CINEMA: BUSCA IMPLACÁVEL (TAKEN)
02/05/2009
CINEMA: BUSCA IMPLACÁVEL (TAKEN)

Pra variar, escrevo com atraso absurdo de um filme que nem fez tanto sucesso assim. A película foi lançada no Brasil em outubro do ano passado; e, definitivamente, não se trata de um arrasa quarteirão. Mas gostei demais, sobretudo porque representa um gênero que merece crédito e deferência: "filmes europeus de ação no esquema Hollywood".
Os mais significativos são da franquia "James Bond", sem dúvida, mas há muitos outros, como a recente trilogia "Carga Explosiva" (escrita por Luc Besson, também roteirista de "Busca Implacável"). A trilogia "Bourne" não chega a ser 100% européia, mas pode representar um meio-termo (romance norte-americano, locações no Velho Mundo, primeiro filme por um nova-iorquino outros dois por um inglês, atores de vários países etc. etc. etc.).
Mas falemos de "Busca Implacável".
O argumento é manjado. Poderia ser um filme péssimo, desses B do Steven Seagal ou Lorenzo Lamas, ou qualquer outra bobagem do valentão da moda. Coube ao roteiro e à personagem de Liam Neeson (Bryan Mills), pelo texto e interpretação impecáveis, fazer a diferença.
A trama se desenrola a partir da premissa tradicional do "agente de campo pronto pra arregaçar" (uma das cenas fodonas é quando ele fala pelo telefone, ao seqüestrador da própria filha: "tenho um conjunto particular de habilidades e as usarei para matá-lo"), mas tudo fica melhor quando se tem em mãos um ator talentoso e experiente.
Por questões óbvias, as acrobacias estilo "Jackie Chan" dão vez a golpes menos circenses. E, seguindo o 'conceito' dos dois últimos filmes do agente secreto de Sua Majestade, os safanões e tiroteios são BEM violentos, algo mais próximo do que parece ser o mundo das pessoas reais.
Em resenhas menos apuradas, dizem que Neeson faz papel de um ex-espião. Bobagem. Ele é um agente das Forças Especiais aposentado, algo como o pessoal do seriado "The Unit" - mais próximo de Jason Bourne do que Leonardo DiCaprio em "Rede de Mentiras". Em suma: um MILITAR DE ELITE, não um civil da espionagem.
Mas isso é detalhe, coisa pra quem gosta dessas minúcias. No mais, é um filme bacana, ação de primeira, dirigido por Pierre Morel (diretor de fotografia do primeiro "Carga Explosiva") e com participação de Famke Janssen, Xander Berkeley e Maggie Grace (que rejuvenesceram sei lá como).
BONUS TRACK: ECHELON CONSPIRACY X PODER CONTROLE ABSOLUTO
Não sei que nome em português receberá "EC", mas é MIL VEZES MELHOR QUE O FILME DE SPIELBERG (Controle Absoluto). Ambos, ao que parece, são lançamentos gêmeos, como ocorre de quando em vez nos cinemas (até com animações já vi isso acontecer).
Em ambos os casos, trata-se de uma "pane" no supercomputador da NSA (não confundir com CIA, por favor...). Os filmes seguem um roteiro mais ou menos parecido, mas justamente a superprodução é capenga, enquanto "Echelon Conspiracy" ganha em maturidade e sofisticação em todos os aspectos.
Sobretudo - acreditem - quando se presta a abordar os conflitos internacionais - e internos - que envolvem a adoção de sistemas e protocolos do supercomputador.
Acho que a grande maioria já deve ter visto "Controle Absoluto". Pois que todos vejam, portanto, "Echelon Conspiracy". Sério.
Posts similares:
Bourne, James Bourne!
Carga Explosiva 3 ganha pôster
Bourne, Indy e Dinossauros!
transubstanciado por gravata às 02.05.09 | 5 comentários
Trackback:
http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/33023 (Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Comentários, Trackbacks:
Vc tá perdendo dinheiro aqui. Devia trabalhar na Folha e acabar com aqueles "jornalistas" que contam o filme inteiro na crítica.
Contudo,prefiro filmes com temática histórica ou biografias de escritores à esses filminhos de ação que não dizem coisa com coisa,são apelativos e certamente subestimam a inteligência dos que estão assistindo...típicos filmes para meninos de 14 anos.
(Gravz: Claro que assisti. História verídica, inclusive)

