Pingüinza

A mesma loja me pediu uma peça para o Dia das Mães. Fiquei uma semana estudando esta duplinha e, quando finalmente entreguei, tive de voltar à Design Animado desesperada por causa de um erro biológico: o bebê-pingüim que eu tinha criado era um filhote de Imperador e a mãe, da espécie pingüim real. Parece só uma confusão na nobreza, mas é uma catástrofe darwiniana. Os pingüins imperador, que aparecem graciosamente marchando no filme de Luc Jacquer, vivem na Antártida. São a maior espécie de pingüim do mundo. Seus primos reais habitam a pequena ilha Geórgia do Sul, à milhas de distância. A explicação para minha confusão é que não tem nada de biológico. Os filhotes do pingüim real são me-do-nhos. Na minha concepção, mãe e filho podem ser geneticamente incongruentes, mas adoção é tema que anda no auge da moda – e, afinal, mãe é quem cria.
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Safadeza biológica, hein?
E estarão de volta por lá em breve, em nova curta temporada.








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