Para chorar
Em matéria de livros infantis, sou como a Tatiana Belinky, a prolífica escritora de obras para crianças: alguns livros foram feitos para chorar. Ela me disse, anos atrás, que quando era pequena era uma menina que nunca chorava em público. Para tirar o atraso lacrimal, ela tinha um espacinho reservado na estante para os "livros de chorar". Aí, quando o nó na garganta aparecia, ela corria para o quarto, abria a obra na página mais triste e chorava baixinho.
Tistu - o Menino do Dedo Verde, foi meu livro chorável. Já o tinha lido várias vezes e sabia decor onde ficavam os trechos mais tristes. Foi muito bom contar com Tistu nos momentos de fossa infantil. Claro, meu cantinho do choro reservava outras pérolas, entre elas o clássico O Pequeno Príncipe (completamente chorável), Mamãe não Pode Saber (fungante) e, mais tarde, A Droga da Obediência (choro adolescente).
Hoje, que sou uma mulher adulta e vacinada, tenho de acompanhar o que o mercado editorial vem lançando em termos de lágrimas. Aqui ficam duas sugestões para as crianças modernas: A Árvore Generosa, de Shel Silverstein, e Vó Nana, de Margaret Wild, este último na categoria choro soluçante. São obras tocantes, que tratam de maneira delicada temas áridos, sem ferir a sensibilidade do leitor mirim. Não segure o choro.

A Árvore Generosa
Shel Silverstein
Cosac Naify, 60 págs.

Vó Nana
Margaret Wild
Brinque-Book, 28 págs.
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Essa era a parte mais chorável, né?
"Meu Pé de Laranja Lima" foi mesmo uma ótima lembrança! Estava na minha lista de choráveis também.
Vídeo?!?








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