PLAYBOYS DA USP: QUEM TEM GRANA, PAGA
05/11/2011
PLAYBOYS DA USP: QUEM TEM GRANA, PAGA

Alguns alunos da USP não querem a polícia no campus: na teoria, por razões acadêmicas e filosóficas; na prática, para não rodarem com baseados e que tais. A vida é assim, a prática é menos rebuscada que a teoria. Sempre.
Meu bróder Vinicius Duarte escreveu sobre a presença da polícia na Cidade Universitária e sobre esse tópico creio que não há muito a falar. SIM, OBVIAMENTE PRECISA TER POLÍCIA. Ela não serve APENAS para prender playboy com maconha, mas também evitar que o mesmo playboy seja assassinado.
Reclamam quando ela está para efetuar a primeira autuação e também reclamam se não estiver para a segunda. Enfim, reclamam. Universitário pode reclamar, normal, tá na idade para isso – e nem precisa fazer sentido, vejam que legal.
Vinicius sugere que os refém-formados prestem serviços ao estado, pelo fato de que estudaram gratuitamente. Na minha opinião, essa não seria exatamente a medida adequada. Além de ser uma obrigação inconstitucional, isso seria facilmente burlável e, bom, estamos no Brasil, onde estudantes revolucionários de ultraesquerda roubam panetones dos empregados de uma universidade.
O também bróder Flavio Morgen explicitou outro lado dessa moeda: a playboyzada. Fiz alguns meses de xexeléxe e, confesso, não vi assim tantos playbas. Só alguns. Mas aparência engana, né? Tem muito ricaço que paga de riponga na faculdade, mas traz seu AMEX ilimitado no bolso.
O que defendo: quem tem grana, paga.
Já li várias vezes essa sugestão, mas aparentemente nunca é levada a sério, caindo naqueles chavões idiotas e obscurantistas do tipo “privatização”, “neoliberalismo”, “consenso de Washington” ou “conspiração globo-fifa-igreja-tiozinhodapipoca”. Ridículo, claro.
Acho sinceramente equivocado que alunos com grana – às vezes MUITA grana – não paguem por algo que, sim, CUSTA DINHEIRO. Fica aquela situação economicamente ridícula, mas atualmente em vigência: o ICMS paga a USP, quem paga o ICMS são empresários cujos produtos são comprados por TODOS – muitos e muitos pobres entre eles. E são esses que custeiam a USP.
Vários e vários serviços públicos são cobrados de quem os usa. Não deixam de ser públicos por isso, aliás, mas diminuem a onerosidade do órgão prestador. Pro que DIABOS a USP não poderia seguir tal sistema? Até restaurante para mendigos cobra mísero 1 real para a alimentação. O uspiano, porém, não põe a mão no bolso – alguns a usam para afanar panetones.
Evidentemente, seria preciso muita cautela para analisar tais dados, mas seria mais justo se os estudantes admitidos trouxessem declaração de renda (sua e de familiares) para verificar se podem ou não estudar gratuitamente. Caso precisem pagar, isso seria proporcional aos ganhos/patrimônio, nada também exagerado.
Sim, eu sei, mesmo PAGANDO faculdade alguns playbas continuam quebrando tudo. A parte boa desse sistema sugerido é que, nesse caso, não seríamos nós, todos os cidadãos, os únicos a arcar com as reformas, reconstruções e – por que não dizer – reposição de panetones.
Fica a idéia.
ps - abordei outro aspecto do tema nesse texto
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transubstanciado por gravata às 05.11.11 | 11 comentários
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Comentários:
Substitua o "dentre" por "entre". Dentre significa "do meio de" da idéia de movimento, se usa sempre quando o verbo exige a preposição "de".
(Gravz: Que é isso, publico sim! E valeu, já arrumei)
Sou completamente a favor da idéia apresentada, acho que ela já deveria ter sido implantada no Brasil, embora sabemos que os ricaços iriam dar um jeito de burlar o sistema e continuar não pagando a universidade. Mesmo assim, é uma idéia muito sensata e condizente com a situação atual do brasileiro. Quem tem como pagar pelo serviço, pague. Logicamente, deveria ser diferente das universidades pagas, sendo como dito no texto, proporcional a renda familiar.
(Gravz: Opa, a Carioca é amiga! Ela deu um toque, nem queria publicar, mas foi totalmente de boa)
(Gravz: SIm, claro que exige mudança legislativa e, por não ser cláusula pétrea, uma Emenda resolve - incluindo parágrafo que trata da gratuitade dos estabelecimentos "oficiais")
Fiz um semestre de Ciências Sociais na Unicamp. Trabalhava igual um lazarento 10 horas por dia no BB (quem acha que bancário é funcionário público e vagabundo, vai estudar pra passar em um concurso antes, depois abre a boca), e a noite ia no IFCH assistir minhas belas aulinhas.
Meus colegas todos tinham mais grana que eu (até aí, tudo bem, sem ressentimentos), mas o problema é que se vestiam igual mendigos só para pagar de proletários, e o pior, largavam os carrinhos lá na Economia, com "vergonha" do presentinho do papai.
Das aulas em si, nem deveria comentar, mas me lembro de uma em especial: Tive que assistir por 2 horas e meia um filme terrível do David Bowie como prisioneiro de guerra que enrabava um guarda vietnamita. Enquanto o meu professorzinho tentava doutrinar sua opção sexual, ainda dava espaço para intermináveis divagações dos meus coleguinhas com a mente cheia de Cannabis (aqueles mesmos que paravam o carro na Economia). Aguentei 3 meses dessa baboseira, e no ano seguinte fui estudar Administração (de novo em universidade publica) que eu ganhava mais.
Mas eu queria falar mesmo era sobre o rapazinho da UNE, em cima de quem o Jornal Hoje abriu sua edição de terça em clima de suspense, pois estava "desaparecido há 24 horas", uau, deveria estar enterrado no Araguaia já, ou ainda tomando uns choques no culhão no porão do DOPS. Aqui, mais um parentesis: Sem aquele papo de "só sei o que passou na Globo pq minha empregada tava vendo e...". Eu REALMENTE nao dou um minuto de audiencia pra nenhum canal aberto no Brasil, mas como passei DOZE horas em um hospital aguardando um ente querido fazer uma cirurgia complicadissima, acabei vendo esse lixo.
Enfim, o papai do aluninho desaparecido político chamou a Globo, o pessoal da Comissão de Direitos Humanos (sic!) e tomou tempo até de um SENADOR DA REPÚBLICA (que não serviu nem para me mandar uma cópia da CF, obrigado Zé Anibal, embora eu continue não digitando 45 nem em telefone).
Tudo isso PRA QUE? Pra "descobrir" que o bebezão tava tomando seu toddynho na casa da mamã. Mas o pior de tudo: o rapaz, aparentemente com MUITO BOA CONDIÇÃO FINANCEIRA, vide a influência do seu pai e o seu tempo disponível em militar na UNE, em vez de trabalhar, e com o papai e a mamãe VIVENDO EM SÃO PAULO, é morador daonde? DO CRUSP !!!!! Tomando a vaga de alguém de fora, realmente sem condições para se manter lá... me lembro a LUTA que foi pra minha irmã conseguir uma vaga no CRUSP e conseguir sua bolsa-estágio cuidando de filhos de funcionários no intervalo das aulas. Não me consta que ela mesmo estudando na FFLCH tinha tempo pra ficar destruindo reitoria ou acendendo baseados de cartolina.
Me meti em intermináveis discussões sobre o assunto, com toda a imparcialidade do mundo, até pq já passei muito perrengue na mão de policial corrupto e violento, e ainda assim estava a favor da PM no Campus, pois quem mora/trabalha aí perto da USP (o fiz em pinheiros por 3 meses esse ano, e sofri tentativa de assalto bem perto da Pte. Cidade Univ.) sabe que o bicho REALMENTE tava pegando e os crimes no campus eram noticias diarias.
Me dei por satisfeito depois que li o "manifesto" de um casalzinho que "puxa o bonde" dos rebeldes sem causa: eles admitiram COM TODAS AS LETRAS que o estopim da revolta foi a PRISÃO DOS TRES MACONHEIRINHOS !!!! Depois vieram com uma encheção de linguiça interminável, um ctrl+c ctrl+v de algum livro do Marx, e, claro, falando da improbidade do reitor. Mas se o reitor tira os PMs e libera a erva, ele deixaria de ser corrupto, é claro...
(Gravz: Faz tempo que vc não aparece por aqui, da macaca! Feliz com seu time? Abração)
me poupe. escrever merda é fácil, com tanto informação distorcida que a mídia lançou sobre esse assunto. Um texto bom é aquele que explora mais do que um lado da questão
Fica a ideia.
muita gente trabalhou duro para ganhar seu dinheiro honestamente, e agora vem você falando que o justo seria ter que pagar por algo que é público - ou seja- PARA O POVO ???
Um dos motivos para muito "playboy" querer entrar na USP ao invés da PUC, GV, ou outra exelente faculdade particular é a questão do "meus pais pagaram escola particular a vida inteira, para que eu passasse em um faculdade pública (gratuita)".
Isso mostra a vontade de muita gente em adquirir (mesmo que em parte) essa independência financeira APESAR de ter tudo o que precisa APESAR dos pais estarem dispostos a pagar mais alguns anos de mensalidade cara. Essa independência é uma tentativa de desvincular-se dessa imagem de filho de papai para entrar no mundo REAL, não dependendo tanto dos pais, trabalhando para conseguir o que quer e precisa, e ter o mesmo direito de reivindicar algo quanto uma pessoa de classe baixa - SEM SER CHAMADO DE REVOLUCIONARIO DE GAP
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