inegavelmente vidas e ambos sao criados por humanos e ambos morrem quando estes decidem qual a melhor hora disso. Entao se tu discorda da manipulaçao de insetos, acho que deverias fazer tambem com a de vacas, porcos, etc, que te garanto que sofrem bem mais que aqueles insetos de laboratorio em resina pra chegar na tua mesa...
Voce tem sua opiniao e nao pretendo muda-la apenas expor a minha, e sao pessoas como voce que julgam ao redor que fazem a humanidade parecer mais ´´humana`` e menos cega. Parabens, Carol.
É por essas e outras que virei vegetariana, Juca. Eu é que agradeço aos leitores por manterem o nível da discussão. Detestaria ter de moderar os comentários por aqui.
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