SOBRE "MOVIMENTOS E MOVIMENTOS", E AS PESSOAS SOB UMA PERSPECTIVA REALISTA - E CAETANO FALOU COMIGO NOVAMENTE

17/12/2008

SOBRE "MOVIMENTOS E MOVIMENTOS", E AS PESSOAS SOB UMA PERSPECTIVA REALISTA - E CAETANO FALOU COMIGO NOVAMENTE

Quando me pus a escrever essa "tríade" sobre a blogosfera, jamais pensei que fossem três textos, mas apenas um. Calhou de surgir a idéia do segundo e, imediatamente, o gancho para o terceiro, cujas linhas gerais estão já desenhadas. Como sói, deu pano pra manga, dor de cabeça e, claro, mais inimizade e aquelas acusações de sempre "polêmica vazia!", "quer chamar atenção!" e toda sorte de tergiversação que esvazie o debate.

Mas isso é outro papo.

A conversa deste texto é sobre música, especialmente a respeito do rock nacional dos anos 80s, do samba do Rio de Janeiro do início daquela década, e dos movimentos efetivamente populares que são sistematicamente ignorados pelos ditos "formadores de opinião" - que preferem, eles próprios, indicar as "tendências" a ser seguidas por meia dúzia de pangarés.

É claro que houve uma febre acerca do rock nacional e, como nunca, ele foi ouvido e tocado, gravadoras correram atrás de lançamentos e bandas e roqueiros ganharam uma dinheirama. A cada dia - lembro bem disso - surgia alguma coisa nova (de qualidade pra lá de duvidosa, inclusive). E muita coisa boa, também.

Mas, como MOVIMENTO, não teve tanto impacto.

Tanto que os remanescentes, que foram poucos (quantos realmente "sobraram", quantos permaneceram até pelo menos a metade dos anos 90s?), não permaneceram com o rock-rock, mas sim com estruturas musicais já voltadas para uma mistura de ritmos nacionais os mais variados - de Legião Urbana a Paralamas, de Titãs a Engenheiros do Hawaii, e assim por diante.

E os que surgiram, mesmo na "segunda leva" (era grunge, digamos), vieram com influências mais nacionais e nativas do que qualquer outra coisa: Mangue Beat, Raimundos com o "forró-core" etc. Não era mais aquela mimetização das bandas inglesas nem a obediência canina ao que determinavam os críticos babacas dos jornais e revistas contra os quais muito pouca gente se rebelava - e, curiosamente, as vozes mais marcantes não vinham do rock, mas da MPB.

Mas voltemos ao início dos anos 80s...

No Rio de Janeiro, periferia, um grupo de sambistas se reunia na quadra do Cacique de Ramos e ali fazia nascer o MOVIMENTO mais poderoso da década, pois quem define e decide isso não são os cadernos culturais nem os "formadores de opinião" que escrevem para meia dúzia de bocós, mas sim o POVO. E o povo não são os freqüentadores de exposições.

Beth Carvalho, Leci Brandão, Arlindo Cruz, Sombrinha, Zeca Pagodinho e, não no Cacique mas também "acontecendo" ao mesmo tempo, - lá no Morro do Galo - Bezerra da Silva. Essa foi a turma, com mais alguns outros, que desenhou o movimento mais impactante dos anos 80s. E o que mais repercutiria anos depois.

Porque o rock se fechou em si próprio - como acontece com a blogosfera que se considera famosa, mas é como aquela cobra que come o próprio rabo e não sai do próprio círculo. O rock era restrito às próprias bandas, a um público cada vez menor, às revistas com vendagem sempre decrescente, aos críticos sempre mais e mais pessimistas e com leitores menos empolgados etc.

O samba do Rio de Janeiro ressurgido por meio da força de Beth Carvalho deu vez a um movimento que atingiu o povo, não os jornais ou cadernos de cultura. Isso só aconteceu agora, bem depois, e disso falarei mais adiante. Naquela época, era algo restrito a uma camada social desprezada pelos "formadores de opiniões". A meia dúzia que lhes interessava não queria saber desse povo. A vida seguia; e seguiu.

Esse novo samba, fortalecido, veio para São Paulo. Seu crescimento não foi tão rápido como o "movimento do rock nacional", pois não decorreu de iniciativas de mídia. Era uma coisa realmente lenta, mas feita pelo povão, pela geral-geral-geral.

Na entressafra rock-samba, houve o fenômeno da música sertaneja, também insuficientemente compreendida pelos órfãos do rock, que nela viam mais cafonice que qualquer outra coisa, pois não estavam preparados para lidar com os legítimos gostos do povo. É sempre assim.

Mas eis que surge, "do nada", - para eles, os "mais informados" [que preguicinha, né?] - uma onda de grupos de samba. Caíram do céu? Surgiram de onde? Uma do Rio, uma de São Paulo, outra de Minas Gerais... Minas Gerais? Sim! E justamente a mineira homenageava um sucesso antigo de Zeca Pagodinho.

Era o MOVIMENTO da Quadra do Cacique de Ramos ressurgindo. A desinformação era tamanha que, até hoje, essas pessoas confundem samba com pagode - a ponto de alguns dizeram "ah, não gosto de pagode, prefiro samba". Dá vontade de jogar uma cadeira na cabeça.

Beth Carvalho, que é bem mais polida do que eu, já explicou N vezes, com toda a paciência do mundo, e às vezes algum sarcasmo, aquilo que todos ignoram: PAGODE NÃO É UM RITMO! Pagode é a festa, é a bagunça, é a algazarra. O ritmo é samba e suas variações.

O "grupo de pagode" é, na verdade, um "grupo de samba". Quando fazem essa diferenciação é por pura ignorância e talvez queiram dizer algo como "prefiro o samba mais tradicional do que esses grupos mais modernos", mas não deixa de ser também algo idiota, porque muitas vezes nem eles saibam o que seria o "samba tradicional" - afinal, o que é?

Porque, para saber disso, é preciso saber quem são as pessoas, e para conhecê-las é necessário deixar de lado a crítica musical dos jornais, ou dessa gentarada freqüentadora das casas noturnas da moda.

O novo disco da Maria Rita é todo ele de samba e com uma série de composições do Arlindo Cruz, o mesmo da quadra do Cacique de Ramos. Não é coincidência. Assim como não é por acaso a influência sambista de Marcelo D2, da Orquestra Imperial, de Los Hermanos ou de qualquer um que faça música mais "moderna" no Brasil. Há muito mais influência do samba do que do rock nacional dos anos 80s.

E isso não é uma surpresa ou um "achado", já vem de um processo pelo qual até as bandas de rock oitentistas passaram - como Paralamas, principalmente, e até os Titãs (ouçam "Senhor Delegado", no disco "Volume II"...). O Mangue Bit já veio regado com essa água, não apenas a do rock, mas das influências nacionais gritantes (o que dizer do maravilhoso cavaquinho de Fred 04?).

E como ter noção do que é um MOVIMENTO sem saber o que é o brega do Pará, o arrocha da Bahia, o hip-hop na periferia paulistana, o funk do Rio etc.? Não, não dá. Levar a Tati Quebra-Barraco para uma casa noturna da modinha é uma coisa, mas compreender todo um MOVIMENTO é outra conversa. E exige certa bagagem.

Os paraenses, com o maravilhoso brega, por exemplo, fazem algo de uma magnitude absurda e um impacto popular quase imensurável. O arrocha baiano é a mesma coisa. O funk, no Rio, tem também esse aspecto, embora seja pelo viés estético/musical algo aparentemente mais pobre. Bem como pode-se alegar misoginia ou caráter monotemático no hip-hop/rap paulistano.

Tudo isso passa ao largo da crítica dos formadores de opinião. Nada disso é considerado ou levado realmente a sério. O que importa é o novo disco do cara que saiu de uma banda que, ainda na ativa, já não era ouvida por nem meia dúzia. São gente de um mundo paralelo.

De cada dez pessoas do país, nove não sabem do que estão falando. Essa gente se fecha num mundo bizarro sob a desculpa de que seria qualitativamente melhor, enquanto as coisas realmente acontecem do lado de fora. É como aconteceu no rock nacional dos anos 80s.

Quem perder o bonde do que o povão ouve hoje, não entenderá o que pode acontecer com a música e a cultura brasileiras daqui a cinco, dez ou vinte anos. E dirá que foi tudo uma grande surpresa - porque acompanhou tudo pelas críticas de algum modernoso bunda-mole que tem coluninha "de favor" em algum site, portal, jornal ou coisa que o valha.

Fujam dessa gente. Saiam disso. Escapem. Por mais que vocês odeiem os ritmos populares e não queiram se misturar, não fujam da informação. Nâo fiquem por fora. Nâo sejam feitos de bobos pelos que supostamente fingem conhecera mais.

Eles não conhecem nada.

Sabem, sim, de bandas obscuras do Alasca e cantores pouco conhecidos do norte da Escócia, que daqui a cinco anos continuarão sendo obscuros e pouco conhecidos e não mudarão nada a cultura de lugar algum. E você fará papel de idiota, enquanto o cara que te fez de trouxa encheu o rabo de grana.

É mais ou menos como na blogosfera, quando alguém diz que um celular é legal, um filme é ótimo, uma bebida é o máximo, uma camisinha é tudo de bom, qualquer coisa é acima da média (desde que haja a contraprestação financeira, claro).

A história se repete, mas não como farsa. A repetição se dá como piada, chiste. Anedota do Costinha.

Segunda-feira tem mais briguinha adolescente com a modorrenta blogosfera, que deixou de ser um projeto de jornalismo ou trampolim literário para ser uma vitrine publicitária ou sub-bureau de mídia.

Por enquanto, presto minha homenagem às pessoas maravilhosas do Cacique de Ramos, do Rio de Janeiro, que construíram o mais importante MOVIMENTO de música popular dos anos 80s.

* * *

E CAETANO FALOU COMIGO NOVAMENTE :)
Hoje, novamente, recebi uma resposta dele. Fiquei mais uma vez feliz pra caramba, principalmente em razão de ser um debate, como sempre, inimaginável. Nunca pensei que pudesse travar esse tipo de diálogo.

Na gravação de "Incompatibilidade de Gênios", Caetano põe um ritmo diferente dos anteriores, fazendo-o de forma lenta, aparentemente triste, e muita gente ali qualificou como "monótona".

Eu disse o seguinte:

"ps - sobre a “monotonia”, talvez seja agora uma opinião de fã falando mais alto do que a razão, mas penso da seguinte forma: um sujeito falando ao advogado, e prestes a se separar, por acaso estaria COMEMORANDO EM BATUCADA? Não, creio que não. Caetano interpreta de forma linda, “cansada”, e como sempre afinadíssima - assim como quando foi pioneiro na interpretação “triste” de Asa Branca - que muitos também chamaram de “monótona”, a despeito dos tantos que fizeram maravilhas com a música antes de sua gravação perfeita em Londres."

E ele respondeu:

"Gravataí: quando voltei de Londres, ao cantar Asa Branca num ginásio de esportes lotado no Recife, levei a maior vaia por causa da estranheza e da duração do “nham, nham, nham” do final - e justo no Recife, onde gemedeiras deveriam ser coisa familiar.Talvez justamente por ser familiar e a platéia ter ali mais desejo de se desidentificar do sertanejo - e divertir-se como gente urbana moderna: fácil e rapidamente."

Fiquei feliz, muito feliz, não apenas pelo fato de ter conversado com um ídolo etc., mas também por ter acertado numa observação técnica, por ter tido sensibilidade dessa sacada.

Quanto ao blog e à possibilidade de votar na melhor versão, fomos também "provocados" a fazer remixes. Fiz o meu e aproveitei para criar uma espécie de rádio, na qual pus algumas gravações com voz e violão, minhas (mas quem tirar sarro leva porrada).

(sem revisão alguma, tá tarde pra diabo, né? sintam-se livres para tirar sarro...)


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transubstanciado por gravata às 17.12.08 | 15 comentários



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Comentários:


Comentário de: Guilherme

Belas gravações, Gravata. Parabéns.

(Gravz: Poxa, valeu! :))

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 08:11



Comentário de: Amanda Mosimann

Adoro teus textos, Nando.

Tais todo bobinho né! hahaha
E o seu Caetano sempre com as melhores "...divertir-se como gente urbana moderna: fácil e rapidamente"

Um beijo lindo! ;)

(Gravz: Eu fico bobinho com ele, sim)

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 08:13



Comentário de: Amanda Mosimann

PS: Ele enganou vcs direitinho com as duas versões hein!
Um querendo falar mais que o outro das "mil e uma diferenças" entre as duas. hauhauhaua

(Gravz: Opa! Eu não caí nisso. Mas muitos ali falaram cada coisa..)

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 08:34



Comentário de: Kênia

Oi Gravatóteles, fiz um comentário a respeito do port Blogesfera, mas acho q vc ñ entedeu as entrelinhas( ?).
Eu concordo cm sua opinião a respeito do gosto musical, apesar de gostar de tudo q vc citou, Legião, Paralamas, Titãs, Engenheiros... mas gosto de Caetano, Maria Rita, Gal e tudo mais.. não são todas tbm ñ, eu gosto da musica e ñ to cantor, eu gosto da melodia, da sensação q a musica me traz, por isso prefiro ouvir sozinha.. eu tbm curto algumas musicas de funk, pra zuar tbm, dançar eu ñ danço nada! Até queria aprender a mexer igual minhoca no asfalto quente mas já desisti!! Criticas musicais são somente pra pessoas que querem se passar por intelectuais, o povo fala e critica sem saber de nada, é igual o povo q ama aquela musica da Britney mas nem sabe o q ela ta falando e canta em alto e bom tom e palavras q devem vir do grego. Ta me entendendo? Musica é musica, ñ importa o ritmo, a letra, o povo ta curtindo achando o maior barato, linda, maravilhosa!! E quem precisar dizer alguma coisa, faz uma critica e manda pro jornal, q alias grande parte dessa maioria n vai ler, a ñ ser quem precisar ter alguma coisa intelectual pra diz pra outras pessoas q tbm se acham intelectuais...

(Gravz: Quem quer passar por intelectual faz crítica literária. Crítica musical é para quem não sabe nada de nada e escreve para um público que também não conhece nada de nada. Frank Zappa tem aquela frase, mas é de pouca força retórica e não gosto de usá-la, também não vou aqui puxar o vídeo do Ed Motta porque não quero encher a bola do Álvaro, que se saiu com o artifício para ganhar aplauso da galera. Crítico musical é músico fracassado. Ponto)

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 09:10



Comentário de: Luis

Concordo com tudo cara. Ou com quase. Fazendo ponte entre os "dois" posts, eu lembro que quando eu tinha meus 16 anos eu era daqueles que viam em caetano uma figura decadente. Pq? Por ele defender Xande, Ivete, Daniela, o funk carioca etc. Eu achava, sei la, eu nao gostava dele como compositor "genial" que "foi", se juntar com essa "casta menor".

A ironia é que hoje, eu adoro ele justamente por ter essa postura. Ele e o camelo, mas este mais a sua maneira.

Eu lembro de um episódio de quando alguns cantores de arrocha foram cantar no faustão. No dia seguinte eu tive que ouvir no colégio - fazia 3o ano na epoca - comentários do tipo: "voce viu aquele arrocha ontem? meu deus! que vergonha de ser baiano! todo mundo deve ta pensando que a gente é assim tambem!" e a pior parte, os professores tambem repetiam o mesmo discurso! lamentável.. eu lembro que até fiz um texto na época e mandei pros professores.

P.S nao vejo problema de chamar alguns sambas de pagode. assim como chamar alguns rocks de punk. como dizer que fantasmão(que aqui é pagode e no sudeste é axé;) é samba?

ouça: http://www.youtube.com/watch?v=-2IxLm4T_w4&feature=related

abs!

(Gravz: Pagode é a festa. Forró é a festa. Os ritmos são outros. A questão não é "ver" ou não problema nisso, mas é errado e as pessoas, quando adotam esse expediente, acabam por deixar de lado um grau de conhecimento que lhes poderia ser interessante)

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 11:12




Levando Los Hermanos à sério então? Demorou, meu caro ;-)

(Gravz: Sempre os levei a sério. A ponto de não gostar e não querer ouvir por pura opção :))

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 11:14



Comentário de: Edson Forao

Fala Gravata,

O que o pessoal denomina "pagode", nada mais é do que um samba meloso, que fala de amor, etc. E o samba que vêm do Cacique de Ramos, com Beth Carvalho, Fundo de Quintal e outros: é um samba mais alegre, o que alguns chamam de partido alto.
Eu acredito que até a Bossa Nova é um tipo de samba, assim como o Axé.
Bem, eu adoro samba, mas não gosto muito das musicas melosas.
Inclusive, meu grande ídolo (Chico Buarque) fez muito samba.
Não sei se fui claro, mas tentei dar minha opinião sobre o samba.
abraxxx

(Gravz: Edson, Bossa Nova renderia uma conversa gigante, quase sem fim. Porque denonimamos Bossa Nova o que já não é mais Bossa Nova e, com acerto, você chama de samba. Porque é samba, sim. É João Gilberto. Acho que pra próxima quarta falarei disso. Até a chegada dos acordes sincopados de João Gilberto, fazia-se um jazz brasileiro, que não tinha nada de sambista - embora pudesse ser qualitativamente interessantíssimo. Mas a VERDADEIRA revolução veio com ele, João. E passou-se a chamar de Bossa Nova aquilo que ele fez e os outros fizeram imitando-no. João Gilberto inventou a música moderna brasileira. Ele "inventou" Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil etc., tal como os conhecemos. Pode perguntar para os próprios)

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 11:18



Comentário de: Debora

É.. ouvi suas gravações e...gostei!!! rsrsrs

até q canta bem, heim!

Parabéns!

Beijo

(Gravz: Poxa, obrigado :))

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 13:29



Comentário de: Zé

"Quem perder o bonde do que o povo houve hoje" até dói as vista...

(Gravz: Caceta! Valeu! :))

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 13:34



Comentário de: Kênia

nesse caso se enquadra intaum "Analise" e não critica..

(Gravz: "Análise" e "crítica" são a mesma coisa)

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 15:11



Comentário de: Binho

É "manguebeach". Bit é a menor unidade de medida de transmissão de dados. Que no caso, um conjunto de 8 bits será denominado 1 byte. E assim por diante...

Muito bacana teu blog cara. Sucesso.

(Gravz: Binho, é "bit", mesmo. Essa era uma das graças do movimento. E "byte" é menor que "bit". E, nesse caso, seria "beat", de batida, não "beach", de praia :))

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 18:13



Comentário de: Flavia · http://ladyrasta.wordpress.com

O pior é que pegou mesmo essa coisa de chamar de pagode o samba de qualidade ruim (não tem nada a ver com ser meloso- Cartola tem sambas melados até dizer chega e ninguém é louco de chamar aquilo de pagode). Já vi um show do Cacique de Ramos e foi animal. E esse povo adora falar do que não conhece, vc tem toda razão.

Mas tenho minhas divergências com relação à bossa nova, mas agora tô com preguiça de discutir. Tive um dia muito duro,coo vc bem sabe, hehehe (tá uma delícia aqui!!)
Beijos!

PermalinkPermalink 18.12.08 @ 22:58



Comentário de: glauber guimarães · http://www.myspace.com/teclaspretas

gravata,
você está certo. em parte. esqueça os idiotas deste ou daquele nicho. existem exceções. aliás, as exceções é que fazem esse negóço andar pra frente. posso falar isso porque nunca fiz, nem farei parte de nenhuma tribo. abraço, compadre!

PermalinkPermalink 19.12.08 @ 01:06



Comentário de: flavio

bom...a principio parabens por que sempre que venho aqui é procurando por comentarios inteligentes, as vezes rir um pouquinho ao se tirar duvidas das pessoas, possivelmente procurando alguma coisa de alto nivel intelectual (maior do que o meu pra ver se eu aprendo alguma coisa).

bom...eu vo tenta ser um pouco direto...

disconfio que nesse texto vocÊ foi penso pro lado que gosta mais... repare como falou tudo de bom de um lado e tudo de ruim de outro... claro q as ambas moedas tem seus dois lados...

Quanto a acabar decadente, isso é meio que uma modinha mesmo... la pelos anos 80 o rock estava na moda... via-se por ai um monte de moleque (me refiro a um monte de adolescente, uns que ja passaram da idade inclusive mais ainda tem a mesma mentalidade, protetsando, reclamando, mais não falam nada além de repetir o discurso que falaram pra eles e eles acreditaram, além do fato de que protestar é cool)

nessa epoca...rock virou modinha

um pouco depois samba virou moda...

a uns tempos atras, o pop estava na moda, as vezes, bem raro, uma banda de pop-rock pegava essa maré... e adoravam falar que eram rock...

hoje aqui em sp, hip hop viro modinha entre a molecada... aliais o boom do hip hop pelo menos por aqui por perto ja passou... e é depois que a moda passa que vc percebe quem realmente gosta de rock, quem realmente gosta de samba, e por ai vai...

rock, por si só não é essa coisa mediocre que aparentou ao ler esse texto, existem tipos de rock, de forma bem semelhante ao que vc falou sobre samba-pagode... vc falou que no começo dos anos 90 o rock sumiu... e é verdade mais se puxar bem pela memoria, teve aquele boom na epoca do é o tchan, e ai surgiram varios grupos e depois uns anos... sumiu tb... ao menos aqui em são paulo... denovo...

dessa vez eu fiquei um pouco desapontado sim, afinal de contas como dizem aqui vc puxou a sardinha feio... e eu tb não fui tão breve quanto queria

(Gravz: Flavio, eu sempre dou opinião favorável ao que gosto. Um blog é para isso, né? :))

PermalinkPermalink 22.12.08 @ 10:07



Comentário de: Diego Cabral da Camara

Bem, li este texto ontem e realmente me chamou muito a atenção pois fala de música, uma das minhas paixões.

Não sou um grande conhecedor dos movimentos, do que está por trás das músicas. Conheço de relance as coisas que me foram contadas por um professor que se dizia especialista em arte, porém não acredito em muito puxa saquismo de ritmos, músicas e artistas sem que eu veja realmente um fato efetivo dentro da qualidade que eu possa considerar como realmente inovador.

Não vou entrar no mérito dos movimentos sociais, pois sou totalmente a favor deles e acho que qualquer movimento que tenha como objetivo evidenciar uma cultura regional específica já merece créditos, independente da qualidade musical ou não das composições.

Considero em primeiro lugar músicas de qualidade aquelas que servem para adicionar conteúdo a quem ouve. Acho que este é um princípio básico de artes como o teatro, cinema e a música: auxiliar no aprendizado das pessoas, adicionar conteúdo, educar, criar novas perspectivas, disseminar idéias e pensamentos.

Considero hoje triste o nível que chegou a música nacional, onde movimentos como os citados, que deveriam servir para divulgação cultural das regiões brasileiras se tornam máquinas de baixaria ou de vendas, um comércio puro, onde você deixa de realmente se preocupar com a mensagem que passa e se volta para vender em detrimento da qualidade de sua composição ou de suas idéias. Particularmente não consigo ainda entender dúzias de nossos artistas nacionais considerados "tops" que lançam cds um atrás do outro de maneira praticamente industrial apenas para aproveitar o sucesso.

Por exemplo, sinto muito mesmo pelo dito movimento do rock nacional. Sou realmente fã do estilo, mas nunca os artistas nacionais conseguiram realmente me empolgar. Eles sempre pareceram cópias baratas dos ingleses e norte-americanos, e esta nova leva somente mostra a decadência onde chegamos, a qualidade se foi, a mensagem inexiste... realmente penso onde o rock brasileiro em sua maioria errou já que não é o mesmo movimento crítico que eu vejo em outras partes do mundo ou em outros movimentos nacionais.

Concordo ainda sobre os críticos. A opinião deles normalmente de nada vale, é uma grande perda de tempo ler gente que dá nota para cds ou músicas ou cria rankings dizendo que X é melhor que Y. É uma via de mão única, algo que é ridículo. O verdadeiro crítico deveria ser aquele que sabe mostrar os pontos positivos e negativos dentro de uma obra de acordo com sua opinião, e incitar seus leitores a tirarem suas próprias conclusões, mas não, o crítico ouve o cd, ou acha uma maravilha ou uma m... total, diz pra você comprar ou pra nem passar perto. Isto realmente é uma destruição da música e uma imparcialidade tremenda.

Por último, gostaria de lhe propor uma pauta sobre as pessoas que hoje escutam músicas na internet. É algo estranho, pois de acordo com o site G1 a população virtual gosta de RBD, Calypso, AC/DC, Guns n Roses, Coldplay e NXZero (foram as preferidas na pesquisa). Hoje parece que o movimento que vemos é o da divulgação em massa (só se vende aquilo que é muito divulgado pelos ditos "veículos especializados")

Parabéns pelo blog, sem dúvidas sua acidez é algo que faz muito bem a blogosfera... precisavamos era de mais um ou dois como você escrevendo por aqui!

(não revisei nada deste comentário e que venham os erros)

(Gravz: Relaxa, sem erros! :))

PermalinkPermalink 23.12.08 @ 14:10



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