A crise da Antuérpia
– É, parece que a coisa não anda bem na Antuérpia...
O que se pode esperar de um inconsciente que se aproveita dos meus sonhos para fazer piadinhas sarcásticas a respeito dos meus parcos conhecimentos de geografia? Nos sonhos dos meus amigos, as pessoas nunca comentam sobre a qualidade do ensino na Mauritânia, o problema de imigração em Lesoto ou como andam as ações na Bolsa de Kaliningrado. Ninguém me diz coisas como “Puxa, sonhei que você tinha ido pro Quirguistão!” ou “Foi aí que apareceu um cavalo alado e, quando abri os olhos, estava numa festa em Mianmá”. Nem meu professor de geografia do colegial seria capaz de inventar uma tortura tão eficiente.
Passei os últimos 28 anos da vida tentando decorar todos os afluentes do rio Amazonas, os nomes dos países de economia planificada e dos estados norte-americanos. O problema é que, malemá, sei as capitais brasileiras – e isso sem considerar que nunca lembro se são 26 ou 27 estados mais o Suriname.
Também nasci pavorosamente desnorteada, motivo pelo qual virei o passatempo preferido das viagens familiares, quando, a cada meia hora, alguém me perguntava pra que lado ficou a nossa casa e eu apontava, cheia de certeza, para o lado errado. “Não faz nem dez minutos que saímos de casa!”, minha mãe dizia, às gargalhadas. É por isso que, hoje, levo uma bússola até para ir ao supermercado. Para o caso de eu me perder entre o corredor de legumes e Baltimore.

Posts similares:
As águas de março e o meu aniversário
A porta da esperança
Meu sonho com Pelé.
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes e são publicados aqui automaticamente sem intermédio de um censor ou editor. O autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Apesar da minha memória funcionar mais ou menos como meus olhos, ou seja, muito mal, eu posso ser vendado, girado, colocado de pomta-a-cabeça, e jogado do carro em movimento, que consigo encontrar pra que lado fica minha casa.
Só isso também, mais nada.
Não me pergunte nomes. E se um dia você me apresentar uma amiga, provavelmente uma semana depois, quando encontrá-la novamente, vou dizer "Oi, muito prazer, meu nome é Ozzy" - como se fosse a primeira vez na vida.
Já disseram que tenho cérebro de pombo: senso de direção excelente.
(Já o senso de ridículo, este não estava no meu DNA, vivo tropeçando e esbarrando em coisas e pessoas).
PS: Aconselho você a comprar um GPS e uma coleirinha de localização.
PS²: Primeiro falei de "amarrar", "chacoalhar", agora de "coleirinha". Este post ´tá com uma conotação muito sado-maso.
Freud explica!
Ave!
Vou providenciar o GPS e a coleirinha azul.
O único nome q eu gostei foi Reykjavik.. capital da Islândia... ainda vou ter um cachorro com esse nome rsrs...
qto ao senso de direção tenho testado ele ultimamente pq ainda não conheço a minha cidade nova direito mas tenho conseguido chegar em casa todos os dias rsrs....
Bjooo
Afff, não sei nem como é que se pronuncia o nome do seu futuro cachorro!
beijos
Nem vou te perguntar onde ficam as Trompas de Falópio, Bi!
Não tem uma linha no chão?!?
Não é minha irmã...
Você faz um tsk tsk tão estranho...








RSS feed