O PAPA ESTÁ CERTO

10/01/2012

O PAPA ESTÁ CERTO

Não, não há qualquer ironia no título: eu realmente acho que o Papa Bento XVI está certo em suas opiniões, seja sobre casamento gay, camisinha, sexo em geral etc. O motivo é simples: ele não poderia ter outras, vez que é o líder de uma igreja cujos dogmas, doutrina e que tais dizem exatamente isso.

Sou ateu e minha relação com as religiões é ambivalente: ao mesmo tempo em que admiro histórias, filósofos e livros, tenho total repúdio à idéia de um intermediários entre fiéis e deuses. Mas, claro, há quem acredite nisso e não estou aqui para doutrinar ninguém quanto ao que EU acho certo – assim como não tolero que o façam com relação ao que não acredito.

Não faria o menor sentido me opor ao que o Papa diz ou deixa de dizer. Ele é o líder dos católicos e cada um acredita no que quer – foi-se o tempo em que, no ocidente, era possível optar apenas entre ser cristão ou churrasco.

As religiões, vale dizer, são um pacote fechado, por mais que os brasileiros (especialmente) gostem de fazer misturebas ou adotar crenças pela metade – aposto que o “não praticante” é invenção nossa. O catolicismo é composto de regras e normas e, para integrar tal igreja, é preciso obedecê-las e segui-las. Isso é próprio de qualquer religião, sejam as variantes do cristianismo ou mesmo islamismo, judaísmo etc.

Claro que há denominações e demais dissidências, isso em qualquer religião. Há judeus ortodoxos, sionistas, sefarditas, assim como muçulmanos sunitas, xiitas, sauditas e, claro, cristãos católicos, ortodoxos, luteranos, presbiterianos e assim por diante.

O Papa fala aos católicos, apenas. E fala, POR ÓBVIO, aquilo que sua igreja determina. Ele não inventou nada, nem pode. Mesmo a infalibilidade papal tem seus limites e o primeiro deles é a lógica: como o líder máximo de uma igreja falaria algo CONTRÁRIO ao que sempre pregou tal igreja?

E é bom também esclarecer as coisas para o pessoal que acredita na influência do líder católico sobre todo o planeta quando ele diz (na verdade, quem diz é a doutrina) que é proibido usar camisinha. Sim, isso é dito, mas não apenas isso. A determinação religiosa quanto ao tema é a seguinte: sexo somente após o matrimônio sacramentado pela igreja, monogâmico e para fins de reprodução.

Daí que, claro, NINGUÉM obedece nada disso, mas as ovelhas hipotéticas usadas como exemplo pelos detratores do Papa APENAS seguiriam a parte do “não usar camisinha”. Continuam saindo com milhares de pessoas, trepando fora do casamento ou sem que exista algum, mas, na hora do preservativo, pensariam: “opa, isso não porque o Papa não deixa”.

Menos, né?

Quando um líder religioso muçulmano, baseado em suas crenças, determina o espancamento de uma mulher (ainda que em interpretação deturpada, que seja), muitos dos que xingam o Papa consideram aquilo algo “cultural” – diante disso, nem é preciso saber o que tais sacerdotes pensam sobre a camisinha.

A igreja católica proíbe o casamento gay, mas essa “proibição” é inócua: só serve a quem é católico e, se é católico, não vai mesmo casar com pessoa do mesmo sexo. Simples e até ridículo de tão basilar. Mas há países em que não se chega à discussão do casamento, pois casais gays recebem a pena de morte sumária.

É essa a questão: opinião x poder. A igreja católica tem opinião sobre tudo, eu acho que discordo de todas, mas ninguém aqui vai preso ou recebe pena capital por discordar do clero romano. Quando e se uma religião passa a interferir diretamente na vida das pessoas, e a ponto de ter poderes de condenação penal, aí sim o problema é gravíssimo.

Mas nunca vai acontecer nada porque boa parte dos que xingam o Papa (que não tem poder algum sobre nossa vida) são aqueles que não atacam diretamente os países cujas leis teocráticas condenam gays, adúlteras e demais “criminosos”.

Não sei se saberia explicar o porquê dessa disparidade condenatória por parte de alguns ~inteligentinhos~ do Brasil. Idiotice e imbecilidade seriam bons palpites, mas esses termos são sempre restritivos quanto à estultice, e a dessa gente parece não ter fim.


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transubstanciado por gravata às 10.01.12 | 16 comentários



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Comentários:


Comentário de: Allan Pereira

Gostei da análise, muito interessante, não tinha observado a questão sob este aspecto... Muito bom.

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 14:10



Comentário de: Bruno · http://jornalemes.blogspot.com

De seus dogmas dependem as religiões, mas trollar estados em tese laicos é o que já não cabe mais na História. O Papa não emite apenas a posição de sua doutrina, como questiona preocupantemente estados que façam o que deve ser feito: reconhecer certos direitos independentemente do que qualquer religião pense a respeito. Ele não se volta apenas aos católicos, mas aos estados. Lobby é poder, não apenas opinião.

Quanto à ambiguidade dos críticos que toleram coisas muito piores de outras religiões, sim, é estúpido e inaceitável.

Forte abs

(Gravz: TODO e qualquer líder religioso tem essas de "falar aos líderes de governo". Normal. Mas ele não tem PODER DIRETO sobre a vida criminal de ninguém - taí uma diferença abissal entre o Papa e um mulá)

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 14:22



Comentário de: Poca

Não sei se é válido o que vou dizer mas, a igreja católica pra mim é uma farsa, um dogma criado pelos homens de acordo com os seus interesses de poder. Acredito que a imagem de Jesus foi criado para ser onipotente e inalcançável entre os homens e não haver dúvidas em relação à isso, por isso, ele não é negro, não teve filhos, não casou e não teve mulheres, mas há relatos que eu já li em livros sobre religião e filosofia de que Jesus era um ser negro, não tinha olhos azuis, teve filhos e esposa. Sei lá, Igreja Católica pra mim é um acúmulo de interesses dos homens, assim como outras doutrinas. Mas isso não tem nada a ver com a fé numa força superior.
Isso é só a minha opinião

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 14:25



Comentário de: Leo · http://1racinza.blogspot.com/

"Quando e se uma religião passa a interferir diretamente na vida das pessoas..." E quando é que elas NÃO interferem?

Sou defensor da liberdade de crença e culto, mas também defendo que religião é assunto particular, subjetivo, e seus dogmas não devem extrapolar o conjunto daqueles que voluntariamente se submetem a eles. Infelizmente há exemplos de que as coisas não são assim: de dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda, à bancada evangélica do congresso.

Creio que a questão não seja discutir se os líderes religiosos estão certos ou errados, nem se um autoentitulado religioso não-praticante é ou não um hipócrita. A questão, para mim, está na liberdade de escolha e de consciência, coisa que falta nas teocracias islâmicas. Se sou livre para escolher não dar ouvidos ao Papa ou a Edires Macedos da vida, por que motivos os seguidores desses sujeitos arrogam-se o direito de me submeter aos mesmos preceitos morais ditados pelos seus amados mestres? ESSE é o problema da pretensão universal e evangelizadora de religiões como o cristianismo. Não há cristão (islamita ou judeu) democrático quando o assunto é religião.

A propósito: a condenação do Papa ao uso de preservativos se dá por ser este um método anticoncepcional e não tem a ver com o celibato pré-nupcial. Mesmo católicos casados não devem, segundo o Papa, usar camisinha. Ocorre que esse mandame (que é doutrina do Papa, não da fé;) contradiz a sacralidade bíblica deferida ao corpo humano, que pressupõe o dever de cuidado com a saúde. Na verdade, creio que contradição deveria ser o sobrenome do cristianismo, mas isso já são outros 500.

"A igreja católica tem opinião sobre tudo, eu acho que discordo de todas..." então não diga que o Papa está certo. Ele apenas estão dentro do seu direito de dizer besteiras, direito que a todos nós socorre uma vez ou outra nessa vida.

(Gravz: Obrigado por dizer o que devo ou não fazer. Para quem é contra a divulgação de crenças, até que você caga uma regra nervosa no espaço alheio. Mas vamos lá.. O uso de preservativo TEM A VER SIM com casamento, é ordem papal a seus fiéis. Ademais, releia com atenção, em momento algum falo em CELIBATO. De onde tirou isso? Há uma diferença gigante entre IMPOR religião à força e DIVULGAR a fé. O direito a ter ou não ter fé caminha lado a lado com o direito de escolher se ela será ou não divulgada - usando, claro, os meios legais para isso. Mas, enfim, ninguém submete ninguém a preceito algum. Ao menos no Brasil. Ninguém é obrigado a entrar numa capela, ver um programa religioso e assim por diante. SOmos livres, ora)

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 14:40



Comentário de: Suzi · https://twitter.com/#!/littlesuzi

Bom texto... uma análise que mostra um ponto de vista muito diferente da superficialidade e até um quê de preconceito religioso que a maioria das pessoas enxerga e sai pregando como verdade absoluta.

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 14:42



Comentário de: Eduardo · http://www.wildatheart13.wordpress.com

Só uma pequena correção, Gravz: as religiões não são um pacote fechado. Algumas sim, mas a grande maioria delas (principalmente as orientais e algumas afro-brasileiras, além do espiritismo sério) te colocam sempre a pensar, questionar e não te obrigam a aceitar/acreditar em nada.

De resto, parabéns pelo texto!

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 14:58



Comentário de: Leo · http://1racinza.blogspot.com/

Cara, eu tenho por hábito exagerar um pouco no tom, mas em momento algum quis dizer o que você deve ou não publicar no seu blog. Se dei a entender isso, então peço desculpa, até porque gosto das coisas que já li aqui no teu espaço.

Eu falei celibato "pré-nupcial" ou "pré-matrimonial", aquele que deve ser guardado por todos os católicos (e cristãos, em geral) até que se casem. A ordem do Papa para o não uso do preservativo pode até ser remotamente ligada a isso, mas está diretamente ligada ao fato de ser este um recurso anticoncepcional, coisa que é terminantemente proibida, e mesmo odiada, por Roma.

De fato ninguém impõe religião, mas alguns tentam impor uma "moral religiosa", estendendo os dogmas de sua fé aos atos daqueles que não são vinculados a ela. Um grande exemplo disso é a resistência de uma parcela dos cristãos à abertura de discussão sobre o aborto, a eutanásia, a legalização da maconha ou a união homoafetiva.

Enfim, embora eu discorde da conclusão que tu destes ao teu texto, não deixa de ser um bom texto, aliás, bom como outros que já li aqui.

(Gravz: Opa, relaxa, vira e mexe chegam aqui com o pé na porta, aí eu também rebato etc. Como não foi o caso, eu que devo desculpas :) Quando eu falo em mandamentos complexos é porque são vários sobre um mesmo tema, no caso, o sexo. Não há uma única normal que trata do assunto, mas sim várias. O sexo é permitido mediante algumas condições e, entre elas, estão as expostas no texto. A camisinha não é proibida porque o casamento é permitido, mas sim - claro - porque não toleram métodos contraceptivos, com base naquilo de "crescer e multiplicar", se não me engano)

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 15:07



Comentário de: Vinicius

Preciso discordar de você em algumas coisas Gravz. Concordo com você quando diz que o papa está correto por falar o que a Igreja acha e não o que a visão muçulmana, neopagã ou secular acham, nem forçar uma simpatia hipócrita pela diversidade, que seus antecessores pareceram querer cultivar. Seria ilógico. Mas discordo quando você diz que o papa faz isso dirigindo-se apenas aos católicos.
Não acho que o papa fale apenas aos católicos. Seria como achar que o catolicismo e religiões similares se contentassem como o rebanho que possuem, sem querer interferir nas vidas de outras pessoas que não fizessem parte deles, e sabemos que não é o que ocorre.
Como você mesmo falou, o papa fala o que a Igreja determina, e sempre foi próprio da Igreja a ideia de evangelizar, fazer prosélitos, partindo do pressuposto de que a vida dos não-católicos precisa ser mudada para ficar conforme o que manda a Igreja.
É ciente disso que o papa condena o casamento gay, o aborto, células-tronco e por aí vai. Seu objetivo não é apenas alertar os católicos para os males de tais práticas, mas usar sua influência para torná-las inacessíveis aos não-católicos também.
Do contrário, porque a CNBB estaria tão interessada em condenar o aborto e o casamento entre gays diante do STF? Será que os bispos queriam atingir apenas seu rebanho através da decisão desse órgão que se impõe sobre católicos, evangélicos, umbandistas e ateus, sem distinção?
O papa e os membros da igreja não falam apenas aos católicos, falam como se o mundo tivesse de ser católico, que por sinal, é o fundamento da igreja. Podem não ter um terço da influência que tiveram no passado, mas se esforçam em influenciar decisões legislativas e jurídicas dos Estados onde tem mais peso. A fim de deixá-las com a cara mais católica possível. Se padres e bispos se contentassem em falar apenas aos católicos, não teriam esperneado com a Lei Geral da Educação boliviana, que instituiu a educação laica no país.
Claro que a situação no Ocidente está muitas vezes melhor que nos países onde o islamismo oficial permite a condenação à morte por adultério. Esses países não tiveram um Renascimento ou um Liberalismo que amansasse e desarmasse sua religião dominante e as idéias liberais que lá chegaram foram apresentadas da pior forma possível, como propulsoras de invasão de seus territórios para “libertação”.
Mas acredito que isso não nos impede de nos indignar com pronunciamentos de papas e pastores, por mais inócuos que possam parecer. Pois sabemos que a intenção das igrejas, católicas, protestantes e afins não é apenas instruir seus fieis no que eles já sabem. É influenciar e impor esse ponto de vista sobre todos os demais. Num país como o Brasil, cuja laicidade, assim como a democracia, ainda são incipientes, essa indignação por parte dos “inteligentinhos” me parece bem justificada.

(Gravz: Quando alguém divulga algo de forma pública, claro, essa pessoa "fala para todos". Mas o sentido aqui, que é explicado, não é o de quem ouve, mas de quem DEVE CUMPRIR. A rigor, ninguém; mas, pela doutrina, os fiéis devem ouvi-lo. Só os fiéis. O resto, se gostar, adota, mas se não adotar dá no mesmo. Basicamente, é isso)

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 15:47



Comentário de: indy

qual é o nome mesmo? ah é:

Gênio.

Na boa Grav,vc é muito bom no que faz,eu melhoro a cada dia lendo vc.

bjos!

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 16:13



Comentário de: Alex Melo · http://devoltaoutravez.wordpress.com

Pois é, é interessante como a cada vez que o Papa fala uma OBVIEDADE vira manchete no mundo inteiro...

Se a igreja católica se manifesta contra o aborto, estão interferindo na politica do estado. Se falam contra sexo antes do casamento, são retrógrados - se fala contra a união gay, é porque querem o mal das pessoas.
Se o Papa fosse dirigente de alguma nação, aí realmente estaria falando em politica de estado - mas como chefe de uma igreja, ele tem mais é que confirmar os dogmas daquela religião, oras...
Sou evangélico e discordo de muita coisa da igreja católica - mas daí a achar que o principal lider deles não tem direito de se expressar, é demais.

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 16:23



Comentário de: Karola

Gravz, sempre gosto muito do seu ponto de vista, quando acho imarcial, mas quando você ironiza quem acha errado a postura do Papa me deixa com um pé atrás,
pra mim a questão é que o Papa incentiva sim a intolerancia contra gays etc, ele tem poder sobre muita gente, pra mimc omo um lider religioso ele deveria pregar amor e sei lá o que mais os cristão acredita,
Nunca vi o Dalai Lama falar nada contra nada.... Nunca vi Prem baba falar um a sobre qualquer atitude negativa
Enfim...

(Gravz: Cada crença tem seus dogmas. Não é o papa, em pessoa, que fala contra os gays. A Igreja, dogmática e doutrinariamente, tem opiniões sobre o sexo bem conservadoras. Dica: é instituição milenar. Dalai Lama é budista e obviamente apenas prega o budismo e assim por diante. Aiatolás pregam o MASSACRE de gays; o papa só diz que a igreja não aceita. Aiatolás são "culturais" e o Papa é errado pois prejudica os gays. Menos, né? Bem menos... Segue quem quer, só isso. Exceto se vc morar num país de lei islâmica e for gay. Daí não pode porque eles matam)

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 17:08



Comentário de: Lolla

Só a título de curiosidade, a Turquia também tem essa "elasticidade" em relação à religião, tem até gente que é católica e muçulmana ao mesmo tempo.

No mais, texto perfeito.

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 17:42



Comentário de: Renatto · http://thezambonews.blogspot.com

Acho que o papa está mais pra "coerente" do que pra "certo".
Mas, enfim, belo texto, Gravz!!

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 18:04



Comentário de: Danilo Freire

"sexo somente após o matrimônio sacramentado pela igreja, monogâmico e para fins de reprodução."

Isso não é exatamente verdadeiro - trata-se de uma visão retrógrada que a ICAR não suporta mais. Os casais (obviamente casados etc.) podem e, sério, devem transar por prazer (tanto que Deus o fez uma das coisas mais prazerosas da vida).

No entanto, cientes de que o sexo é o método de reprodução por excelência e de que Deus ordenou que nos reproduzíssemos, os casais devem estar abertos e receptivos a essa eventualidade, daí a proibição dos métodos contraceptivos, incluindo o coito interrompido (v. história de Onã;).

Portanto, não é que seja apenas para procriação; antes, é para o prazer do casal (há inúmeras passagens bíblicas onde o prazer sexual entre casais legítimos é citado e de como deus se alegra disso), que deve aceitar com felicidade a possibilidade de gerar uma vida.

(Gravz: ESTE BLOG ESTABELECE UMA REGRA: comments do Danilo são automaticamente publicados e são aulas para o blogueiro - nossa, que raiva isso de ~blogueiro~)

PermalinkPermalink 10.01.12 @ 23:43



Comentário de: Sandro P

O ponto é, conforme você escreveu, porque diabos não se cumpre o celibato, que o Papa pede, mas se cumpre o não uso de camisinha?
E o errado é o Papa! Hehehehe

PermalinkPermalink 11.01.12 @ 09:32



Comentário de: Mari

Tenho um conhecido paquistanês que adora passar horas após o trabalho "enxugando" dois copinhos de whisky.

Ué, mas muçulmanos não podem beber, certo?

E ele diz: Existem os bons muçulmanos e os maus muçulmanos. Eu não sou um bom muçulmano.

:)

PermalinkPermalink 21.01.12 @ 15:20



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