TURISMO SEXUAL: QUASE TODO MUNDO É A FAVOR

07/12/2011

TURISMO SEXUAL: QUASE TODO MUNDO É A FAVOR

Não, o título não é irônico – e só pus o “quase” porque se não houvesse essa ressalva, vocês sabem, comentariam aqui dizendo que formam a exceção. Mas vamos ao centro da coisa.

Turismo sexual não significa fazer sexo com menores de idade, pois isso se chama pedofilia e é crime. Sexo não é crime – e, acreditem os que não fazem, é muito bom. Viajar pensando nas possibilidades sexuais do destino é algo óbvio, natural, normal.

E quase todos fazemos isso.

Se não em viagens ao exterior, ao menos na escolha de um bar ou casa noturna. Ou para uma viagem a sítio de algum amigo. Ou escolhendo a praia do réveillon. Enfim, não vamos tapar o sol com a peneira: deslocamos nosso corpo a algum lugar de entretenimento muitas vezes ponderando se haverá circunstância fornicatória.

Por isso não entendo, sinceramente, quando alguém fica ofendido ao saber que o Brasil, entre vários motivos, é um destino procurado também pelo sexo. Qual o problema disso? E mesmo quando alguém aqui vai para algum país apenas para trabalhar ou estudar, aposto que na hora de escolher a “baladinha” não pensa num lugar no qual apenas aprenderá mais o idioma, mas sim nas hipóteses de reco-reco. Mentira?

Então seria razoável que a gente parasse com essa merda. Considerando – OBVIAMENTE – que turismo sexual e pedofilia são coisas muito distintas, não há qualquer sentido lógico em ler como ofensa o que, no fim das contas, é uma virtude para qualquer lugar.

Sei que muita gente se ofende a sério sobre isso de “turismo sexual”; uns por hipocrisia, outros por ignorância (não sei qual o pior). No mais, continuaremos viajando (ou saindo de casa para lugares próximos) em busca de destinos com maiores e melhores chances de sexo.


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transubstanciado por gravata às 07.12.11 | 14 comentários



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Atalho pra o formulário

Comentários:


Comentário de: Paloma Mendes · http://www.twitter.com/palomenha_

Curtchy.

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 18:38



Comentário de: Guilherme Reis · http://twitter.com/GuiReisBH

Realmente. Turismo sexual é um adjetivo bem positivo! Não tinha imaginado desta forma. Acho que porque a maioria (inclusive eu) lembra/lembrava de exploração sexual, pedofilia e etc.

Enfim, depois de ler, vi que é muita hipocrisia pensar que se trata de uma ofensa!

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 18:41



Comentário de: Roberto

E os lugares mais procurados no Brasil são: Rio, Salvador, Fortaleza, Recife, Natal...devido a maior espontaneidade do lugar.

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 18:43



Comentário de: Augusto

Gravz,

sempre associei o termo 'Turismo Sexual' a prostituição e não a pedofilia.

Sendo este o sentido, acredito que não seja algo que dê orgulho, correto?

(Gravz: Não necessariamente a prostituição. Sexo é sexo, prostituição é prostituição. Conceitos diferentes, embora similares no 'ato'. E prostitutas há no mundo todo - inclusive, com brasileiras atendendo em domicílio pois mudaram-se para a gringa. Turismo sexual é cernaval, mardi gras, hotéis liberais na jamaica etc. Isso de associar turismo sexual a prostituição é a visão de quem - com TODO respeito - não manja das putaria :P)

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 18:44



Comentário de: Marcela Moro

Trabalho com turismo a mais de 15 anos e fiquei revoltada com este texto.
Seria importante entender, em primeiro lugar, as consequências do que está falando.
E não estou falando de pedofilia - e não que ela não aconteça, pois este é um problema gravíssimo que vivemos nos mais diferentes destinos turísticos de nosso país. Estou falando das tantas outras consequências de vincular a imagem de qualquer destino turístico a um 'destino sexual'.
Turismo é geração de emprego, geração de renda, desenvolvimento. Não é uma desculpa para incentivar a prostituição ou qualquer atividade relacionada, o que acontece 'no turismo sexual'.
O Brasil tem trabalhado para acabar com o estigma de destino de turismo sexual.
Os estados no Nordeste, principalmente, sofrem demais com este problema.
Queremos turistas que admirem nossas belezas naturais, experimentem nossa gastronomia, comprem do nosso artesanato, admirem nossa cultura e nossas tradições, movimentem a economia e ofereçam novas possibilidades de fomento. E não pessoas que se desloquem para os destinos a procura de sexo.
Lendo este texto senti vergonha, de verdade, de saber que pessoas podem pensar desta forma. Diminuir uma atividade que poderia ser - e é, em alguns casos - o motivo do desenvolvimento de regiões inteiras a possibilidade de 'novas experiências sexuais'...
Como turismóloga - sim, este é o nome do profissional que estudou e que trabalha na área de turismo,- acredito que turismo é muito mais do que isso e, como tantos outros que têm uma visão mais ampla do que é turismo, acredito que nosso país é muito mais do que isso. E, acima de tudo, acredito que turistas buscam muito mais em suas viagens do que foi colocado em seu texto, por que, certamente, não é este turista que desejamos nos destinos turísticos que tanto trabalhamos para organizar.

(Gravz: Já que anterioridade virou cargo para argumento, vamos lá... Vc nem tinha começado a trabalhar com turismo e eu já tinha ido para o exterior três vezes: EUA, Europa e América do Sul - ok, paraguai/argentina não contam, mas quis pôr aí. Tenho ALGUMA noção do que é viajar, do que é turismo, do que é escolher um destino. A parte ruim é que não tenho bons contatos nos hotéis, daí preciso pagar tarifa cheia. É da vida. Mas vamos ao comentário, deixando claro que estou nessa de viajar antes de você começar a pensar em trabalho... ESTIGMA? Que estigma é esse? Você, pelo visto, não conhece mesmo NADA de turismo. O apelo sexual ATRAI gente que ATRAI dinheiro e, portanto, É FOMENTADO pelas "otoridades". Veja qualquer pôster OFICIAL - repito: OFICIAL - do Brasil e lá estará a mulata carnavalesca mostrando 93,4% do corpo. É ruim? NÃO. Porque é isso mesmo. Pessoas vêm aqui a negócios, vêm pelas praias, por uma série de fatores, mas... TAMBÉM vêm pelo sexo. Pela chance de curtir, ter diversão. Não, isso não é ruim. Ruim é saber que vendem drogas sem qualquer fiscalização. Você, que tá na área há 15 anos, sabe me dizer algum "esforço" para que seja coibido o comércio de drogas ilícitas para estrangeiros - e nativos, que seja. Dica: não há. Enfim, é isso. Quem trabalha na área de turismo e quer que essa área continue ativa no BRasil, acredite, adora nossa "fama". Em caso contrário, com a baixa óbvia da demanda, mudaria de ramo. E boa sorte na organização dos trabalhos. 1 abs)

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 18:59



Comentário de: Odil Augusto David

É um raciocínio tão óbvio ululante que não sei porque raios é necessário um texto explicando a obviedade para a tigrada. Enfim, se alguém te criticar por esse texto, Gravz, publique um desenho da próxima vez :P

(Gravz: Olhaí o comentário acima. Se quiser, pode desenhar)

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 19:06



Comentário de: Loli

Polêmica, seu nome é Gravataí.

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 19:15



Comentário de: Guilherme Reis · http://twitter.com/GuiReisBH

E detalhe... Como se "Prostituição" fosse algo abominável. Isto é um preconceito do caralho!

O Yuri fala muito bem sobre este preconceito estúpido: http://youtu.be/XU4zboF0VzU

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 19:18



Comentário de: Gabi

Se o Brasil ainda hoje explora o turismo sexual, é por que ainda temos muitos "turistas" achando que podem trabalhar nesta área. As pessoas que se beneficiam do dinheiro desta exploração são poucas, eu lhe pergunto, o que é melhor, atrair para o Brasil uma pessoa em busca de sexo, ou uma família em busca de lazer e compras?? Certamente, a família gera mais renda para o destino.
O que falta no nosso país é profissionalizar o turismo, e acho que você não conhece a Marcela Moro, por que Turismo (não viagens, e sim a profissão) realmente não faz parte dos seus conhecimentos.
Somente para você ter uma noção, essa moça é uma das pessoas que fazem diferença para aqueles que sobrevivem no mercado turístico, trabalha com planejamento (e não com venda de coco na praia) é uma pessoa que estuda a área há muitos anos, que conhece o Brasil todo, que já atendeu diversas comunidades, e conhece os problemas das pessoas que sobrevivem da renda gerada pelo turismo. Enfim, ela sabe sobre o que fala.

(Gravz: Vamos por partes... sim, não a conheço, nem ela a mim. Para que o turismo de compras seja minimamente atrativo aqui no Brasil, creia, é preciso mudanças profundas nos tributos, na estrutura das empresas, nas leis trabalhistas etc. A F1, p.ex., é o evento que mais atrai estrangeiros - e capital. Acontece em SP. O custo de vida em SP é proibitivo mesmo para quem vem dos EUA ou Europa. O mesmo vale para RJ. EUA e Europa têm seus centros de compras e, de mais a mais, a Ásia os tem a contento - como também tem praias maravilhosas, naipe Maldivas ou Tailândia. Para mudar o turismo no Brasil, portanto, é preciso muito mais que conscientizar guias e instrutores ou "Mudar a mentalidade". Isso não adianta nada. Seria preciso mudar algumas leis e práticas. E adianto: continuariam vindo atrás de sexo. Por quê? Porque TODO MUNDO NO MUNDO VIAJA TAMBÉM ATRÁS DE SEXO. Compras? Se tiver também sexo, melhor. Trabalho? Se tiver também sexo, melhor. Estudo? Se tiver também sexo, melhor. É esse o centro do texto, nada mais)

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 19:45



Comentário de: Gabi

Gravz quando digo compras não me refiro as empresa de grande porte, me refiro ao nosso artesanato, aos produtos provenientes da agricultura familiar, daquilo que é atrativo para o turista. As pessoas tendem a pensar no turismo visando apenas as redes hoteleiras, restaurantes de grande porte, mas se esquecem que existe as empresas familiares que vivem do turismo, e que são a maioria em nosso país, e elas são as grandes beneficiadas quando um destino é bem trabalhado atraindo turistas de lazer. E neste caso o Turismo sexual é um grande inimigo. Como disse anteriormente, o Turismo Sexual gera renda sim, mas se não existisse, da forma que é hoje em dia, os destinos (leia-se as pessoas que vivem do turismo), seriam muito mais beneficiados.

(Gravz: Mas quem decide o que é atrativo para o turista é.. O TURISTA! Não adianta a gente achar que isso é legal, porque tem um valor cultural X, quando o turista busca algo totalmente diferente. O que exatamente os impede de comprar artesanato? Que eu saiba, nada. E há bons trabalhos sobre isso em vários lugares - em SP, conheço mais ou menos a SUTACO, superintendência estadual que lida com artesãos. Há uma série de fomentos, mas o principal seria o turista QUERER comprar isso. A maioria vem para a F1. Você acha MESMO que o fã da F1 quer levar pra casa uma carranca? Talvez ele queira um restaurante bom e não tão caro. Quem decide isso? ELE! Daí temos o turismo interno, que entra mais ainda naqueles problemas estruturais, pois é mil vezes mais barato ir para o exterior. Quem decide, no fim, são as pessoas. Elas querem show de rock e sexo? Vão atrás disso. A regra do mercado é muito simples: atender à demanda. Querer criar ou FORÇAR uma demanda é desconhecer rudimentos da economia mais basilar. E fracassa sempre. Quanto ao "benefício" de quem vive no turismo, parece mais ou menos claro que ele é proporcional à quantidade de turistas. Se as praias do nordeste lotam, e com isso bonecas artesanais e afins são vendidas, pode apostar, muitos que as compram também estão lá pelo sexo - mas a maioria, mesmo, pelas praias. Ninguém - e isso digo com segurança - empreende uma viagem intercontinental para comprar artesanato. Sejamos mais realistas)

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 20:13



Comentário de: Gabi

Sim, quem decide é o turista, mas hoje existe um grande esforço das associações, empreendimentos, e até de pessoas do poder público, para que o Brasil não seja visto pelo mundo como principal destino do Turismo Sexual.
Queremos atrair as famílias, casais, enfim pessoas que tem dinheiro e querem vivenciar um pouco da nossa cultura, obviamente eles não estão em busca de artesanato, mas sim de cultura, belas paisagens, gastronomia típica, e nosso país tem tudo isso a oferecer. A demanda existe, e a possibilidade de direciona-la também. Caso tenha interesse posso lhe indicar várias pesquisas que apontam para este perfil de turista.
E claro que o Turismo sexual jamais deixará de existir, só não podemos deixar (e nenhum profissional da área quer) que seja ele o principal atrativo do país.
Agora cansei de argumentar, beijos seu lindo ;)

(Gravz: O Brasil atrai milhares de turistas, embora o índice venha caindo. É muito difícil dissociar praia, verão, festa, samba de... sexo. Daí, claro, o esforço é para que não venham apenas atrás de prostituição. Mas ela é permitida pela lei - o que não pode é ter puteiro e tal, mas o ato de prostituir-se não é ilegal. Como eu disse, não é que o grosso do montante venha para cá APENAS pelo sexo, mas, sim, o sexo pesa. E não vejo isso como algo ruim, não sei nem começar a ver dessa forma. A prostituição é liberadíssima em Amsterdam, onde se pode também fumar maconha. Isso não detona o moral da Holanda; ao contrário, traz divisas razoáveis sob a rubrica do turismo. Ruim? Não. E bjo pra vc também :D)

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 21:00



Comentário de: Fabio · http://twitter.com/fabiomoraes

Tangenciando o texto e batendo no assunto, deixo uma dica forte de livro: Plataforma, de Michel Houellebecq.

PermalinkPermalink 07.12.11 @ 22:10



Comentário de: Anonimo · http://www.toldosjgomes.com.br

Muito bom.

PermalinkPermalink 08.12.11 @ 14:42



Comentário de: Álvaro

Concordo em partes com seu texto, vc foi feliz ao tentartirar o estigma do texto. Mas gente casada, com filhos, com família, também viaja e gasta. O turismo não é uma atividade exclusiva de solteiros a procura de sexo. Tem gente que já sai da casa com sua "malinha" completa hehehe.

PermalinkPermalink 08.12.11 @ 16:45



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