Uma mosca vai ao teatro
- Nossa, que belezura!
A mosca ficou hipnotizada por aquela grande coisa brilhante. A grande coisa brilhante era a cantora Alaíde Costa dentro de um vestido de paetês, no visceral show "Voz e Piano". João Carlos Assis Brasil terminava os últimos acordes de "Janelas Abertas", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, quando Alaíde desabafou:
- Tem uma mosca aqui no palco que não me deixa em paz!
O inseto atormentou a intérprete. Da platéia, era possível vê-lo, minúsculo, revoando ao redor da diva como mariposa em torno da lâmpada. Pousou no braço, e Alaíde teve de dar um safanão no meio de "Essa mulher" de Joyce e Ana Terra. A cantora passou duas músicas se abanando, brigando com a mosca, que insistia em uma participação especial. Até que chegou "Amargura", de Radamés Gnattali, que com uma inesperada performance de abanos e safanões tirou risos em vez de lágrimas da platéia.
Você pode ouvir "Voz e Piano" no som da sua casa, agora que acabou a temporada no Teatro Rival. É um CD simples e bonito, que dá destaque para uma das vozes mais importantes da MPB. Ouça tranquilo: a mosca não está nos créditos.

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CAPACETE DO PEROBA...
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Ah, mas, aí elas não poderiam ficar gritando "absoluta!" e "maravilhosa!" no meio das músicas... Que graça teria?
Como ela naum reconheceu???
Aposto q ela estava protestando contra tanta ingratidão!!!!
Duvido que alguma música do repertório da Alaíde possa ser coreografada...








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