A jardineira infiel
Preciso confessar: sou cleptomaníaca com plantas. Passei a admitir isso depois que soube que os anfitriões esconderam uma orquídea premiada quando fui convidada para uma festa na casa deles. Peguei uma muda mesmo assim, só de raiva – e ela, só de birra, morreu, a dramática.
Sou do tipo que escolhe restaurante não pelo verde que está no cardápio e sim por aquele que vejo no jardim. O problema é que roubar mudas sem machucá-las é quase tão difícil quanto fazer isso sem ser vista. Exige treino, perseverança e uma faquinha de ponta afiada.
Primeiro, é preciso identificar o objeto do roubo: pode ser uma petúnia, uma mini-rosa ou uma hera italiana. Depois, recomendo que você chame o garçom e diga que o bife veio muito mal-passado. Faça uma cara de leve aborrecimento, algo entre o tédio e o blasé. Quando o garçom estiver indo para a cozinha em prantos, pegue a faca de carne e corra para o jardim.
Plantas são fiéis ao dono e se magoam facilmente. Por isso, você precisa convencê-las a ir com você. Se notar que estão indecisas, ofereça adubo foliar e um vaso novo a cada ano. Sempre funciona. Pegue um raminho com raízes, corte delicadamente e embrulhe no guardanapo. O ideal é pedir logo a conta e voltar para casa o quanto antes. Arbustos costumam ter a língua muito comprida.

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Desde que elas queiram ir pra casa comigo, não reclamo.
É cada uma que me aparece, tsk, tsk...
Gulp.
Ei, este post não tinha nada que ver com as suas Barbies bobas, quer deixar meus pôneis em paz?








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