Bandeirosa
Receber meus irmãos em casa é diversão garantida. O menor, quando tinha uns dez anos, veio passar alguns dias comigo em São Paulo. Para um garoto que nunca tinha saído do interior, foi um choque descobrir que ele não estava nem aí para fast food, shopping e lan house. Quequieu ia fazer com o moleque por quinze dias, santo deus?!? Resolvi levá-lo para andar de bicicleta.
Não demorou para ele me perguntar: “Mas como é que a gente vai andar se você não tem bike?”. Nem liguei. “A gente compra, ué.” Aluguei duas magrelas surradíssimas e pedalamos a tarde toda. Acabei o passeio acabada. Ele voltou para o interior feliz da vida, dizendo que a irmã comprava bicicleta para andar só meia hora. Virei rica.
Depois, foi a vez da minha irmã. Andando na Paulista, ela me pergunta o que raios são aqueles imensos tecidos que cobrem os prédios em obras. “São sinalizadores.” Expliquei que, dependendo da cor, mostram de qual material está sendo feito o prédio. Ela ficou pasma. “Esse aí, cinza, é para obras feitas de concreto.” Dei sorte, porque, adiante, vimos um prédio com véu azul. “Azulejos”, disse. O amarelo era para obras de tijolo, o verde, para madeira certificada e aquele véu com as cores do arco-íris, meu bem, era para obras feitas com purpurina. Um luxo! Virei descolada.

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Impressão sua...
Olha que eu fico metida, hein?
Não, fui bem precavida e só avacalhei os irmãos...








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