"GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL", UM LIVRO EXCELENTE

12/12/2009

"GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL", UM LIVRO EXCELENTE

Os maiores assassinos de índios eram os próprios índios; e eram, sobretudo, genocidas, promovendo faxinas étnicas tribais. Além disso, tribos beligerantes aliaram-se aos europeus para matar os inimigos. Quem? Ora, outras tribos, outros índios. E os silvícolas nunca tiveram a menor noção de ecologia ou preservação florestal, coisa que aprenderam com os portugueses, de quem pegaram algumas doenças e pra quem passaram tantas outras.

Zumbi capturava escravos de fazendas vizinhas para que trabalhassem à força no Quilombo dos Palmares. Na África, inclusive, a mão de obra escrava era usada de forma comum, negros explorando negros - chegando ao ponto de portugueses usarem escravos como moeda para comprar ouro africano. E príncipes da África vinham ao Brasil, para estudar, e recebiam mordomias, como dezenas de escravos.

Falando ainda em escravidão, José de Alencar, grande escritor, era favorável a ela, tendo enviado três cartas públicas ao Imperador D. Pedro II defendendo tal prática. Machado de Assis, por sua vez, trabalhou durante um ano na Censura Oficial do Império e, por óbvio, vetava obras empregando critérios pessoais quanto ao que seria (ou não) algo "moral". Jorge Amado não censurava obras, ao contrário, apoiava: em especial Stálin e Hitler. Gilberto Freyre também apoiava, mas não os dois facínoras, e sim a Klu Klux Klan - isso em sua dissertação de mestrado, na Universidade de Columbia, em 1922.

Aleijadinho, o escultor, é basicamente uma personagem de ficção. Exatamente: não existiu tal como se divulga. As obras estão aí, o artista é que nunca esteve. Santos Dumont existiu, sem dúvida, mas não inventou o avião nem o relógio de pulso. De fato, os irmãos Wright inventaram mesmo os aeroplanos e, bom, os relógios já existiam havia tempos - p.ex. Rainha Elizabeth I, militares europeus do século XIX etc.

E muito mais.

O livro não faz revisionismo, mas basicamente conta a história do Brasil de maneira simples e coerente. Algumas constatações, de tão óbvias, deixam claro o seguinte: a história oficial é a revisão. A aliança de algumas tribos e portugueses serve para ilustrar a premissa. Imaginem naus repletas de homens fracos e doentes. Na praia, milhares de guerreiros. Embora tudo esteja fundamentado em estudos e documentos, a lógica nos ajuda a compreender a obviedade da aliança - e também a história de guerras constantes entre as tribos. Para um tupi, o português era tão estrangeiro quanto um caiapó.

Quem "revisou" a história, portanto, foram as determinações governamentais, em busca de heróis e façanhas, sobretudo escondendo passagens não exatamente louváveis. Nos verbetes sobre Machado de Assis, é claro, não vão dizer que trabalhou para a censura. Nenhum fã de Jorge Amado gosta de lembrar de sua paixão jovem pelas ideias de Hitler. E há milhares de defensores de Zumbi que sequer supõem da existência de escravos no Quilombo dos Palmares. Mas vale repetir: qual o lado revisor e qual o lado obscurantista nessa história toda (ou nessas histórias todas)?

O "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", do jornalista Leandro Narloch, não deprecia nem destrói a história brasileira. O processo é similar a uma "humanização", transformando tudo em algo real, crível, verossímil. É óbvio que tudo e todos têm defeitos, não apenas virtudes estupendas. E muitas vezes há fatos interessantíssimos, e deliciosos, justamente nas "mancadas" dessas figuras que sempre fomos forçados a admirar, louvar e enaltecer.

A obra foi lançada recentemente pela editora Leya, e recomendo a todos que comprem logo. Sério, rapaziada, é muito bom!

E esqueçam esse papo de "fulano é o maior escritor de nossa geração" ou demais bobagens de puxação de saco, geralmente empregadas para elogiar pangarés oriundos da blogosfera. É tudo bajulação para libretos chatérrimos. Esse aí é ótimo, e o escritor (explícita ou implicitamente) não fala de si próprio a cada dois parágrafos.

Ah! Como poderia esquecer? É CLARO QUE ELE DESCE O PORRETE NOS COMUNISTAS! E não adianta desqualificar, porque a pesquisa é vasta, cada capítulo tem mais referências, estudo e nota de fim que teses mandrakeadas da nossa não menos mandrakeada academia (só o capítulo dos negros, que é relativamente curto, tem 37 notas e referências bibliográficas).

E o humor da obra não é culpa de Leandro Narloch, mas sim das trapalhadas de gente como Prestes, Jorge Amado, Getúlio Vargas, Zumbi, Lampião, Santos Dumont, Brizola...

Acreditem: nós somos a piada. E das boas.

Revisão: Hellen Guareschi


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transubstanciado por gravata às 12.12.09 | 31 comentários



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Atalho pra o formulário

Comentários:


Comentário de: Flavio Morgenstern · http://www.flaviomorgen.blogspot.com

Desde o prézinho que "aprendi" a encarar a história como o triunfo de vilões cretinos, e que nada tinha dado certo porque os mocinhos, barítonos, não pegaram o papel do tenor.

Aí eu olho ao meu redor e o que vejo? Só um bando de filho de quengas disputando poder, fama, fortuna ou fazendo política pro domo sua.

E marxistas como o Darcy Ribeiro, que queria expulsar a Argentina e o Uruguai da América Latina, por serem "brancos demais"? E Vinícius de Moraes apoiando o tenentismo? Graciliano Ramos dizendo que nenhum país tem mais liberdade de imprensa que a URSS? E Prestes e Olga, que assistiram placidamente uma dissidente ser estuprada, torturada e morta? E, digamos, o PT?

Aí vemos gente "influente" e "doutorada" aparecendo na TV pra dizer que fazer piada é opressão (aliás, racismo é imprescrítvel e inafiançável, mas homicídio não é;), sem sequer imaginar que negros escravizaram judeus (e, porra, qualquer historiador no mundo que não viva na Banânia sabe disso!), que índios enterram crianças vivas até hoje, que desmatam florestas...

Sempre se fala do vilão, como agora os EUA. A diferença é que, agora, o príncipe não vem mais num corcel branco, mas num LADA vermelho.

PermalinkPermalink 12.12.09 @ 17:29



Comentário de: wilbor

Comentário típico de alguém que acha que a Veja é uma boa revista.

PermalinkPermalink 12.12.09 @ 17:34



Comentário de: Sblargh · http://sblargh.blogspot.com

Bom, ele diz que a proposta do livro é enfurecer, irritar, provocar, etc; então sei lá, boa sorte pra ele com esse projeto.
Uma pergunta, se a academia é mandrakeada, qual a fonte dessas notas e referências todas?

(Gravz: Exceções não mandrakes da academia ;))

PermalinkPermalink 12.12.09 @ 20:34



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

É vou comprar!

PermalinkPermalink 13.12.09 @ 12:56



Comentário de: Ivan

Toda história se escreve sob um ponto de partida. Achar que o da polêmica é mais revelador que o da "revisão" ou o da "instituição" é, no mínimo, idiota. E irresponsável. Para ficar em só dois exemplos, diversas tribos indígenas guerrearam entre si por milhares de anos sem diminuir seus números, ao contrário da ocupação portuguesa (e brasileira, pode-se dizer), que reduziu em mais de dez vezes a população indígena no território nacional. Quanto à escravidão africana, nunca houve lá o que houve aqui, uma sociedade inteira baseada na mão de obra cativa. Nunca foi mistério que esta mão de obra fosse obtida por comércio, este é o sentido de "tráfico". Foi justamente a escala deste comércio, respondendo a uma enorme demanda da empresa açucareira, mineira e cafeeira e a propósitos políticos, tributários e, claro, comerciais portugueses e brasileiros que fomentou o crescimento inédito na história do continente africano do apresamento e venda de escravos. Isso sem contar o apresamento direto realizado em terras brasileiras de índios, pelos colonos, além de outras maneiras oficiais e extra-oficiais de submeter grupos inteiros à mão de obra forçada. Se por "desmistificar" se entende abafar o horror dessas realidades históricas, então não se revela nada de novo, mas somente se reedita as velhas formas, às vezes negacionistas, às vezes cínicas, de amansar a história, de preferência a presente e a futura.

(Gravz: Pois é, não reduziu. O livro responde a isso, Ivan, e de forma interessantíssima. A população indígena AUMENTOU - não só numérica, mas proporcionalmente. Como? Compre e leia. Mas a explicação é histórica e biológica - sim, encontraram no DNA mitocondrial, não é papinho furado nem conversa de sociólogo revisionista. Mas é isso, boa sorte com sua tese de boteco)

PermalinkPermalink 13.12.09 @ 17:23



Comentário de: Sérgio Gaspar

Foi constatado pelos norte americanos que o dito avião dos irmãos Wright não reune condições de voar por meios própios, até hoje tentam fazer o tal avião voar sem sucesso, um dos principais problemas é a baixa potencia do motor, o "equipamento" deles foi catapultado. Nunca se submeteram a uma banca de avaliação internacional.

(Gravz: É? Foi? Leia o livro. Sobretudo as presepadas de Santos Dumont)

PermalinkPermalink 14.12.09 @ 11:05



Comentário de: ana maria

Ô, Gravata, patrocinador do escritor? acionista da editora?
Que tal sortear um pros seus(as) leitores fieis?
Abs.

(Gravz: Não, apenas gostei do livro, mesmo. E sortear? Compra!)

PermalinkPermalink 14.12.09 @ 12:22



Comentário de: Ruben · http://chaveseafilosofia.blogspot.com

Depois que vi que o autor é reporter da Veja encarei o livro com mais bom humor.

PermalinkPermalink 14.12.09 @ 17:02



Comentário de: nono · http://não tenho

fico imaginando se existe algum verbete sobre o "Doutor" Ulysses...

PermalinkPermalink 16.12.09 @ 20:08



Comentário de: Leandro

Opa, valeu! Fico honrado com o elogio - adoro teus blogs, cara. Vamos tomar uma qualquer dia!
Leandro

(Gravz: Opa! Eu que fico honrado com o comentário! E vamos sim! Aguardo um "Volume II", e suponho que muitos estejam pedindo. Abração!)

PermalinkPermalink 20.12.09 @ 11:03



Comentário de: Leandro de Moura | Meu Bedelho · http://meubedelho.wordpress.com

Haha, baixarei esse livro com certeza :P

(Gravz: Baixará de onde, cabeça? Compra, pô!)

PermalinkPermalink 20.12.09 @ 19:37



Comentário de: Peterson Lindo

Estava a procura de um presente de amigo secreto pra pedir quando li esse texto. Pedi e ganhei esse livro. Estou lendo e ele é muito bom. Recomendo!

PermalinkPermalink 22.12.09 @ 17:33



Comentário de: Arthur

Tô comprando...(?)
Sou do time politicamente incorreto!
Pra mim banco é branco preto é preto (cor - OK - cambada dos "corretos")não tem cinza...
mentira é mentira; "releitura" é suruba intelectual; maioria é burrice (Nelson); voz do povo é grasnado; direito achado na rua é lixo...e por aí vai

PermalinkPermalink 28.12.09 @ 12:38



Comentário de: HELENA

LI NA FOLHA, FIQUEI CURIOSA, VOU COMPRAR, SOU PROFESSORA, SEMPRE COM A PULGA ATRAS DA ORELHA COM "ALGUNS FATOS DA NOSSA HISTORIA" QUE SE ENCAIXAVAM "TÃO DIREITINHO" COM O ORGULHO NACIONAL, PARABENS PELA PUBLICAÇÃO

PermalinkPermalink 02.01.10 @ 02:26



Comentário de: Adriano Viaro · http://poetacronista.blogspot.com

comprei hoje, começo a ler amanhã.
sou apaixonado pela verdadeira historia;
e quem não gosta de ler a veja [e faz protesto contra as grandes editoras e emissoras de tv] deveria separar a sua propria casa com um muro, e tatuar a foice e o martelo abaixo do coração. estou louco para começar a leitura. abraço e valeu pela dica!

PermalinkPermalink 12.01.10 @ 14:30



Comentário de: Públio · http://publiopf.multiply.com

Faz muito tempo que não saboreava um livro tanto assim! Um verdadeiro deleite! Já estou fazendo propaganda por aí.
P.S. Se importa de copiar seu texto e colar no meu blog? Com referência, claro.

(Gravz: Opa, dando crédito e link, sem problema)

PermalinkPermalink 20.01.10 @ 16:59



Comentário de: ROBERTO SIMAS

Surpreendente, impressionante e decepcionante sobre alguns aspectos.

Em tempo, como faço para adquitir o livro?

(Gravz: Nossa, vc tem todas essas opiniões sem ler? Pode comprar que é ótimo - vende nas livrarias)

PermalinkPermalink 28.01.10 @ 09:35



Comentário de: Marcelo

Tenho boas espectativas, vou comprar. Espero que faça referência ao golpe de estado que trouxe a república e ao fato de que na prática todos somos mestiços. Obs. A "censura oficial do Império" devia ser brincadeira de criança perto da censura feita hoje e nestes últimos 100 anos.

PermalinkPermalink 22.02.10 @ 00:44



Comentário de: Soyara Andrade Bueno

Estou pasma!!! As pessoas levam tudo para o lado pessoal? Até parece que o livro fala mal de algum partido político. Assisti a uma entrevista do autor do livro e chamei minha filha para assistir também(vou comprar o livro, claro)pois acho importante formarmos questinadores para o futuro. Não podemos permitir que nas escolas, enfiem goela abaixo dos nossos filhos, ideologias medíocres.

PermalinkPermalink 24.02.10 @ 17:47



Comentário de: Kronn

Teste

PermalinkPermalink 25.02.10 @ 15:24



Comentário de: Kronn

Tentei mandar um comentário antes, mas deu erro no navegador. COmecei a ler o livro. Estou no cap. 2, mas devo adiantar que o livro é muito bom. Os historiadores consideram alguns fatos como consolidados, por isso não devem ser questionados. Pq Zombi não poderia ter escravos se isso era comum entre negros que conseguiam a alforria? Mesmo na África as tribos praticavam a escravidão abertamente. O problema é que historiadores de esquerda e o movimento negro praticamente canonizaram Zumbi dos Palmares. Alguem recorda da polêmica quando o antropólogo Mott disse que Zumbi poderia ter sido gay???

PermalinkPermalink 25.02.10 @ 15:29



Comentário de: Emmanuel

Ser intelectual e ainda de direita é tão difícil como ser cristão e paleontólogo.

O livro em questão é mais uma tentativa de harmonizar o pensamento conservador de nossa elite com uma visão histórica pseudo-científica. Cheio de anacronismos, fazendo julgamentos morais com os olhos do nosso tempo, parece um compêndio de auto-ajuda para a direita elitista racista, católica, anti-ambientalista, anti-comunista e anti-nacionalista.

(Gravz: Essa vai ficar pra posteridade)

PermalinkPermalink 26.02.10 @ 13:12



Comentário de: Jonas Binelli

Só li o capitulo acima indicado, mas não entendo esse falatório em cima do livro.
Alguém não sabia que existiam escravos em África?
Alguém não sabia que a posse do cativo era uma forma de distinção social?
Eu aprendi isso na escola anos atrás. Os sociólogos marxistas de 60, como a turma do Florestan Fernandes e do FHC, já diziam isso e não espantava ninguém. Além do fato de que o uso das referência e a profundidade do texto são coisas do ensino médio, só me surpreende o fato do livro chamar tanta atenção. Desconfio que se não tivesse "politicamente incorreto" no título ninguém daria bola. Não achei um único ponto que vá contra a "historiografia mainstream", pelo menos no capítulo que li...
Mas o que é mais engraçado é usar o Lovejoy, um dos papas da turma do multiculturalismo, para fazer uma história politicamente incorreta.


PermalinkPermalink 27.02.10 @ 02:54



Comentário de: Thiago

Eu acho estranho o autor afirmar sobre o polêmico caso do Santos Dumont, já que nem os especialistas no assunto sabem exatamente o que e como aconteceu.

Não se pode dizer que "Santos Dumont não inventou o avião" só porque você leu num livro de Leandro Narloch (quem é Leandro Narloch?)

(Gravz: É o autor do livro. E ele traz dados, dados, dados, dados e dados. Todos da época, bem documentados etc. São os documentos do livro versus... THIAGO, o comentarista. Aliás, Quem é Thiago? ;))

PermalinkPermalink 27.02.10 @ 12:26



Comentário de: Renato

Assim, acho muito bom arregaçar certos mitos, como o dos índios bons selvagens e puros. Na verdade acho que índio é gente, tem seus heróis e seus canalhas.
E tem muito índio servindo no EB que é mais patriota que muito estudante por aí.

E fiquei curioso o cara fala dos brasileiros que lutaram contra a independência? Ou que o nosso primeiro almirante era um mercenário inglês?

O autor também ganha meu apoio se pesquisou mesmo a guerra do Paraguai.
Como a linha do Doratiotto em pesquisar a documentação e mostrar a guerra como foi, sem aquela visão besta de paraguaios coitadinhos massacrados por fantoches dos ingleses capitalistas a.k.a Brasileiros.

E concordo que devemos lembrar que mesmo os heróis são pessoas e falam suas bobagens. A humanidade deles, em seu lado falível não anula sua obra.
Ainda que mesmo a bobagem deva ser lida dentro de seu contexto. Gilberto Freire e Jorge Amado já falaram bem da Ku Klux Khan e de Hitler? Ok, Gandhi também já falou bem de Hitler. E Krushov fez um favor ao mundo ao mostrar os crimes de Stalin (afinal ninguém pode
acusá-lo de ser marionete capitalista) :-)

Pelo que vc diz o livro fala das mancadas do brasileiro mas fala dos acertos? Afinal, nós temos nossos canalhas, assim como heróis. Porque se for mais um conto sobre a dor- de-cotovelo do brasileiro em não ser anglo-saxão, já basta a imprensa no dia-a-dia. Que nesse aspecto pode ser tão estúpida quanto alguns estatistas por aí.

Nesse aspecto os americanos e ingleses são muito mais espertos, faturam o que é bom escondem o que é ruim na história deles. Os ingleses ainda conseguiram transformar em poesia uma das suas maiores cagadas militares (a carga da brigada ligeira e toda a guerra da criméia). E bato palmas para a capacidade de edição americana.

E no mais, esculhambar comunistas ok, mas é bater em gato morto. Se é para levantar polêmica decente que o cara leve para assuntos sérios. O Brasil tem como candidatos um centro-esquerda e uma esquerda-demais. Precisamos urgentemente de uma oposição decente. Mostrar como até o Roberto Campos foi chutado pela ditadura é uma justiça ao liberalismo brasileiro.

Se o sujeito chegar nisso então, nos fazer pensar no futuro, vai ser uma ótima compra.

(Gravz: A parte da Guerra do Paraguai é exatamente como você diz. Você vai gostar do livro)

PermalinkPermalink 01.03.10 @ 00:21



Comentário de: Jorge de Figueiredo

Eu sempre usei do princípio de que a história, sempre é contada pelo lado dos vitoriosos ! Não é verdade ? Que o diga o Buch dizendo que o Iraque tinha armas químicas....que Kennedy foi bonzinho...que Getúlio era muito bom..e por ai vai...A História nunca será contada, pelo lado oposto ! Nunca! que o diga os americanos, que fizeram dos sociéticos monstros! só porque a ideologia de ser comunista era diferente de ser democrata. Aliás a democracia nunca será contada, ao seu ponto! sempre será contada por meros idiotas se dizendo que são grandes democratas...Vide o Pres (assim mesmo!) LULU - LALA )assim mesmo!)...Democracia, só no rabo dos outros...Grande livro. Gostei muito. Quando você começa a ler, não para nunca...NOTA 10 !! NOTA 10 !!!!

PermalinkPermalink 01.03.10 @ 20:41



Comentário de: Kronn

Uma dia sairá mais uma biografia do Pelé. Todos sabem que ele fez mais de mil gols, porém é constrangedor um sujeito que ao fazer o milésimo gol correr para as câmeras e pediar para que olhem pelas criancinhas do Brasil, usar vários artifícios para evitar fazer um teste de DNA que comprove a paternidade de sua filha. Maradona é um ídolo, porém usava drogas e não pagava o que devia ao fisco italiano.

Citei apenas dois heróis esportivos modernos, quando temos repórteres acompanhando as pessoas o tempo todo, para demonstrar como nossos ídolos são cheios de defeitos, como todo e qualquer ser humano.

É somente nas histórias em quadrinhos que os heróis são bondosos, incorruptíveis e sempre porntos a ajudar.

PermalinkPermalink 02.03.10 @ 10:43



Comentário de: Roberto Berlim

Nem nos quadrinhos @kronn. Batman, Namor, Justiceiro... São exemplos típicos de antiheróis.

PermalinkPermalink 04.03.10 @ 02:58



Comentário de: Renato

falando em história lá se vai a nossa agora sendo discretamente entregue para o Paraguai...

http://jbitten.wordpress.com/2010/03/06/para-perpetrar-um-absurdopresidente-nao-permita-isso/

PermalinkPermalink 09.03.10 @ 11:46



Comentário de: Mat Roland

Estou lendo, muito bom.

PermalinkPermalink 21.03.10 @ 01:50




É bom saber da existência desse livro. Vou comprá-lo, com certeza. Sou sempre a favor da verdade. Aliás, acho que o Brasil nunca evoluiu como poderia, entre outras coisas, por essa mania do brasileiro de enxergar conquistas, evoluções e méritos onde não existem. Por causa de um texto que publiquei no meu blog (está no link que forneço), também recebi críticas semelhantes. Um visitante chegou a dizer que os piores jornalistas e historiadores são os que "destroem mitos que inspiram uma nação". Em suma: fez a apologia do faz-de-conta.

PermalinkPermalink 23.03.10 @ 12:02



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