A HISTORINHA DO HUMOR EM MINHA VIDA ou RAZÕES PELAS QUAIS NÃO RIO TÃO FACILMENTE DAS COMÉDIAS EM PÉ
27/12/2008
A HISTORINHA DO HUMOR EM MINHA VIDA ou RAZÕES PELAS QUAIS NÃO RIO TÃO FACILMENTE DAS COMÉDIAS EM PÉ
Alguma coisa vai mudar no mundo dos meus blogs, mas talvez continue com este, o "Gravataí Merengue", muito provavelmente mudando o estilo dos textos, sumindo com algumas seções e, por conta disso, talvez desaparecendo também com noventa por cento do leitorado. É o preço. Depois falo mais sobre isso.
O papo de agora é humor. Porque falaria acerca dos inspiradores do blog, e o primeiro impulso seria mencionar outras pessoas também donas de espaços parecidos, mas isso seria puro compadrio e marmelada. Nada na Internet inspira o que faço - o que, de certa forma, pode soar elogioso aos que escrevem nestas plagas.
Comecei a ler humor muito cedo, com Leon Eliachar; "O Homem ao Zero" e "O Homem ao Quadrado", se não me engano, eram os que tínhamos em casa. Havia também uma coletânea denominada "Dez em Humor", com dez humoristas (daí o título da publicação) - indo de Millôr a Fortuna, de Jaguar a Sérgio Porto, de Ziraldo a Claudius.
Mas minhas leituras regulares de humor começaram com a revista "MAD" e, depois, com as publicações da trinca Angeli, Laerte e Glauco. Em seguida, Casseta Popular e Planeta Diário (este último, mais raro). Tudo que aparecia com esses nomes eu devorava. O mesmo valia para os gibis dos Trapalhões (não sei se todos sabem, mas EXISTIA gibi dos Trapalhões!).
Anos depois, muitos anos depois (mesmo!), passei a ler coisas mais sofisticadas, cronistas de escrita elaborada. Nada disso tinha a rebeldia adolescente do humor que acompanhei regularmente, nem a genialidade imediata daqueles caras que - fui saber, então - formaram o "Pasquim".
Ainda assim, lia e lia e lia tudo que vinha pra mim sob o rótulo "humor". Muita coisa achei medíocre, como Efraim Kishon, cronista israelense; outras coisas são excepcionais como Aparício Torelly (o Barão de Itararé), cujas máximas são até hoje ditas e repetidas sem que lhe seja dada a autoria.
Uma dessas coisas maravilhosas que pude conhecer foi o programa de rádio PRK-30. Quem poderia imaginar uma coisa dessas, não é? Tudo graças a um livro que não apenas trazia a história e reunia esquetes, mas também vinha com CDs de 'melhores momentos' de um dos maiores programas de humor radiofônico. Isso sem contar, claro, minha inspiração e admiração pelos "Sobrinhos do Athaíde", que fizeram renascer esse gênero.
Não podia deixar de mencionar os próprios Trapalhões, cujos programas televisivos eu amava e devorava e, agora, tenho comprado os DVDs, e também Chico Anysio, cujas personagens tinham praticamente vida própria - e, quanto a isso, há um livro maravilhoso, recente, organizado por Ziraldo com caricaturas de boa parte desse universo criado pelo gênio do humor. Procurem.
Ninguém da minha idade, portanto, "cria" qualquer coisa. O que faço é meramente colar referências daqui e dali, usando esse exército de craques, de milhares de gerações, meios de comunicações diversos etc. No blog, valho-me da escrita, mas pessoalmente também cometo alguns gracejos e as fontes são as mesmas.
Outro dia um sujeito disse que humor era algo sério. Achei engraçado, porque é mesmo, e para muitos é uma profissão. E vou além: humor é difícil.
Querem um exemplo? A turma do Filinto Müller (Chefe da Polícia do Getúlio Vargas) invadiu o jornal do Aparício Torelly (Barão de Itararé) e desceu-lhe o sarrafo. Deram uma surra, mesmo, nele. Isso é fato, aconteceu de verdade. No dia seguinte, ele mandou pôr uma plaquinha na porta: "Entre sem bater".
É por essas e outras que não consigo rir tão facilmente dessas pessoas que precisam ficar em pé com um microfone para contar piadas do dia-a-dia, naquela coisa de "aí minha mulher fez aquela cara disso" ou "sabe o motoboy?" etc. - embora ache louvável que sejam figuras desinibidas o bastante para essa empreitada.
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transubstanciado por gravata às 27.12.08 | 4 comentários
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Comentários:
(Gravz: Também acho que virou mais modismo que estilo. Mas o IM subiu no telhado, sim...)
Feliz Ano Novo adiantado!
(Gravz: Feliz ano novo, Te!
(Gravz: Ele o é antes de existir 'o cara' na gíria)
ihii Sensacional!! Laerte, Angeli..D'jisus Cruaisti! =D
mto bueno!
cara...adoro seus textos! e vmao q vamo!
(^.^)v
(Gravz: Valeu, Cintia
