MARIA MARIANA, TUITEIRAS NERVOSINHAS E OUTROS LIVROS OFENSIVOS À MATERNIDADE

12/05/2009

MARIA MARIANA, TUITEIRAS NERVOSINHAS E OUTROS LIVROS OFENSIVOS À MATERNIDADE

Não sei se todos se lembram da moça, eu mesmo já a tinha esquecido por completo, mas lá vai: Maria Mariana. A tal de "Confissões de Adolescente". Pra quem não sabe, era um livro famoso na minha época, cuja série passava na TV Cultura e teve como mérito revelar a Déborah Secco (a irmãzinha caçula da família). Uma delas, por exemplo, trabalha no "Zorra Total".

E a Maria Mariana, que poderia (deveria, não?) ser a mais famosa e célebre, hoje é dona-de-casa em Macaé/RJ. E agora lança um livro sobre a maternidade, deixando de lado as aventuras de uma adolescente modernosa e abraçando a causa da Amélia do século XXI.

Depois de ser entrevistada na última edição da revista Época, a moça foi objeto da ira ensandecida de infinitas moças – e mães – no Twitter.

O efeito é simples: publicidade. Um livro que tinha tudo para encalhar nas prateleiras foi divulgado pela Época e, por meio do Twitter, ganhou uma repercussão diferenciada por parte de pessoas que ignoram obras muito mais conhecidas e bem mais "ofensivas" para atacar um libreto inócuo.

Duvidam? Pois prestem atenção nos sinópticos a seguir, referentes a algumas obras (NÃO-FICÇÃO!!!) à venda em qualquer livraria (não são xingadas e, acredito, podem até ser defendidas por boa parte das mamães nervosas do Twitter):

"Marido pede para a esposa não dizer que são casados, mas sim irmãos, e assim ele a oferece ao rei como pretendente para que se casem. Isso acontece, ele fica rico, mas o rei descobre e os expulsa do reino. Ele leva o dinheiro arrecadado e o casal volta pra terra natal com o patrimônio";

"Pai leva o filho para um passeio, mas determinado a matá-lo de forma sorrateira. Muda de ideia na última hora, mas ainda assim mata um carneiro em sacrifício e na frente do próprio filho que, até pouco antes, seria executado";

"Pai guerreiro promete sacrificar a vida da primeira pessoa que sair pela porta de casa, desde que isso represente uma vitória de seu exército. E a primeira pessoa é sua própria filha. Mesmo assim, ele vai pra batalha, ganha e, pra manter a palavra, mata a filha";

"Um anfitrião atencioso, a fim de proteger dois hóspedes que seriam atacados sexualmente por alguns homens, ofereceu suas duas filhas virgens aos tarados invasores. Mas eles recusaram: queriam, mesmo, os dois hóspedes, e ainda soltaram olhares lascivos sobre o tal anfitrião";

"Pai larga o filho ao próprio destino, deixando-o ser criado apenas pela mãe e por um pai adotivo, condenando-o à morte – o filho! – sem que tenha cometido qualquer tipo de delito";

"Mãe vai atrás do filho, com seus irmãos ao lado, pedindo que ele agora cuide da família, por ser o mais velho. O filho, dizendo ter obrigações superiores, não obedece ao chamado da família e ignora o pedido da mãe, que fica ao deus-dará".

Isso tudo é verdade. Isso tudo está nos livros. São vários livros, mas, devo admitir, todos encadernados numa mesma brochura denominada Bíblia e, por razões das quais discordo, não vai para a prateleira de "ficção".

Como disse, e agora muitas vão admitir talvez com um pouco de vergonha, boa parte das mães indignadas do Twitter não contestam o Livro Sagrado. Algumas, sabe-se lá com que força intelectual (ou falta dela), conseguem ser "cristãs" sem acreditar em "Adão e Eva" (como se isso fosse dogmática, filosófica, teológica ou mesmo logicamente possível – afinal, Cristo foi à cruz para salvar a humanidade do Pecado Original, que consiste na mancada do casal número 1 no Jardim do Éden...).

Enfim, a grita dos diabos (epa!) por causa da entrevista da Maria Mariana é publicidade gratuita pro libreto mequetrefe da mocinha. Há coisas muito piores nas livrarias, ou no criado-mudo de qualquer hotel.

Mas é isso aí.

Revisão: Hellen Guareschi


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transubstanciado por gravata às 12.05.09 | 29 comentários



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Comentários:


Comentário de: Diego Maia

Bom, ela é uma otária. Pra quê ouvir otárias? Pra que ler a Bíblia?

PermalinkPermalink 12.05.09 @ 21:17



Comentário de: Jansen · http://www.aidoutorquedor.wordpress.com

mas é isso aí.

PermalinkPermalink 12.05.09 @ 21:24



Comentário de: Vivien Morgato · http://www.mejoana.blogspot.com

O fato de outros textos serem imbecis torna o texto dela menos imbecil?
Então, tá.

(Gravz: Não, não é isso. A entrevista dela é imbecil, bem horrível. Chamei atenção para outras coisas horríveis, condenando todas. No fim, atentei para o fato de que poderia haver alguma 'mamãe brava' eventualmente cristã, que condena a moça tapada e, ao mesmo tempo, endossa a Bíblia. Isso está suficientemente claro no texto, mas reitero aqui para não haver dúvida. Abs)

PermalinkPermalink 12.05.09 @ 21:35



Comentário de: Juju Guarany · http://www.adesatualizada.blogspot.com

Olha, pelo que deu pra extrair dessa matéria, a Época queimou bastante a Maria Mariana. É uma daquela entrevistas editadas só com frases-bomba, fora de contexto, como aquela entrevista curta que sai - ou saía - no Holofote da Veja.

Eu não li o livro e nada que coloque "Deus" no meio me atrai, mas captei que Maria Mariana quer dizer às mulheres para pararem de ter preconceito com quem escolhe parar de trabalhar fora e virar dona-de-casa. Nada além disso. O resto é só criar polêmica.

Eu sou trabalhadora, cosmopolita, casada e sem filhos. Fui criada por uma mãe que sempre trabalhou fora e é isso que eu conheço, não estou acostumada com afazeres domésticos e por isso não sonho em virar Amélia.

Mas isso não quer dizer que eu não possa fazer um jantar, lavar uma louça ou parar com a correria do trabalho e criar um filho se isso for me deixar mais feliz do que investir pesadamente numa carreira.

O importante é respeitar as escolhas de cada um.

PermalinkPermalink 12.05.09 @ 21:42



Comentário de: Carol

tá difícil encontrar livros bons, tenho lido mais críticas do que livros ultimamente viu.

PermalinkPermalink 12.05.09 @ 22:58



Comentário de: Carolina

Ok, eu super entendi o fato dela querer dizer às mulheres para pararem de ter preconceito com quem escolhe parar de trabalhar fora e virar dona-de-casa, mas o problema é que na entrevista ela realmente condena quem não escolheu essa opção.
Certos pontos que ela fala são compreensivos, já outros são absurdos....

PermalinkPermalink 12.05.09 @ 23:01



Comentário de: Vivien Morgato · http://www.mejoana.blogspot.com

Estava claro no texto. Mas achei um link forçado pacas. Comparar essas posições é no mínimo anacrônico. Algo que pode ser compreendido dentro de um contexto x não necessariamente pode ser compreendido dentro de um contexto y, regra básica da interpretação historiográfica, certo?

(Gravz: Hm... Não. Tanto que, no seu outro comentário, você não propunha nada disso. Apenas induzia a uma exegese e precisei explicar a contradição. A interpretação contextual - ou epistemológica, pra usar um conceito correto - não cabe nesse caso. Abs)

PermalinkPermalink 12.05.09 @ 23:32



Comentário de: Royal Salute

Há muitos lixos nas livrarias. Richard Dawkins é exemplo clássico deles...

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 03:17



Comentário de: Caco

Gravz,
nem umas palavras sobre a patacoada de "enlouquecerem" o House?!
Com o que vão se sair na próxima temporada?!
Abraços,

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 09:27



Comentário de: Te

É aquela história da grama do vizinho é mais verde: ela foi criada por um porralouca, sem família e educação convencional. Mas sentiu falta disso na sua vida e quis uma família e uma vida convencional: pai/marido provedor, mãe/esposa cuidadora e filhos. Escolha dela, mas o pessoal quer pentelhar.

A Débora Bloch uma vez contou que quando criança tinha inveja das amigas com famílias convencionais, que se reuniam nas refeições. E adulta soube de uma amiga que ela tinha inveja da sua vida "solta" de menina criada pelo pai ator.

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 10:37



Comentário de: Puccino Picanhus · http://www.capuccinocompicanha.blogspot.com/

Gravat´s:

Isso fica bem nítido mesmo: as pessoas estão dispostas a engolir qualquer coisa, desde que seja bem temperado.

Pão e Circo. E uma puta tenda de circo essa hein?

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 10:56



Comentário de: Vivien Morgato · http://www.mejoana.blogspot.com

Hum....SIM.
A comparação entre duas fontes , feita desta forma, acaba caindo em uma anacronismo primário. Desculpaê.
Aparentemente vc parte de uma análise comparativa que busca apontar incoerência em bases estranhas, desta forma me parece ser apenas sofismático.
Quanto a discutir se o termo correto seria "contexto" ou "epistemologia", nem precisamos entrar nas acepções das palavras, porque, como vc mesmo deu a entender, essa não é uma discussão sobre hermenêutica.
Enfim: mais uma vez: creio que ao apontar uma suposta incoerência nas críticas feitas para a autora, vc incorre em um erro básico analítico..como eu diria?...bom, enfia tudo na mesma gamela, confunde alhos com bugalhos. Durma-se com um barulho desses.

(Gravz: Até hoje eu não sei o que são bugalhos. Juro. Alguém sabe? E o que disse é bem simples: não faz sentido reclamar da moça que falou asneira - e não discuto isso, pois é fato, ela falou MESMO asneiras! - e, num só tempo, defender coisas bem piores de um livro supostamente sagrado. Não há contexto ou epistemologia que legitimem as atrocidades bíblicas. E o comentário da Ju, mais abaixo, torna isso claríssimo. A melhor "tirada da reta" é do Sto Agostinho, que inventou o esquema da "alegoria". Há partes factíveis e outras alegóricas. Quais são de que gênero? Boa pergunta. Ele não explica. Fica a gosto do freguês. Genial)

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 14:07



Comentário de: Ju Dacoregio

Então, beleza! Contesto o machismo ridículo da Bíblia o tempo todo, não sei o que é uma depressão pós-parto, mas sei bem o que é estar deprimida, então, mesmo não sendo mãe, posso falar com conhecimento de causa que Maria Mariana tá viajando. Não desejo nenhum mal irremediável a ela. Só desejo que ela tenha mais um filho, que tenha que nascer de cesárea, que o leite dela empedre e os bicos rachem e que ela tenham uns seis meses de depressão pós-parto bem fudida! Só pra ela aprender!
E quem sabe depois ela lance "Confissões de uma mãe arrependida". Vai ganhar muito mais dinheiro.

(Gravz: Ah, sim. Conheço sua posição de herege e obviamente você não cai em contradição alguma :) - no mais, esse hipotético terceiro livro venderia pra diabo)

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 14:31



Comentário de: Vivien Morgato · http://www.mejoana.blogspot.com

Legitimar as alegorias bíblicas? tomar como históricas os as narrativas simbólicas de lá?
Nem me passou pela cabeça, obviamente.
Será que passou pela cabeça de alguém?
(Além dos bitolados de plantão, mas esses não contam). Porque só se a gente trabalhar com um binômio simples : ou o sujeito é ateu ou come a porra da Bíblia ipsis literis.
Eu voto no cinza, ou melhor, nas milhares de nuances entre o branco X preto, entre o ateu X cristão dogmático.
Como diria o bardo: "Existem mais coisas...", o resto vc sabe.;0)
Mas deixa pra lá, já tome espaço demais aqui e não vou ficar esticando os limites da argumentação e saindo do foco.

***

Taí..boa questão..o que seriam bugalhos? Sei lá. Porque assim como a conversa toda, só me interessa o sentido e não necessariament o objeto.

Té mais.

(Gravz: Seguinte... As narrativas bíblicas, sejam do velho ou do novo testamento, são todas literais. A idéia de alegoria surgiu com Santo Agostinho, quando depois de infinitos cortes epistemológicos a coisa começou a cair no ridículo. Tanto que a salvação prometida por Cristo não era algo a se perder de vista, mas sim um fato pra ocorrer ÀQUELA GERAÇÃO. Já se passaram milhares de gerações e, até agora, nada. O mundo continua aí. Há muitos outros exemplos de fatos concretos, concretos mesmo, que se mostraram inócuos. Outro bem simples é o Jardim do Eden, que não se localizaria no "céu", mas sim na Terra. Dureza, né? E assim por diante. O "advento da alegoria" foi uma forma de escapar do ridículo sem fim, tanto que Sto Agostinho não explica exatamente o que é ou não alegórico, mas sim usa tal artifício como forma de fugir das enrascadas sucessivas)

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 16:17



Comentário de: jean · http://novasvisoes.com.br/wp/?cat=17

Uê...Não se pode criticar nenhum livro ou pessoa propagadora de bobagens conservadoras sem dar uma criticada básica na bíblia primeiro, que é a fonte de todos esses valores em nossa sociedade.

E bíblia é ficção, sim. Poderia ser um monte de fatos reais, mas pelo fato de serem editados, renomeados, reinventados e pintados com efeitos especiais para fins políticos vira tudo exercício criativo.

(Gravz: Nada, né, jean? Acho normalíssimo descer o sarrafo sem precisar xingar a Bíblia. Óbvio. O que fica estranho é reclamar da mocinha que amamenta e fala merda, ao mesmo tempo em que se defende as atrocidades bíblicas por qualquer que seja a razão)

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 16:31



Comentário de: Vivien Morgato · http://www.mejoana.blogspot.com

Putz, Gravata, vc é teólogo e eu nem sabia, poxa.

Então eu reescrevo o primeiro comentário:

"Nossa, como vc conseguiu perceber isso? Uau, genial, mesmo, heim? Ainda bem que vc escreveu isso aqui, assim pode abrir os olhos de todas as pessoas burras. Poxa, demais, demais, que leitura arguta."

Melhorou?
beijos.

(Gravz: Achei ainda fraco. Melhora um pouco e republica. Bjo)

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 18:13



Comentário de: jean · http://novasvisoes.com.br/wp/?cat=17

É a mãe em questão não é virgem...

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 18:57



Comentário de: cavjunior · http://www.oikosja.com

Engraçado, a Maria Mariana é só dona de casa? Pergunto pois não ouvia nada a respeito dela desde a série/livro/peça de teatro. Então mais ou menos há uma semana atrás zapeando pela tevê a reconheci no papel de mãe do menino maluquinho, num programa que passa no canal 2(TVE/TV Cultura aqui no Rio). Achei que ela só tinha "sumido" da "mídia mainstream"(não achei melhor expressão). Fiquei meio perdido lendo que ela escreveu um livro exaltando o "Amélian way of life". Que loucura!

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 19:11



Comentário de: Paty

Fê, meu amor?!
O que é epistemológica?
Beijos

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 19:26




Odeio concordar com você(ou com qualquer outra pessoa desta galáxia)

rsrsrsrs


mas sim,você tem razão,há livros piores.A Bíblia é um livro de um machismo absurdo,altamente reacionária,e muito mal já foi causado a nós mulheres ao longo de séculos de história graças à interpretação errada ou às vezes até
literal da mesma,enfim,não me considero,cristã,ou atéia,ou coisa que o valha,mas digo isso do alto dos meus 22 anos (rsrsrs):não gosto,não acredito e não vejo coerência nenhuma na Bíblia.


:D

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 19:39



Comentário de: aninha

hehehe,
e o moço aqui fazendo propaganda do livreco também... tsctsctsc... ;)

(Gravz: Ah, sim! A minha foi voluntaríssima)

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 20:56



Comentário de: Cassia

O problema com os livros, os filmes e os discos, ultimamente, é que estamos passando por alguns probleminhas:
- conteúdo que não corresponde ao que aparenta;
- patrulhas politicamente corretas fiscalizando;
- patrulas politicamente incorretas querendo polemizar;
- comandos ninja-dicotômicos, etc...

Dá vontade de parar de investir em "curtura"...

PermalinkPermalink 14.05.09 @ 12:25



Comentário de: Sweet

tudo isso pq a mulher resolveu ser soh mãe e nada mais?!dona-de-casa e nada mais?!mas pode crer q s o marido dela não tivesse muita grana,ela continuar trabalhando e ralando pra dar conta da jornada tripla da maioria das mulheres brasileiras!

P.S. e vem cá comprar um livro falando das maravilhas de ser mãe em tempo integral e dedicação exclusiva, eu hein!

Só mais uma coisa: eu acredito na Bíblia!

PermalinkPermalink 14.05.09 @ 15:54



Comentário de: Leila

Esses fatos que você mencionou são do velho testamento, não é? Mas segundo os estudiosos da bíblia, muito do que se encontra no velho testamento não é necessariamente verídico. Algumas coisas seriam mitos (por exemplo, já ouvi dizer que Abraão talvez não tenha existido; não há evidências históricas sobre ele). Mas enfim...

Quanto à Maria Mariana, a mulherada de fato criticou o livro... Mas tem que reclamar mesmo, senão logo esse livreco é capaz de se tornar "obra de referência" em cursos de pré-natal... Já pensou, as mulheres grávidas tendo que ler essa merda?! Ninguém merece...

libreto mequetrefe

(Gravz: Se você acredita em Jesus Cristo, ao menos torça para que Adão e Eva sejam verdadeiros. Na hipótese negativa, significa que a crucificação foi inútil, pois nunca teria havido Pecado Original; logo, não houve Redenção alguma e, desse modo, a humanidade não vivia em pecado. Todo o cristianismo desmorona. Já pensou?)

PermalinkPermalink 14.05.09 @ 18:18



Comentário de: Leila

Gravata, essa idéia de que Jesus veio para nos redimir do pecado original foi o que os APOSTOLOS escreveram. Pode ser que eles tenham distorcido um pouco as palavras originais de Jesus.

De qualquer forma, cristianismo, pra mim, significa seguir os princípios básicos pregados por Jesus: amar ao próximo, ser caridoso, ser humilde, etc. Não significa ter que acreditar em TUDO que está da bíblia (aliás, Jesus nunca disse isso: "tem que acreditar na bíblia!", hehehe...)

(Gravz: Ah, ta!!! A Biblia é um livro sagrado o tempo todo, exceto nessa parte? Então, pergunto: e se nunca existiu Jesus? Isso mesmo! Afinal, a única fonte histórica confiável de sua existência é justamente o que falaram os apóstolos, publicado em texto séculos depois - já que eles não escreviam, apenas falavam e falavam e falavam)

PermalinkPermalink 15.05.09 @ 04:55



Comentário de: Leila

Gravata, só complementando: no site da Revista Época, há uma reportagem sobre um estudioso que aponta incoerências encontradas na bíblia (no novo testamento):

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI72106-15220,00-A+BIBLIA+NAO+TEM+INSPIRACAO+DIVINA.html

Isso mostra que os apóstolos às vezes deram sua própria interpretação às palavras de Cristo. Então, isso de "nos redimir do pecado original" pode ter sido interepretação deles... Mas os demais aspectos do que Jesus disse continuam válidos, porque são princípios bonitos (solidariedade, humildade, bondade, etc). É por isso que o cristianismo ainda tem apelo para muita gente.

Agora, já a Maria Mariana... essa não tem apelo pra ninguém, né? Abraços!

(Gravz: Vou ler. Espero que ele mencione o fato de que os apóstolos não escreveram nada. As narrativas foram transmitidas pela oralidade, até que depois de séculos foram passadas para a linguagem escrita)

PermalinkPermalink 15.05.09 @ 05:25



Comentário de: Srta.T · http://calmaqueficapior.blogspot.com

Bom, tou superconfortável: sou atéia, desci o sarrafo na Maria Mariana (sim, sou do time das "twiteiras/blogueiras raivosas"), e assim como nunca li a bíblia, não vou me dar ao trabalho de ler esse calço de mesa que ela chama de livro.
Aliás, espero que o revisor dessa merda tenha sido muito bem pago, porque no blog a fofa manda "cezária" e "agrecividade" a rodo. Símios me mordam.

PermalinkPermalink 19.05.09 @ 14:10



Comentário de: Cam Seslaf

"Há coisas muito piores nas livrarias, ou no criado-mudo de qualquer hotel."
Peço permissão para usar essa frase para o resto da minha vida, gracias. :-)

PermalinkPermalink 21.05.09 @ 18:13



Comentário de: Fabiana

Enfim, em muito, muito, muito... tempo um texto seu com o qual me identifiquei.

De volta ao velho sarcasmo?

PermalinkPermalink 25.05.09 @ 12:42



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