Série Manos - IV

Notei um pequeno crucifixo preso à grade que deveria impedir a instalação dos sem-teto no viaduto. Um dos manos me disse que era para proteger o grupo. De quê? "Tem muito cachorro lôco nas rua, moça." Quis saber quem era o tal "cachorro lôco" que poderia incomodar um grupo abandonado à própria sorte. Ele desviou o olhar, encarou o crucifixo. "Os mano."
Escrito por Carol Costa em 13/02/2007
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E o som continua: Som na caixa Dj: Já faz tanto tempo, mano Quase me perdi Mas nesse momento, mano Quero me redimir Tive no relento, mano Coisas aprendi Fui, mas eu lamento, mano E hoje volto aqui Casa de pássaro é vento, mano Passarinho eu voei Asa de gente é quem manda Mano, eu voltei Onde está a gente, mano Que ainda não vi Chame minha gente, mano Pra perto de mim Para um grande abraço, mano Pra dançar, sorrir Para desfazer o engano Que eu cometi Mano - Danilo Moraes
Alguém pare essa louca!
Comentário paradoxal, não?! Os "Mano", precisando da ajuda divina para se protegerem dos "Mano"!! E assim caminha a humanidade... intolerância racial, cultural. Um "canibalismo" social, com a "fera" comendo a "fera", ou seria, o "Mano" comendo o "Mano"?
Mano a mano.
Comentário de: Ozzy, the Wizard
· http://thewizardsland.blogspot.com
Oi Carol,
Vi todas as fotos da série "Manos". Antes, li seu post sobre esses pseudo-intelectuais das univesidade.
Enquanto em martelo esta minha (infame) dissertação, me bate um somatório de frustração, indignação, vergonha e impotência.
Pra quê tanta "masturbação mental" (lembrando do Gabriel, o Pensador), se há tanta gente sobrevivendo indignamente, às vezes ao meu lado.
Minha pós-graduação me mostra o quanto as pessoas se tornam menos "pessoas" quando concorrem a um título de mestre ou doutor.
Ah! Lutar por um mundo mais justo, mesmo que seja ensinando português, literatura e arte para 3 pessoas, em um barraco da favela.
(Sou utópico: acredito que a arte pode dar outra perspectiva pra qualquer ser humano)
Meta difícil, mas abracei a causa com orgulho.
Abraços!
Vi todas as fotos da série "Manos". Antes, li seu post sobre esses pseudo-intelectuais das univesidade.
Enquanto em martelo esta minha (infame) dissertação, me bate um somatório de frustração, indignação, vergonha e impotência.
Pra quê tanta "masturbação mental" (lembrando do Gabriel, o Pensador), se há tanta gente sobrevivendo indignamente, às vezes ao meu lado.
Minha pós-graduação me mostra o quanto as pessoas se tornam menos "pessoas" quando concorrem a um título de mestre ou doutor.
Ah! Lutar por um mundo mais justo, mesmo que seja ensinando português, literatura e arte para 3 pessoas, em um barraco da favela.
(Sou utópico: acredito que a arte pode dar outra perspectiva pra qualquer ser humano)
Meta difícil, mas abracei a causa com orgulho.
Abraços!
Bem-vindo ao Utópicos Anônimos, Ozzy!








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