Copa Júnior de Apetrechos Bizarros
Cabedal em mesh aberto e sistema shot com plylon na parte frontal. Essa poderia ser a descrição de uma aspirador de pó ou de uma caldeira industrial, mas é de um simples tênis, ou melhor, de uma "solução inteligente para suas corridas", algo que promete melhorar a performance do velocista – além de deixá-lo R$ 569,90 mais leve.
Só em São Paulo para existir uma megastore como a Decathlon, o templo do consumo para atletas profissionais ou esportistas de final de semana como eu. E a loja não só existe como vive lotada: são 3.200 metros quadrados de toda a sorte de roupas e quinquilharias para práticas tão variadas quanto canoagem, escalada ou balé. De sofisticados equipamentos de mergulho a petecas, há acessórios para quase todo tipo de esporte por água, terra ou ar.
A variedade de produtos atordoa. Só na categoria pisante, há nadadeiras, sapatilhas de balé, patins, chuteiras, meias de hidroginástica, botas de escalada, de montaria ou de neve, tênis para skatistas, corredores, maratonistas, mochileiros. Ao todo, são dez mil itens, alguns com nomes bem estranhos, caso de um tal de cobrejão favo, uma espécie de cobertor para cavalos, ou do jumping jig, uma isca de chumbo em forma de lebiste que os peixes engolem achando que é petisco. Por falar em aperitivo, meio quilo de snacks para eqüinos saem por R$ 9,90 – e você ainda pode escolher entre os sabores melaço e maçã.
Um kit de arco e flecha amador custa R$ 449 (não quero nem imaginar quanto vale um arco profissa). Já brincar de Tiger Woods é para quem tem destreza e nenhuma dó de torrar R$ 2.499,90 num kit com 17 tacos de golf variados, desde um especial para tacadas na areia até outro tão grande que poderia ser facilmente confundido com um chuveiro. Para quem acha isso caro, há bicicletas que custam o preço de um carro. Uma delas, com o quadro feito em fibra de sabe-se-deus-o-quê, sai por R$ 7.999,90. "E nem é a mais cara, tinha uma de R$ 15 mil", comentou um atendente.
Fui à Decathlon comprar roupas de baixo térmicas, para me manter aquecida no inverno espanhol que devo enfrentar no final do ano. Estava animada com a viagem até que bati os olhos em um par de luvas com um buraquinho do lado de fora para você assoprar e aquecer as mãos. Se eu precisar de uma coisa dessas para agüentar o frio catalão, desisto de passar no Reveillón em Barcelona!

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Descobri que tem duas em São Paulo e uma em Campinas!
(Falaí, chantagem de mãe não é bolinho, hein?)
Beijoca.
Virge, praga de mãe é ainda pior que chantagem!








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