CAMPANHA URGENTE: VAMOS SALVAR OS ANALISTAS DE MÍDIAS SOCIAIS
16/11/2009
CAMPANHA URGENTE: VAMOS SALVAR OS ANALISTAS DE MÍDIAS SOCIAIS
Uma nação é formada de homens e livros, diria Monteiro Lobato. Ele também disse "O Petróleo é nosso" e criou um sabugo cientista, uma boneca falante e o Marquês de Rabicó, ou seja, não sei por que o citei logo de início. Aliás, levando em conta os livros de contos ora publicados por blogueiros, é sintomático que sejamos o e estejamos no Brasil.
Mas falemos dos cidadãos: não é justo o que fazem com nossos gênios, e falo aqui especificamente dos ANALISTAS DE MÍDIAS SOCIAIS (a caixa alta é necessária), doravante denominados AMSs, por questão de preguiça datilográfica. Eles são usados cruelmente como mão de obra, mas na verdade configuram intelecto de obra, a nata do pensamento, a solução para todos os problemas individuais, corporativos, empresariais e, sobretudo, de buscas no Google ou configuração de hashtags no Twitter.
Vamos ao drama.
Médicos estudam vários anos, fazem cursos e especializações, pedem uma bateria de exames, mas não conseguem resolver um câncer. Advogados demoram na solução de tratados internacionais, mesmo com as supostas leituras. Economistas, por sua vez, levam anos para equacionar problemas "macro" na estabilização das finanças de países. E assim vai com engenheiros, bioquímicos, físicos etc.
Mas todos eles, para lidar com essas bobagens e sem resolver seus problemas, ganham salários bons, enquanto os AMSs, com o peso de responsabilidades avassaladoras, organizando ações, festas, posicionamento em mecanismos de buscas e encaixando amigos na distribuição de mimos, vejam vocês, levam miliquinhentosmaisotíquêti. Sejamos honestos: não é justo.
Em princípio, propuseram medida de impacto: mais da metade do salário viria em forma de complementos. Eventos como Campus Party, Intercon, ou mesmo festinhas e convescotes, tudo isso sairia "na faixa" para os AMSs. O mesmo vale para quitutes, salgadinhos, comidinhas, sorvetes e quejandos. Se fossem pagar "do bolso" por tudo isso, façam as contas, se não gastassem o "barãoemeio", rasparia no travessão.
Voltemos às outras carreiras e às inevitáveis comparações: o AMS não hesita, não falha. É retroceder nunca, render-se jamais. O médico titubeia, ele tem certeza. O advogado sugere, ele assegura. O economista postula, ele crava axiomas. E, melhor de tudo, os AMSs são todos PROFISSIONAIS. Sim, todos. E não no valor semântico popular, aquela coisa de "assiduidade e disciplina". Nada disso: eles são tudo "profissa", mano!
Não importa que tenham menos de 30 anos, ainda estejam na faculdade, tenham acabado de receber o diploma, ou mesmo seja um canudo de universidade não exatamente louvável, daquelas cuja atividade nem mesmo exige formação acadêmica. São PROFISSIONAIS e põem isso em questão antes de dar início ao debate.
E quem vai duvidar? Se fosse transplante de medula, elaboração de cláusulas pétreas de Constituição Federal ou fundamentos macroeconômicos de um bloco continental, ok, daria para dar pitacos, desprezando a formação acadêmica do interlocutor. Mas discutir sobre a distribuição de mimos numa ação? Nem pensar. Só um louco bateria boca com um menino ou uma garota de vinte e tantos anos e PROFISSIONAL EM MÍDIA SOCIAL.
Por isso, amigos, acho injusto que as cruéis agências fechem parcerias de dezenas de milhares de reais, repassem TODO o serviço para essas feras, mas pagando apenas uns quinhentos contos por cada contrato (perfazendo aquele valor mensal já mencionado). Nossos gênios precisam ganhar mais. Temos de valorizá-los o quanto antes.
Porque uma nação se faz com homens e livros. Sendo que os livros são aqueles de contos, publicados por blogueiros, os "homens" são os AMSs e a nação, sem dúvida, o BRASIL-SIL-SIL!
Tem como dar errado?
Revisão: Hellen Guareschi
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BLOGUEIRO-ESCRITOR É PAPAGAIADA
transubstanciado por gravata às 16.11.09 | 5 comentários
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Comentários:
Chupa Oxford!
Essa coisa toda de "mídias sociais" tá enchendo o saco já. Cada um se achando mais do que o outro...
Mas isso não vem ao caso, porque eu não sou analista de mídia social, sou coordenadora. Né?
E na boa? 1500 por mês é um lindo salário pra quem acaba de se formar. Quando eu saí da faculdade, recebia um salário mínimo e trampava pacas. E nem era com midia social, que em 99 isso nem existia.
Enfim, cada um tem o analista de midia social que merece, o salário que merece, e acima de tudo: a postura profissional que merece.
Abraços aos envolvidos.
(Gravz: Mas é claro que mídia social existia em 1999. Não havia Twitter, é claro, e o Orkut foi lançado em 2004, mas diversos outros meios de interação social já estavam disponíveis, muitos deles, inclusive, também via Internet. O que não havia era a proliferação, no Brasil, de profissionais ou pseudoprofissionais exercendo a miríade de campanhas - e ações delas decorrentes. Mas, sim, os meios [mídia] já existiam. Quanto à estética salarial, o juízo é de cada um e, de fato, varia quanto às carreiras e projetos profissionais do indivíduo. O centro de tudo, ironia à parte ou não exatamente excluída, é o "profissionalismo" escancarado acerca de um tema OBVIAMENTE amador e simplório. Chega a ser risível quando tecem teoria, lembrando os meninos pequenos narrando estratégias para vencer em barra-manteiga ou esconde-esconde. É algo primário demais para tantas teorias e elaborações aparentemente rebuscadas, mas cuja profundidade de pires não vai além das terminologias anglicistas)
Não existe analista de SM no Brasil, é tudo uns pivetes que gostam de navegar na internet, e só.
Quem acha que essa mulecada entende algo de SM com certeza ABSOLUTA não tem idéia do que é isso ou não teve contato com verdadeiros profissionais.
