A Abominável Garota do Cabelo Canetinha
Em seu habitat natural, Thaís é uma fêmea da espécie Homo Pautus como outras qualquer. Exceto pelo fato de seu teste vocacional ter dado "carreiras militares", ela é uma criatura pacífica, que só sai da redação para se alimentar de leads e pequenos crustáceos. É fora de seu ecossistema que ela se revela uma jornalista alérgica à natureza. Lagartixas ("se é para comer moscas, eu como!"), gaivotas ("psicopatas com asas") e porquinhos ("a encarnação do demônio na Terra") só não lhe causaram brotoejas porque ela se manteve a 50 metros de distância. Essa comoção só foi superada pelo tímido aparecimento de um jacarezinho bebê, que mal botou o nariz para fora da água já mergulhou de novo. Em pânico. Uma hora dessas, deve ter virado vegetariano. Legumes pelo menos não gritam.
Além de seu pavor a tudo que tenha asas, rabo, ferrão ou dentes afiados, Thaís tem uma capacidade impressionante de gerar posts. Conheci-a na viagem ao Maranhão que fiz semana passada (vai sair no caderno de Turismo da Folha). Ao experimentar o famoso Guaraná Jesus – é pink, gente, pink! –, ela comenta "não gosto de refrigerante, mas pra esse eu abro uma excessão, afinal, é uma instituição no copo". Depois dessa, cada vez que ela abria a boca, eu tinha que anotar.
Depois de ouvir o décimo pagode do dia (trilha sonora de tudo que é restaurante):
– Já pensou como é difícil fazer um pagode? A sofisticação da letra é uma coisa complicada. Primeiro, você pensa no tema: amor. Mas amor é um universo, pode ser amor feliz, traição, amor triste, nova paixão. Aí, você escolhe a rima. Vai ser em "ão"? Então vai a música toda em "ão".
Ao ser apresentada a um peixe chamado quatro-olhos:
– Por que a gente não pode ver bichos fofos?
– Ué, você queria ver raposa! Raposa não é fofa, parece um cão sarnento.
– Mas perto do jacaré ela é a Miss Brasil dos bichos.
Após ter passado toda a viagem subindo e descendo dunas com o joelho machucado:
– Quando chegar em São Paulo, vou ter que recarregar o cartão joelho...

Será que o temível jacaré bebê vai aparecer novamente?
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Pior é que eu acabei concordando com a Thaís depois de ser perseguida pelas bichinhas por horas!
fugindo desesperada
das almas de cor pálida
Peter, você acaba de estreiar a versão rimada dos comentários do Guindaste!
Adorei o texto, mas acho que vale escrever um sobre o trabalho artesanal de descascar mexerica num carro em movimento...
Bjoooo
Eu sou um amor de pessoa, não? Mas ok, ok, eu confesso: tenho TOC quando descasco mexerica. É um ritual. Primeiro, tiro todos os fiapos, enfileirando os gomos por ordem de tamanho. Depois, tiro as sementes. Por último, as pelinhas. Aí, alegria suprema é ver aqueles gomos peladinhos, enfileirados, prontos pra comer. Levo uma boa meia hora fazendo isso, mas é TÃO gostoso!
Joelho, largatixa, fofo, pagode(éca),cabelo canetinha (ahaha essa foi bem original!)
Adorei o texto, parabéns!
Garota Humor Limão? Essa eu não sabia, Raquel! Vou começar a colher material para mais um post thaísico, huahuahuahua...
Bjs
Senhorita Lane
Thaizoca, Thatá, Garota Humor Limão... tem certeza de que é tudo a mesma pessoa?
É uma psicopatia que vem de família.
Hahahahhahahah
Rosa o escambau! Era vermelho! Ver-me-lho!








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