PROPAGANDA, PUBLIEDITORIAL: VENCEDORES E PERDEDORES

19/10/2009

PROPAGANDA, PUBLIEDITORIAL: VENCEDORES E PERDEDORES

Talvez o debate sobre anúncios em blogs sempre dê errado porque os dois (são só dois?) lados ponham premissas que não se complementam de modo a formar uma legítima discussão. Explico.

Uns são contra, outros a favor. Ok. Mas por quê? Aí que aperta o sapato. Ninguém, com alguma maturidade intelectual e mais de três neurônios, é pura e simplesmente CONTRA a propaganda. Não há que se estabelecer uma resposta subentendendo que o interlocutor pense dessa forma, portanto. Até porque isso está longe de ser um pensamento (ou argumento).

Falo por mim (só posso mesmo fazer isso): sou a favor da propaganda e do que se denomina "publieditorial". Não fiz até agora porque não pagam bem. Mas é provável que faça, desde que paguem um preço decente e me deem liberdade para opinar. Basicamente, esse é meu pensamento e, até por isso, acho que sou, sim, "mercenário" (esse foi o termo colocado pelo Eden, em seu post – texto bacana, por sinal).

A liberdade de opinião também é importante. E ela é de certa forma garantida pelo fato de que meu blog não é fonte de renda (apesar de aparecer uma graninha do AdSense). Assim, posso recusar anúncios, campanhas e "ações" (é o termo vigente para essas coisas). E, sim, já os recusei. Capitalismo não é apenas aceitar tudo, mas ter liberdade para recusar pela possibilidade de aceitar outras coisas.

Vou ser franco: não tenho o menor problema com essas ameaças bestas de ficar "queimado" em tal agência, sério. Já tirei sarros homéricos de campanhas e, semanas depois, almocei com donos da agência por conta de consultoria em outras relações profissionais. Já recusei anúncio e a mesma agência fez novo pedido (com preço mais bonitinho) em outra campanha. Repito aquele palpite: o segredo é não depender do blog.

Mas vamos falar de capitalismo.

Há pouco, mencionei a liberdade de decidir. É uma das garantias do "sistema natural", como previsto por Addam Smith. Mas isso é detalhe perto do óbvio: o capital. Ainda impera na sistemática blogueira o escambo. Dão algum presente e/ou convite para determinado evento em troca de análises, com aquela ressalva "ninguém é obrigado a falar bem" (depois tentem descobrir quantos falaram muito mal).

Deixemos de lado os brindes ruins e as festinhas evidentemente mequetrefes. Vamos supor que TODOS sejam presentes ótimos e as festas e passeios sejam imperdíveis, ok? Pois bem: numa carreira normal, qualquer que seja, é possível trabalhar e PAGAR por isso, com o PODER DE ESCOLHA (leia-se: liberdade), e ainda sobrar uma grana, SEM PREJUÍZO DE TAMBÉM TER UM BLOG E PODER GANHAR TODOS ESSES MIMOS, PODENDO RECUSÁ-LOS QUANDO BEM ENTENDER, FALAR MAL ETC.

É tão difícil assim considerar os prós e contras?

Vamos supor um médico. Ele ganha seus dez mil mensais e, de fato, não recebe em casa um notebook de três mangos. Mas pode comprar um de cinco, sem precisar falar bem ou mal. Também não ganha dois ou três ou quatro ou seis mil em anúncios ou publieditoriais. Ele ganha, como disse, dez mil entre consultório, centro cirúrgico etc.

ALÉM DISSO, tem também o blog, no qual escreve por prazer/lazer e, vá lá, ganha seus caraminguás de AdSense. Vez por outra, pode ser procurado por uma agência e, como já tem um tutu garantido, não precisa aceitar qualquer proposta.

Qual dos dois é mais mercenário e capitalista: o "problogger" ou o "médico/blogueiro"? Esse é o ponto.

E, se querem uma dica, vocês que são novinhos e estão começando agora, acreditem, não compensa largar os estudos. Primeiro, porque nunca saberemos quando esse negócio de blogosfera simplesmente explodirá feito uma bolha. Além disso, basta fazer as contas: descubra quanto ganha o melhor e mais casca-grossa de todos os blogueiros do mundo. Agora, pegue o melhor e mais casca-grossa de qualquer outra carreira do Cosmos. Veja se vale mesmo a pena.

Mas o texto continua (sou chato pra diabo).

A bronca maior começou quando parte (minoritária, ainda bem) da nação problogueira resolveu, a despeito de todas as provas matemáticas, tirar uma onda do resto da moçada. Simplesmente resolveram fazer um marketing, por assim dizer, meio estranho, na base do "eu tenho, você não tem", quando, bom, o "você" (nós) obviamente "tem" (temos). Não apenas pegou mal para anunciantes, como causou uma das maiores, demoradas e permanentes tretas da história das interwebsnerds.

Porque, tenho observado, toda e qualquer campanha com alguns desses gênios são imediatamente trolladas pelo simples e fino prazer da trollagem – mas não exatamente de graça. Isso porque eles insistem no "é inveja", e a turma que já passou mês na Europa dá risada quando é chamada de invejosa por, entre outras coisas, não ter ficado quatro dias em um balneário por "conta da casa".

Imagine um empresário que acaba de comprar mais um carro zero depois da última alta do Ibovespa ou, por outra, um profissional liberal que fecha um contrato e escolhe algum empreendimento. Eles então leem algo como "vocês são fracassados porque não têm esse gadget que ganhei". Esse tipo de coisa só não dá início a uma guerra pelo fato de que ninguém vai à batalha fazendo xixi de tanto gargalhar.

O mesmo vale para festas e viagens. Ao tirar seu passaporte ou pedir visto nos consulados, pode fazer o teste, ninguém pergunta se você é blogueiro. O mesmo vale para comprar passagem. Basta ter grana para as taxas e afins. Então, de novo, o esquema é garantir uma remuneração razoável. Desse modo, você não depende do que vão oferecer gratuitamente, mas pode escolher aquilo que gosta e, a depender do seu patamar profissional, é possível ir para lugares ótimos.

E sem compromisso algum de tirar mil fotos, expor sua privacidade ao mundo, falar bem ou mal, e ter receio de que se não fizer isso talvez não seja convidado pra próxima. Mais ainda (reitero): VOCÊ AINDA PODE TER UM BLOG COM ANÚNCIOS, FAZER POSTS PAGOS E GANHAR, COMO EXTRA, RIGOROSAMENTE A MESMÍSSIMA COISA QUE GANHAM OS PROBLOGGERS DE NÍVEL MÉDIO.

Enfim, não sou contra blogar ser um-emprego-como-qualquer-outro. Mas, para amigos queridos, dou conselhos outros. Justamente porque gostaria de vê-los felizes financeiramente. Justamente porque os quero cada vez mais mercenários e, como sabemos, os mercenários são famosos por ESCOLHER a melhor paga, e não por aceitar qualquer negócio.

E nem falei de ética.

Revisão: Hellen Guareschi


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transubstanciado por gravata às 19.10.09 | 14 comentários



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Comentários:


Comentário de: Renato Camargo · http://www.twitter.com/renatocamargo

Tenho blogs desde a época do weblog, blogger.com, etc., da época em que eram feitos como hobbie, mas não tenho nada contra usá-lo como fonte de renda.
Mas para se exibir de seus maravilhoso pertences, acredito que não se deve ficar preso apenas ao que você ganha de presente e sim ao que você realmente pode ter. Se não, sempre perderão nos argumentos para as pessoas que fazem as coisas por si e rola todo aquele blá, blá, blá de sempre.

Bem que alguns probloggers de ego maior que suas posses poderiam vir aqui contra-argumentar, mas como sabemos que isso não vai acontecer, só resta parabenizá-lo por mais esse texto.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 23:28



Comentário de: _g · http://underlineg.blogspot.com

Já disse algo parecido acho que no twitter: esse pessoal que inventa de ser problogger ou é pq tá desempregado ou é pq ainda não teve capacidade de arrumar um trampo decente.

(Gravz: Há mais alternativas... Pode ser opção, mesmo. Ou a pessoa tem, sim, um emprego decente e, além disso, é problogger)

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 01:13



Comentário de: Leow · http://www.papodebuteco.net

Resumindo: é mais vantagem o cara correr (leia-se estudar) pra ter um bom emprego e ter um blog como uma diversao e ganhar uns trocados. Simples.

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 13:19



Comentário de: Rafael I. · http://www.crussificados.com.br

Concordo em gênero, número e DEgrau.

A única falha foi usar os médicos como exemplo. Os médicos hoje têm quase o mesmo esquema dos blogueiros: ganham viagens, computadores, reformas em seus consultórios e várias outras coisas das indústrias farmacêuticas. É óbvio que a indústria não "exige" nada do médico, mas é aquele tipo de relação onde nada precisa ser dito pra ser entendido.

Deu azar playboy, com tantas profissões no mundo foi escolher justo a profissão real que mais está ficando parecida com a blogosfera. hahahaha

(Gravz: É, né? Tem essa dos brindes. Mas, até onde sei, cobram consultas, cirurgias e congêneres, não? No fim do mês, se não estiver enganado, a remuneração é alta, além dos brindes, e ainda por cima os médicos podem muito bem abrir blogs sobre os mais variados assuntos, e assim também ganhar notebooks, celulares, monitores...)

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 13:19



Comentário de: Trotta · http://twitter.com/trotta

Respondo seu texto com uma tuitada alheia:
http://twitter.com/Cardoso/status/4958228916

(Gravz: Depois vão dizer que sou eu que entro nessas brigas - e o pior que sou bloqueado,não consigo ver o que está escrito, só sei o autor)

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 13:21



Comentário de: Eden Wiedemann · http://www.umpassinhoafrente.com.br

Um bom texto, Gravz.

Quatro coisas merecem destaque em minha humilde opinião:

a) Se você realmente não depende de blogs para viver a coisa fica MUITO mais simples. Seria sempre o acertado a fazer afinal todos sabemos o que acontece quando colocamos todos os ovos num mesmo cesto.

b) Acho que muita gente pensa em se tornar problogger não pela paga em si mas porque imaginam que seja uma vida fácil, composta por navegar na web e copiar textos alheios. Sabemos que a realidade é bem mais dura.

c) Concordo com você quando diz que a animosidade se tornou pessoal. É fácil perceber que muita gente caça as bruxas mas não tem nada contra a mágica em si. De certo algumas atitudes do tipo "eu tenho e você não tem" apenas agravam a situação.

d) Eu defendo com unhas e dentes o fato de que a propaganda opinativa em blogs é MUITO mais eficiente que esses publi. Infelizmente as agências TEMEM esse formato - apesar de saberem que seria sim mais vendedor de um produto ou conceito - justamente por dessa forma não poderem manter o blogueiro no cabresto. Aí cabe fazer o que você faz, não aceitar. Mas, como você disse, não depender do blog ajuda MUITO nessa hora.

Ah, médicos ganham sim seus mimos e recebem seus "por fora" para usar esse ou aquele produto ou indicar esse ou aquele medicamento. Assim como arquitetos recebem comissão dos lugares onde seus clientes fazem compras.


(Gravz: Opa, valeu! Quanto aos destaques, vamos lá...

a) Sim, é o princípio do investimento...;

b) Claro, não acredito em vida fácil. Quando há facilidade no dia-a-dia [a tal qualidade de vida], é preciso se contentar com uma remuneração melhor; e mais ou menos vice-versa no que tange ao 'corre-corre' corporativo;

c) Ah, claro, há fulanização e pessoalidade. Não tem como negar isso;

d) O problema das propagandas opinativas é o famoso "eu agarantio", que às vezes gera uma certa "seu creissização" da blogosfera, com neguinho atestando coisas que vão de lingote de aço a jogos de loteria. Mas, com o devido foco e razoável seleção, concordo que possa ser uma boa;

E, sim, os médicos ganham mimos. E, como disse lá em cima, também ganham outra remuneração, e nada os impede de ter também blogs. Financeiramente, estão numa vantagem desgraçada :)

Abração, meu caro!
)

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 13:22



Comentário de: Brenner

Gravz, eu acho que a relevância é o principal ponto nessa discussão, o problema não está na publicidade publieditorial, e, sim no formato. O consumidor já aprendeu que “posts pomposos” sobre um evento e/ou promoção é propaganda. Assim sendo, a relevância cai e o conteúdo é ignorado assim como um banner de “teste o seu QI”.

Outra coisa: REDUNDÂNCIA. Agência, aprenda como definir o seu target... “PQ diabos a dica de um blogueiro sedentário e geek me influenciaria a ir pra "porto de galinhas”?

(Gravz: Quanto ao 'geek', concordo, não faz sentido. Mas, sedentário? Já foi pra lá? Resorts são, quase sempre, para... SEDENTÁRIOS! Ou acha que todos vão para fazer ginástica? É um festival de gordões comendo camarão na piscina do Enotel e tomando whisky doze anos... Mas, se quer saber, sugiro o IberoStar, no Forte/BA :D)

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 13:29



Comentário de: MicoAngelo

Mais uma vez GÊNIO!!!
Bom demais ler um texto quando tu sabe que quem escreveu, o fez por prazer e não por obrigação ou "dívida". De fato a credibilidade de alguém que produz conteúdo por prazer e não por obrigação é algo gritante e que não tem preço. Na verdade tem preço sim: alguns bons anos na universidade, um bom emprego e um salário razoável.
Viva os mercenários!!!!
Parabéns pelo texto. Sóbrio e direto.

(Gravz: Opa, valeu :))

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 13:37



Comentário de: Roberto

Tem quem ache que como problogger ganha mais do que em outra profissão. É sempre possível, taí o Interney (mas chamar de o Ney de blogueiro é forçar a barra. O cara é muito mais que isso.).
E dependendo o nivel de sucesso que vc tem na sua profissão, pode não acontecer nunca. Quem passa as férias no Tahiti acha engraçado quem se jacta de ganhar 4 dias em Porto de Galinhas.
Por exemplo, Moby e Jeff Bridges tem blogs. Não vão ganhar uma fração do que ganham na sua profissão nos blogs nunca.

Ah Gravz, eu também estou bloqueado, olha que legal? Tudo bem que é um bloqueio imbecil, já que o timeline dele não é protegido, mas estou até lisonjeado!

(Gravz: Até entendo bloquear spammers ou uma ou outra pessoa, bem raramente. Mas fazer disso uma prática contumaz, sei lá. Não é a minha)

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 13:47



Comentário de: Marcus · http://contracorrenteza.blogspot.com

Gravz,

Excelente o seu texto. Eu tenho lá meu blogzinho, divulgo porque gosto do feedback, não me importaria nem um pouco em ganhar uns trocados com ele mas não acho que se um dia isso acontecesse a minha opinião passaria a valer mais por isso.

Um dos aspectos que vejo nesses probloggers brasileiros é esse: o cara acha que a opinião dele vale mais do que a dos outros porque ganha uns brindes e uns restos de verba publicitária.

Já disse isso várias vezes: o grande público da internet brasileira mal sabe da existência dessa blogosfera dos "eleitos".

Tirando o Kibe Loco e mais alguns que são famosos por sua profissão extra-blog, o resto todo é um gueto formado por Cardosos da vida, que se acham muito mais importantes do que na verdade o são.

Eu sou um ótimo exemplo disso, porque antes de entrar no Twitter e ser ativo ali, mal sabia da existência de 99,99% dessa gente e olha que sou heavy user de internet desde 1996!

Criou-se um micro-ambiente fechado, totalmente viciado e que parece muito aqueles filmes em que um veterano de guerra se esconde na selva e fica ali crente que a realidade ainda é a da luta enquanto o mundo inteiro já está em paz há anos.

Aquela situação para ele é a verdadeira, mas o REAL mesmo é que ele vive uma fantasia, algo que só existe na sua mente.

Nada contra a pessoa ganhar dinheiro com seu blog, repito, mas blogueiro vive da sua opinião. Blogs são essencialmente um "eu acho" e se o cara começar a achar que o melhor time do Rio é o Vasco E Flamengo E Fluminense E Botafogo só porque alguém o paga para dizer isso em dias diferentes, termina que ele não acha nada.

O Problema com o Cardoso aí é que ele adora posar de dono da verdade, de fodão que faz e acontece e no final provou ser um apenas um fazedor de bicos, desses que se alguém pagar, vai falar bem até do Sarney.

Novamente digo: nada contra isso, mas não venha querer pagar de formador de opinião, primeiro porque não tem opinião própria aquele que a vende por uns trocados e depois porque ainda que o blogzinho dele lá tivesse 1.000.000 de vezes mais tráfego, ainda seria um cisco perto do que ele acha que é.

Uma coisa é você meter o pau num produto e deixar que este anuncie no seu espaço em troca de dinheiro. Ninguém é franciscano pra viver de vento.

Outra é você anunciar boicote, falar o diabo e logo depois e em troca de migalhas dar testemunho a favor do mesmo.

Mas tem quem defenda isso, uns porque acham certo e outros porque tem intere$$e em defender tudo o que o Cardoso faz, talvez porque estejam se locupletando junto com ele em outras coisas que você já mencionou aqui no blog, mas aí é apenas suposição, né?

O fato é: essa blogosfera brasileira se leva muito mais a sério do que o resto do mundo "real" a leva.

Um abraço,

Marcus

(Gravz: É tentador, mas não vou entrar nessa de citar nomes. De todo modo, concordo com isso de que a blogosfera, em termos "nominais", não forma mesmo opinião alguma. Tem alguma visibilidade, mas não forma opinião. E há ainda uma confusão entre "LEITORES" E "VISITANTES", que pode ser resolvida quando se nota o TEMPO DE PERMANÊNCIA no blog, cruzando tal dado, ainda, com a ORIGEM DA VISITA - pára-quedistas? ok. E leitores de feed muitas vezes não são leitores de feed. Louco, né? Mas verdadeiro. Quantas e quantas vezes não ouvimos/lemos aquela de "ah, tenho milhares de pendências, vou zerar tudo". No Twitter, pelo menos, leio isso umas cinco vezes TODO SANTO DIA. Mas como precisam de uma métrica, chutam a bunda desses detalhes e dane-se o resto. Como blogueiro, não me levo a sério. Taí outra coisa boa de se ter uma outra carreira)

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 14:01



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Está bem se vc está falando, eu acredito rs´s

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 17:35



Comentário de: MicoAngelo

Ah só pra constar, sou médico, ortopedista e sei da historia dos "brindes" dos laboratórios, mas minha renda JAMAIS dependeu dos laboratorios. Ha uma parcela dos meus colegas que sim aceita esses mimos, mas aqueles que modéstia à parte ganham bem (tipo umas 2x o que o gravz falou é a média de salario de um ortopedista) definitivamente estão CAGANDO pra industria farmaceutica. Eu pago meus proprios cursos, viagens e congressos pra justamente ter liberdade de receitar o medicamento que eu bem entender. Todas as profissoes tem os que tem sucesso honesto e os que precisam ir contra os proprios principios pra fazer uma grana. Era isso. Abs!

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 19:08



Comentário de: Lu Schievano · http://pocketfilme.blogspot.com

Gravaz, você é o The Man! hahahahaha Amey esse texto!!! a parte: "Esse tipo de coisa só não dá início a uma guerra pelo fato de que ninguém vai à batalha fazendo xixi de tanto gargalhar" fiz xixi de tanto gargalhar! Ahazou!
beijox

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 04:37



Comentário de: Juliana Sardinha · http://dicasblogger.blogspot.com/

Olá @gravz. Eu sou uma médica-blogueira que não depende nem de laboratórios farmacêuticos e nem de publieditoriais. Amém.

Tenho liberdade de postar e de prescrever o que eu bem entender. Isso não tem preço.

E eu sempre recomendo aos meus leitores, em sua maioria aspirantes a problogger, a se darem sempre o devido respeito. Isso é muito importante para que sejamos devidamente valorizados.

(Gravz: Juliana, que honra! Feliz com seu comentário. Obrigado, mesmo, pela visita)

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 16:59



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