PAZ NO BOTECO: A FUNÇÃO PACIFICADORA DA MENINADA DO HYPE
29/05/2009
PAZ NO BOTECO: A FUNÇÃO PACIFICADORA DA MENINADA DO HYPE
Falei esses dias dos "hipsters", essa gente naturalmente feia que se veste com roupas ridículas e se torna ainda mais feia - de forma proposital - para curiosamente, dentro de sua turma, parecer "mais bonita". Tudo aí é uma questão estética e nisso não metemos o bedelho - apenas fazemos piadas e tiramos sarro, o que é do jogo.
A "meninada do hype" vai além, transcende a isso. Todas as gerações têm a sua, ou as suas. E é fácil perceber as razões pelas quais essas turmas se transformam em agentes pacificadores dos botecos; mesmo das brigas mais escalafobéticas.
Futebol, por exemplo. Rivais se digladiam naquela briga irracional, trocando ofensas e agressões jocosas. Não é difícil que partam pras vias de fato. Isso, claro, até passar do outro lado da rua o sujeito com bigode de Clark Gable, cabelo do Valderrama e indumentária da Maria Alcina. Ou faça a combinação que quiser com essas três pessoas.
Imediatamente a briga se acaba, começa uma gargalhada sem fim e a paz se instaura no boteco, com direito a uma rodada paga por algum dos que estavam enfurecidos. Simples, não? E verídico!
Mas futebol não é o pior. Hoje em dia, a política acirra os ânimos de forma muito mais exacerbada. Governistas e oposicionistas brigam por qualquer coisa: desde a instalação de CPIs até pelo tamanho de uma porção de batatas-fritas.
E no meio de um "Cuba é uma ditadura desgraçada e você apóia" e "Você é um liberal de merda que não aceita a legalização das drogas" passa uma turminha descolada voltando da festa realizada em um casarão com memorabilia nazista. Todos eles estavam ainda há pouco dançando na casa do sujeito que é a favor do muro que separa a favela do resto da cidade.
Mas, no dia seguinte, vestem camisetas brancas e abraçam a lagoa em nome da paz. Ah, tem mais: são contra o tráfico e querem o fim dos traficantes, mas quando terminam de passar rola aqueeeela marola de fumo.
Claro que a discussão acaba. E a paz reina no boteco. Não por muito tempo, pois alguém sempre dá a idéia de correr atrás. Mas, mais uma vez, uma nova rodada pacificadora é proposta.
Vida que segue. E voltam a brigar pelo tamanho da porção de fritas. Ou pra saber quem é melhor: Chico ou Caetano? Mangueira ou Beija-Flor? Vasco ou Flamengo? A revolução socialista ou as reformas liberais, numa boa, só depois da ressaca.
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transubstanciado por gravata às 29.05.09 | 6 comentários
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Comentários:
ueheuehee
Agora quanto a legalização da maconha
sou totalmente favorável,mas acho muito difícil isso pegar aqui nesse país ridículo que é o Brasil,que ainda tá nessa de Lei Anti-fumo (a qual sou totalmente contra,coisa de reacionários essa Porra!)esse país cuja mentalidade da maioria do seu povo dá novo sentido
ao termo ''Idade Média'',gente tacanha,medíocre,essa Porcaria não vai ser Primeiro Mundo é nunca!
Ah,e sou contra aquela MERDA chamada Cuba porque é uma contradição Muito grande quem se diz a favor da liberdade
e apóia ditaduras...
rsrsrs
e tenho dito!
Entendi o desabafo, mas eu mesmo não consigo ser tão diferente..
(Gravz: Sou paulistano)
(eu ri muito com o início do teu post...sempre pensei isso mas vc foi formidável na definição!)
O problema é sempre a classe média...q não é pobre o bastante pra estar na favela nem rica suficiente para morar na Vieira Souto...
Boooooa!
Os caras fizeram um estardalhaço com umas bugigangas nazistas, que não me parecem um indicativo muito grave, pelo menos não tão grave do que isolar pessoas, mas não se importaram de abrilhantar a festinha na casa do tio do muro.
Há intolerância do bem e há intolerância do mal.
Já reservou calmantes p/ festas juninas e a parada gay?
