Seja um cego por oito minutos
Muita gente acredita que cegos se informam exclusivamente com livros em braille ou quando alguém resolve ler para eles. A verdade é que há pouca oferta de obras em braille. Além disso, esses livros ocupam muito espaço – para se ter uma idéia, são quase três vezes maiores que o mesmo livro em impressão comum. Não bastasse isso, o braille sofreu alterações significativas recentemente: muita gente que foi alfabetizada vinte anos atrás, tem dificuldade em entender o braille moderno. O mesmo acontece com as crianças cegas que estão aprendendo a ler hoje e que dificilmente compreenderão o que foi escrito em braille até o final dos anos 90.
Com isso, a maneira mais rápida de um cego manter suas leituras em dia são os livros falados e audiolivros, cujas propostas são ligeiramente diferentes (o livro falado grava tudo, incluindo capa, contra-capa, folha de rosto e ficha técnica). Para se ter uma idéia de como funciona esse processo de transposição das letras para a voz, dê uma olhada no belo vídeo que Marcelo Pontes fez sobre a oficina do projeto Livro Falado que aconteceu em São Paulo. Adivinha só quem é a garota de chapéu...
Be blind for eight minutes
Many people believe that the blind get their information exclusively from books in Braille or when books are read to them. In reality, there are few Braille books on offer. Besides, these books take up too much space – comparatively, they are three times bigger than the same book in regular print. If that wasn’t enough, Braille itself, has been significantly altered recently: several people who learned how to read twenty years ago, have trouble understanding modern Braille. The same happens to blind children who will probably not understand what was written in Braille prior to the 1990’s.
Therefore, the quickest way for the blind to keep up to date with their reading is via the talking books or audio books, which have slightly different approaches ( the talking book records everything, including the covers and the publishing information). Transferring the written word to spoken, is a process which can be better understood by watching this beautiful video that Marcelo Pontes made about the workshop held in São Paulo by Projeto Livro Falado. Guess who the girl in the hat is…
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O vídeo e a idéia do projeto são muito bacanas!!
"Tem que falar os 'esses' e os 'erres'". hehe
Muito bacana mesmo! Parabéns!!
Ei, por que você não adere à idéia também? Basta ler caprichadinho e soletrar palavras estrangeiras!
Ps. te imaginava diferente!
Aposto como a sua versão de mim era bem mais interessante do que a minha...
Provavelmente interfere nos erres.
É que o chapéu absorve os "esses" e reverbera os "erres", uma lástima...
Menorzinha.
Ei, ter menos de 1,60m já não está de bom tamanho, não?
Beijos,
Marcele
Se quiser o contato da Analu, é só pedir, vizinha!
Ele queria me botar na Sonserina, mas eu implorei para ir pra Grifinória...
ps:bonito o chapéu,da garota bonita!!
Félix.
Ei, gostei desse PS, Félix!
Uai, mas eu estou em São Paulo, vizinho. A oficina foi aqui.
Beijos,
Marcele
Uma hora dessas você ainda precisa tratar essa sua dupla personalidade, Marcele.
Séria? Com um blog desses?
Félix
Ué, mas você colocou PS. Félix. Tá doido, ômi?
Esse cuidado na adaptação dos materiais, da descrição, etc, é o segredo.
Com 13 milhões de pessoas nesse Brasil com necessidades especiais, há muito o que fazer e trabalhos como esse é que vão alavancando tudo. Parabéns a você e a toda a equipe!
Ô, Giovanni, muito bacana encontrar você por aqui!
Rodrigo Santoro? Brad Pitt? Onde? Onde?
continue assim!!Sucessos
Puxa, você gostou mesmo, hein, EAD?









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