Contágio
Acordei cheia de pintinhas vermelhas. Montes delas. Em qualquer canto de mim para onde eu quisesse fugir, elas tinham chegado antes. Quando dava de ombros, elas coçavam em uníssono.
Estava achando um porre isso tudo, em plena sexta-feira, quando me olhei no espelho. Somando pintas residentes, pintas intrusas e arranhões subsequentes, fiquei parecendo uma tela do Pollock. Virei uma obra de arte ambulante, quem diria! Pena que médicos não entendam muito de arte abstrata. "Nada de exposição, viu, mocinha?"
Enquanto procuro uma galeria de arte mais por dentro das vanguardas, sigo por aqui. Teclando, coçando e mandando ver na pizza, a única comida que passa por debaixo da porta. Grávidas, fiquem longe deste blog!

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Nem Pollock, nem Monet: voltei a ser uma tela branca. Valeu pela força!
Rubéola? Não, são só uns respingos de tinta, relaxa.
Não são mais bolinhas: elas se juntaram para me deixar vermelha por inteiro. O pior é suportar a cara de incredulidade das pessoas quando eu digo que, não, não passei o final de semana na praia.
Pinta no blog dos outros é refresco...








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