POLÊMICA NA SEXY: AS FOTOS DA PANIQUETE FAZENDO PIPI
22/10/2008
POLÊMICA NA SEXY: AS FOTOS DA PANIQUETE FAZENDO PIPI

A paniquete (*) Dani Bolina tirou fotos para a revista Sexy fazendo pipi. Isso mesmo: xixi. Nos países desenvolvidos, isso seria digno de bocejo, pois estão cansados de tal prática. No Brasil, provinciano que só ele, causa espanto. E a Sexy, mais uma vez, saiu na frente.
Dá para se ter uma idéia das imagens por aqui (clique apenas se for maior de idade, por favor. Caso contrário, desligue seu computador ou dirija-se a algum site infantil ou coisa que o valha ou simplesmente vá brincar de alguma outra coisa, sei lá...).
Pois é, essas são as imagens "chocantes".
Reações
Penso em dois tipos distintos, diametralmente opostos e beeeem prováveis: a turma do "ai que nojo" e a rapaziada do "deixa quieto, cada um faz o que quer". Concordo e discordo de ambos, porque nenhum deles vai ao centro do problema. São duas formas escapistas.
Explico.
O "ai que nojo" não discute a liberdade sexual, em especial, o passo largo que a revista deu ao publicar fotos de um fetiche até então inexplorado pela grande imprensa do sexo no Brasil. É uma "opinião íntima" sobre um "tema geral". Fuga, portanto.
O "cada um faz o que quer" é o outro extremo, ou seja, outra fuga. Aparentemente, abre-se uma discussão sobre a liberalidade, mas ela se encerra no exato instante em que a frase termina, pois ela serve como salvo conduto para o suposto liberal não dizer mais coisa alguma.
E fica nisso.
Vamos ao centro
Nos EUA, na Europa e no Japão, o xixi ("chuva dourada", "golden shower" etc.) é notícia velha. Não apenas feito assim no chão, mas em diversas outras modalidades: sobre a calcinha, sobre meia-calça, sobre homens, sobre mulheres, em relações homossexuais femininas, masculinas etc.
No Brasil, porém, o tabu foi quebrado pela Sexy, ao menos na grande imprensa. Nenhuma outra publicação da grande mídia publicou até hoje uma foto desse tipo, a não ser mocinhas sentadas no vaso ou agachadinhas fazendo pose.
Por óbvio, a maioria levará o caso para a seara da "polêmica vazia", mas é uma ruptura significativa que vai muito (mas muuuuuuuuito) além daquela giletinha meia boca da Adriane Galisteu, que por sinal foi uma coisinha bem ridícula e provocou uma celeuma inexplicável e sem razão de ser.
Provincianismo sexual
A resistência às práticas sexuais diversas é a mesma resistência, por exemplo, à homossexualidade. E, vinte ou trinta anos atrás, era a resistência ao beijo em público. Em suma: é o comportamento provinciano, um comportamento tipicamente brasileiro.
Atávico.
Por mais que vendamos aos outros a idéia de que sejamos um povo que exala sexualidade, somos no fundo caipiras retraídos, bobocas envergonhados, uns ignorantes que não aceitam nada que fuja das grandes regras estabelecidas.
E é exatamente por isso que as fotos da revista Sexy dividirão as opiniões entre o "que nojo" e o "cada um faz o que quer". Para que não precisemos discutir o assunto. Pois sexo nos envergonha.
Mostramos a bunda no carnaval, mas temos pudores de falar sobre sexo. Dizemos que somos bons de cama, mas batemos recordes de compra de Viagra (muitos adolescentes, aliás, compram a tal pílula azul sem necessidade alguma!) - os remedinhos para "disfunção erétil", quando usados sem necessidade", são a manifestação mais banal da virilidade torpe.
No mais, querem saber? Essa revista provavelmente baterá recordes de vendagem. E muitos dirão (como sempre, de forma apressada e sem pensar corretamente): "apelaram!". Ora, o que é "apelar"? Por acaso, oferecer ao público aquilo que ele REALMENTE gosta, mas nem sempre pode/quer/consegue confessar é apelar? Não, não é.
Enfim, prevalecerá a dicotomia: "que nojo" e "cada um faz o que quer".
(*) – Garota do programa Pânico na TV. Alguns autores preferem a grafia "PaniCat", fazendo alusão ao anglicismo cat, já que são "gatas", mas ainda não há pacificação doutrinária a respeito disso.
P.S.: Sim, algumas revistas e/ou websites já puseram garotas urinando, mas a Sexy, como disse, é a primeira da grande imprensa adulta a fazê-lo e, portanto, é quem realmente arrisca algo com isso.
Revisão: Hellen Guareschi
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transubstanciado por gravata às 22.10.08 | 21 comentários
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Comentários:
Quer dizer, isso abre uma série de precedentes. Logo logo veremos uma "musa" cagando. Vai ter gente aplaudindo também?
Por isso que eu acho que Sexy e Playboy são revistas de mistificação, embora a primeira seja levemente mais liberal, mostrando genitálias femininas mais a fundo (ops).
É isso.
(Gravz: Eu acho que tudo vale, tudo é tara, tudo tá valendo e pronto. O público veta ou não, mas o importante é usar o voto e o veto sempre de acordo com o tesão e o desejo, não a moral e o bom costume, que passa pela ótica da falsidade)
(Gravz: Eu sou hétero. Na banca, vendem revistas para homo. Acho o máximo, porque é para um público que curte. E assim por diante. A Sexy abre as portas para uma tara, numa das fotos, uma ou duas fotinhos, e pronto. A gostosa continua gostosa, e assim por diante. É como na foto em que uma mostra o pé, ou exagera no close-up da lingerie etc. De dez fotos, aprovamos/gostamos/curtimos 8 ou 9 ou 7, sei lá..., e a revista contempla um público mais restrito com 1, 2 ou 3. Por que não?)
(Gravz: Muito, né? Floresta, cachoeira..)
Mas acho que a sexy inovou não só nessa foto. Foi ela que primeiro colocou mulheres juntas "insinuando" lesbianismo, não foi? Faz tempo que ela superou a Playboy em atingir seu publico. E ela investe no mercado digital, disponibilizando conteúdo "exclusivo" para seus assinantes. Curti pacas o post!
(Gravz: Sim, ela inova mesmo... Por isso que cresceu, afinal, desde sempre concorreu com uma marca que já estava consolidada no mercado nacional e internacional)
O brasileiro, infelizmente é muito dissimulado para o sexo.
Beijos...
(Gravz: A revista de sexo é para isso, para mostrar sexo, para mostrar taras. Isso não obriga as pessoas, obviamente, a fazerem do mundo uma grande mesa-redonda para relatar o que vivem a quatro paredes ou mesmo ao ar livre. De todo modo, foi corajoso seu depoimento)
Gravz, por mais explicação que voce possa me dar ainda nao achei nada sexy ou sensual...imagina essa "liberalidade" onde vai chegar em breve
Imagina uma revista de nu masculino com um homem fazendo xixi...
(não sei se ja tem alguma aqui no Brasil)
nao acho muito sexy, excitante ou algo do genero...
mas enfim, o cliche "gosto é gosto" é sempre válido
Beijos
(Gravz: É uma revista de sexo, de fetiches, de putaria etc. Não é pra todo mundo gostar de tudo e o sexo vai ser sempre assim. Sempre haverá a turma da condenação, dizendo que "foram longe demais". Sem isso, o sexo perde a graça
(Gravz: O principal não é a gente gostar ou não, mas sim deixar rolar pra quem gosta e pronto, não fazer alarde, não entrar na polêmica na base do "ah, aí passaram do limite!". Limite, pra mim, é fazer coisa contra o gosto das pessoas, fazer coisas violentas, usar crianças, bichos e gente morta. O resto, na boa, tá liberado. Não posso pautar uma revista pelo que EU gosto)
(Gravz: A depilação, sem dúvida alguma, está impecável)
Beijos estratégicos...
(Gravz: Cheeeeeeeeeeeia dos termos técnicos)
Concordo inteiramente com vc, um país que até pouco tempo atras não questionava a globeleza rebolando vestida de purpurina as 15:00, agora fica escandalizado com uma foto dessas, é dose. Fazer o que? Deve ser algum ranço católico.
(Gravz: Não sei o que é, se é cristianismo ou outra coisa)
Minha opinião? não curto essa coisa de xixi, mas, se não fosse o texto, a última coisa que olharia na foto era que ela tava mijando (pelo menos nas tres primeiras olhadas, rs.)
(Gravz: Quando me mandaram, só fui reparar na segunda vez que vi)
Beijos.
(Gravz: Ah, defendendo a depilação kojak?)
(Gravz: Eu gosto da Sabrina Sato. Ela também é paniquete?)
Só faltou culhão para colocar a foto colorida pra gente ver melhor.
E podiam aproveitar e jogar o CD do photoshop longe, pq essas mulheres estão tão repletas de retoque que dá até pra imaginar que esse mijo é digital.
Daqui a pouco nêgo vai achar bonito, contemplar a evacuação durante o ato sexual.
Isso seria provincianismo também ?
(Gravz: Realmente, você entendeu o texto, Rodrigo)
Como já descrevi no post sobre BDSM, sou fetichista de carteirinha, ainda que no dia-a-dia seja tão normal, ou anormal, quanto qualquer outro ser humano nesse planeta.
Estranho pra mim é cosplay, você já viu coisa mais ridícula? Mas aí vai aquela, o que é estranho pra uns é super normal para outros. Como eu disse, só tem louco nesse mundo. Veja os discípulos de Edir Macedo, só perdem para os cosplayers em termos de bizarrice.
Voltando aos fetiches malucos, a galera gosta de levantar polêmicas mas vai tomo mundo comprar a revista pra poder criticar. Revista essa que vem lacrada, custa mais de dez paus e fica naquela prateleira de acesso impossível para baixinhos. Dificilmente pode ser considerada ofensiva, já que é uma opção das mais opcionais.
Quanto ao fetiche em si, eu acho demais, os dois, o xixi e a pereca peladinha. Adoro. Pena que minha mulher não curta fazer em mim. Meus limites ficam em crianças, cocô e animais(nunca tinha pensado em defuntos, depois de pensar um pouco emito uma opinião).
Nota para Paula Caldas, estou contando pra todo mundo menos pra você, viu? Então, se ler, não reclame senão faço xixi em você, ou no seu banheiro imaculado.
Abraço Gravata!
(Gravz: Opa! Valeu pela contribuição, Carlos! E cosplay é dose. Mas não zoa a Paulinha, que ela é leitora querida deste blog
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