FRASE DE CABAÇO: "PREFIRO FAZER A FALAR DE SEXO"
10/02/2011
FRASE DE CABAÇO: "PREFIRO FAZER A FALAR DE SEXO"

Sim, muita gente diz isso como se fosse preciso, noutra circunstância, dizer "prefiro comer churrasco a falar das carnes". É o óbvio e, nesse sentido, serve para diversas finalidades - todas de viés psicológico. A mais comum, como sói, é a vergonha, seguida pelas contas do DataEu da inabilidade de uns e outros de falar de sexo. Todos eles, é claro, usam a idéia de que são bons fazendo como pretexto para não precisar dizer nada sobre o assunto.
Alguns, por incrível que pareça, gostam de se apoiar em ditos populares como fundamento para sua corrente filosófica do silêncio sexual: "cão que late, não morde". Todos sabemos a eficácia incontestável dos adágios, não é mesmo? "Deus ajuda quem cedo madruga" é comprovado pela altíssima renda dos bóias-frias e trabalhadores de feiras livres. Pois é...
Ultrapassadas as obviedades (afinal, TODOS preferem fazer a falar), é hora de tratar daqueles que versam sobre o tema, neste caso os contrapondo aos que se recusam terminantemente a fazê-lo.
Falar de sexo é bom. Na verdade, é ótimo. E há duas circunstâncias em que isso acontece - todas positivas. No caso mais clássico (e que gera a tal máxima óbvia), pessoas conversam entre si sobre experiências, confidenciam preferências, falam de coisas legais e nem tanto, enfim, COMPARTILHAM O CONHECIMENTO (vixi!) da putaria toda. Não existe lado negativo para isso, portanto.
Há um outro aspecto, minoritariamente alvo da citada "expressão de fuga", que são os casais que falam de sexo na esfera íntima e privativa. Falar não é apenas "prometer", o que pode ser desmentido na prática, mas também (e principalmente) trocar fantasias, revelar desejos, confessar taras, combinando isso tudo.
A fase da elaboração - vamos chamar assim - é importantíssima para a realização de qualquer modalidade sexual. O "chegar chegando" até funciona, a depender do contexto, mas também é muito excitante explorar a parte psicológica da coisa, transformando a próxima trepada em algo ótimo.
Tenho certeza de que, para a maioria, falei apenas o que já sabiam. Este texto não é para essa turma, claro. A idéia, aqui, é mostrar o grau de idiotice da frase "prefiro fazer a falar de sexo". Até porque, afinal de contas, não são coisas excludentes - ao contrário, são complementares.
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transubstanciado por gravata às 10.02.11 | 7 comentários
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Comentários:
beijo rouge
Dani
Particularmente, adoro identificar essas pessoas na conversa e agredir, soltando algumas bem escatologicas
Volta com o Gravata responde, ora...
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