LINGERIEDAY: SEM NINGUÉM PRA ATRAPALHAR, O SUCESSO É ABSOLUTO
29/01/2010
LINGERIEDAY: SEM NINGUÉM PRA ATRAPALHAR, O SUCESSO É ABSOLUTO
Aqui me arrisco em exercício perigoso, o de contrariar teses consagradas por sábios da "social media". Uma delas prega aquela lenga-lenga de que polêmicas tendem a ajudar determinadas campanhas. E isso foi dito por 10 entre 10 especialistas quando do primeiro #lingerieday. Eu embarquei nessa, pois era a evidência que tínhamos.
Barca furada.
Claro que um pouco de polêmica chama atenção, mas será que ela é bem-vinda até mesmo quando um dos lados está coberto de razão? A única forma de saber seria comparar dois casos, um polemizado e outro esvaziado de críticas ferrenhas desse tipo. E foi exatamente o que houve da primeira para a segunda edição dos LDs.
Em julho do ano passado, fomos bombardeados ao extremo, na véspera e no próprio dia. Havia desde críticas fundamentadas, até opiniões radicais de pessoas simplesmente contrárias por divergir politicamente de alguns dos organizadores (isso não é piada). Um dos maiores críticos do LD, por exemplo, organizava ele próprio, no Orkut, um concurso denominado "Miss Direito Penal", cujo critério de desempate consistia no envio de "fotos sensuais".
Mesmo assim, o resultado foi um sucesso, a adesão foi maciça e conseguimos mobilizar um número espantoso de pessoas, mulheres e homens, todos ali de calcinhas e cuecas bagunçando o coreto do Tuíter. Mas os derrotados não se deram por vencidos. A explicação era a mesma: "nós lhes demos voz". E, como já disse aqui, todos acreditamos nisso. Porque, a bem da verdade, não havia outra explicação para aquilo tudo. Diante da expectativa mais otimista, estava tudo mesmo muito impressionante.
E veio a edição de hoje, sem qualquer ataque ou crítica, sem a mínima manifestação contrária. Em termos de marketing, portanto, estratégia acertadíssima dos opositores, não é mesmo? Se houve sucesso por causa deles, dessa vez não nos dariam o gostinho. Fracasso à vista, não é mesmo?
Não foi exatamente o que aconteceu. A adesão foi maior (cerca de cinco vezes mais pessoas, num cálculo aproximado), umas dez empresas resolveram patrocinar promovendo sorteios ou dando brindes (detalhe: não convidamos nenhuma, nem ganhamos um centavo) e, quando chegou a hora, eu não conseguia acompanhar a miríade de avatares, fotos, emails etc.
Hoje, entre onze da manhã e aproximadamente três da tarde, a hashtag #lingerieday estava nos Trending Topics mundiais do Twitter (e não dentre aqueles apenas do Brasil). Em dado momento, estávamos em terceiro lugar, e era engraçado ver pessoas do mundo todo perguntando o que exatamente era aquilo, e muitos outros descobrindo e... ADERINDO! Obviamente, jamais imaginávamos repercussão dessa monta.
Tudo sem polêmica. Seria maior caso houvesse discussão e bate-boca? Poderia dizer que duvido, mas arrisco ir além: NÃO. Não chegaríamos a tanto. Muita gente chata gera um único produto, que vem a ser a chatice, e esse produto afasta as pessoas, inibe a participação espontânea (espírito máximo de uma brincadeira como o #lingerieday, p.ex.).
Então, prezadas feminazis e seus amigos bocoiós, vocês deitaram na sopa! Foi bom pra cacete e o truque de não fazer nada deu erradíssimo. Obrigado, mais uma vez. Vocês perdem quando apanham, e perdem-e-meio quando fogem da briga.
E, se querem saber mesmo como estragar um #lingerieday, dou a receita: apareçam em trajes menores. Vai ter gente fechando conta no Twitter, abandonando a informática e se mudando para comunidades Amish, podem apostar! Nunca pensaram nisso, né?
Blasés Futebol Clube
Gosto também do pessoal que solta aquelas pérolas do tipo "gostava mais quando era um movimento sério, agora massificou". Daí, em uma semana você encontra o "outsider" num evento de blog desses que distribuem bebida cuja garrafa custa 20 reais, pacotinho de chiclete, ou pré-estréia às dez da manhã em dia de semana. Eles curtem um "movimento sério" e uma "exclusividade", sabe como é?
Patrocínios: Algo a Repensar
Todas as empresas foram de gentileza extrema e competência inatacável, mas, agora em julho, pretendo não manter mais essa política de patrocínios. Manteremos, é claro, a parceria-irmã com a gloriosa RevistaVIP. E só. Quem quiser aproveitar a data do #lingerieday para fazer promoções, é claro, fica à vontade. Mas não temos condições físicas para gerenciar tudo, organizar etc. Eu mesmo estou com 14 DVDs aqui e provavelmente marcarei uma botecagem para sorteá-los lá mesmo.
No mais, vamoquevamo!
(sem revisão, Hellen dormindo)
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transubstanciado por gravata às 29.01.10 | 19 comentários
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Comentários:
Parabéns a vocês e todos que participaram =)
e sem meter a vip no meio -- falo por mim a partir daqui --, percebo o LD não apenas como um dia de garotas em trajes mínimos no tuíter, mas também como uma forma de continuar aquilo que as feministas sempre sonharam (e nunca conseguiram): a liberdade plena da mulher. são essas meninas, com toda sua feminilidade, que têm nas mãos um poder que apenas nós, homens, conhecemos. elas mandam, gravz, e nós bem sabemos disso.
um brinde às meninas e aos marmanjos que aderiram, que deram apoio, que viram além da sensualidade em cada foto e, assim, puderam notar que hoje, sem exageros, foi um dia histórico na tuitosfera.
abraços e cuide da sua bromélia,
rodolfo
Parabéns a você e aos meninos pela diversão gratuíta.
Beijos!
Todos estão de PARABÉNS ! Todos mesmo que participaram...
E sempre haverão os haters... que hoje MORRERAM ao ver o #lingerieday nos TT mundias!
Foi ótimo!
Parabéns!!!
@renatocamargo
não é necessário gastar energia tentando responder aos críticos, pois no mínimo esses não entenderam que a parada nada mais é do que uma brincadeira descompromissada e saudável, cujo compromisso é assumido pelo usuário com ele mesmo. nada de marcas, nada de intermediários, coisas que muitos comunicadores (porque a coisa não é só com os 'especialistas' em social media) simplesmente detestam.
dizer que uma polêmica em campanha é boa coisa é relativo. promover saudáveis discussões sobre determinada ação, como foi o caso do Whoper Sacrifice, do Burger King no Facebook, é uma coisa. Pagar celulares para blogueiros (o tipo de evento mais comum no ano passado) e ser criticado por todos, muitos dos quais pagaram pelo produto e se sentiram 'patrocinadores indiretos' do regabofe blogosférico é outra totalmente distinta.
O caso do lingerieday é o primeiro. Parabéns novamente.
http://mallmal.blogspot.com/2010/01/lingerie-day-do-twitter-com-photoshop.html
Eu mesma, que não troquei o avatar, me diverti muito com alguns.
Mas daí a falar que isso é um meio de libertação feminina, algo que as feministas nunca alcançaram, é demais.
Afinal, é uma brincadeira ou não é?
Não participei por falta de tempo... mas gostei!
beijão!
Parabéns! Realmente uma ideia muito criativa e útil já que os followers de muitos profiles aumentaram.
De uma das suas prezadas feminazis ( to sozinha porque os meus 'amigos bocoiós' a está hora já estão dormindo)
(Gravz: Então o acorde! E criativo mesmo é ter blog cujo nome é trecho de música do Cazuza, falaê)
Droga...Não bastava vc ser criativo, ainda tinha que ser esperto???
(Gravz: Da mesma forma que você foi extremamente intelectualizada para perceber que usar lingerie é algo super 'in')
Bem, isso é algo que nunca conseguiremos avaliar.
