"HOUSE" E SUA FÓRMULA BATIDA (QUE EU ADORO)
17/09/2008
"HOUSE" E SUA FÓRMULA BATIDA (QUE EU ADORO)
Eu adoro o seriado "House M.D.", que, sem sombra de dúvidas, é uma das melhores coisas da televisão de todos os tempos, e os roteiristas e o ator Hugh Laurie seguram boa parte do rojão.
Mas é uma fórmula. Batidaça, por sinal.
Tudo consiste no seguinte: chega um paciente com "sabe-se-lá-o-quê" e quase morre, depois fica melhor, aí piora e quase morre mesmo, mas aí melhora e fica tudo bem. Pronto, acabou o episódio, ele tinha alguma doença raríssima e bem improvável, ou algo bobo.
Há dramas paralelos e historietas adjacentes, como sói, e gente que vem e vai, também como acontece nesse tipo de série. Por isso, como pus no parágrafo inicial, o que segura o rojão de House é mesmo o protagonista e o roteiro.
Hugh Laurie, do antigo "Fry and Laurie" (da TV britânica e com Stephen Fry), participou de filmes idiotas em Hollywood (como "Stuart Little") e fez pontas em seriados como "Friends", sempre em algum papel babaca. Como protagonista de "House", porém, teve de eliminar seu sotaque britânico, a ponto de encanarem o principal produtor da série, o cineasta Bryan Singer (que faz uma ponta na primeira temporada no seriado, no papel de si mesmo).
O grande acerto da série é romper com a velha fórmula de praticamente todos os demais seriados e telenovelas de hospitais: casos amorosos, milhões de tramas paralelas e diversos casos clínicos por episódio. "House" é "House" e um caso por episódio. Fim de papo.
Com isso, claro, consagra-se uma fórmula. Mas é divertido que se rompa com a idéia de novela mexicana com bisturis ("Grey's Anatomy") e a de repartição pública com desfibriladores ("E.R.").
Sei que isso não tem muita importância para a qualidade de uma série, mas é incrível o quanto é boa a música de abertura de "House". Trata-se da famigerada "Teardrop", do Massive Attack - e a própria abertura, mesmo, é genial.
Enfim, gosto de "House" e o propósito deste texto é lembrar a todos vocês que a série recomeça - nos EUA - no dia de hoje. Também serve para dizer que sou uma espécie de Gregory House sem conhecimentos médicos, misturado com um Chandler permanentemente na fase gorda.
Definitivamente, não é uma boa mistura. Mas as piadas são ótimas, acreditem.
(sem revisão, a Hellen já foi nanar)
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transubstanciado por gravata às 17.09.08 | 17 comentários
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A trilha sonora de House é muito boa, realmente, e a abertura só não é melhor que a de Dexter.
Engraçado que a gente sempre sabe como vai ser o episódio, mas o que importa não é o desfecho (ao menos para mim), mas são os diálogos.
Chandler é o personagem mais engraçado de todos os seriados. Apesar dele ser um fracassado, ninguém reclama se é comparado a ele em alguma conversa de boteco.
(Gravz: Sim, pouco importa o desfecho do episódio, o legal é o House. E eu gosto do Chandler
Abraço
(Gravz: Nunca vi... Do que trata?)
* Meu amigo, se vc é uma mistura de House com Chandler, não sei se te admiro ou... fico com medo.... rssssss
(Gravz: Fique com medo)
heheheheehe...
eu não sou muito fã de house. eu acho o dotô house um arrogante babaca com as pessoas (opinião particular própria minha).
beijum.
(Gravz: Ah, pára.. A culpa é minha
(Gravz: Nunca pensasse)
(Gravz: Eu sei que sou o House... E o Chandler da fase gorda)
Só mais um protesto: Stuart Little é fantástico. Já vi umas 10 vezes com meu filho de 3 anos, obedecendo as ordens do rei da casa (que é ele).
Ô bobão: se você não se deu conta, é programa pra criança, mas como você não tem filhos, nem gosta muito de criança, tem de analisar pelo lado dito "intelectual". Tá certo!!! Gravata, você é muito picareta!!!! Toma jeito!
(Gravz: Você reclama da expressão "de todos os tempos", mas diz que o filme do ratinho é "fantástico". Só você pode usar clichês e eu sou "bobão"? Ok, arnaldo... E eu sou ainda por cima picareta. Espero que seu filho puxe a mãe e não seja idiota como você. Se bem que, por ter casado contigo, não deve ser lá muito esperta. Pena... O petiz não terá muita escapatória genética)
Beijos!
(Gravz: Ah, você é importantona!
A cena dela no último episódio da 4ª temporada, fazendo strip é fodástica.
House rulles!!!
(Gravz: Lisa é foda, mesmo)
Ah, mas pra mim o legal não é o roteiro nem a fórmula. Se o House continuar dando aquelas tiradas geniais e sendo escrotão, já vale a pena assistir. Sem falar do relacionamento dele com a Cuddy e o Wilson...
[]´s
(Gravz: Excelente esse link!)
House é bom demais e a trilha sonora é o que há.
O charme do personagem é um caso a parte. O tipo de homem frio e cínico, que toda mulher acha um charme e pensa que, com ela (se a conhecesse), ele seria um poço de carinho. Eu tenho certeza disso! hehehehehe
(Gravz: Eu vi essa ponta. Ridículo, mesmo)
Beijinhos!
(Gravz: Ele não é vilão. Ele é humano e não esconde a própria humanidade)
Baita empreguinho, hein?!
(Gravz: Ele merece cada centavo, não?)
Olha, pra ela gostar de algo assim, tem que ser muito, muito, muuuuito bom. Ela é tão ranzinza quanto o House (e por isso a gente se dá tão bem, aliás. rs).
(Gravz: É muito bom!)
E com The Wire, não dá para pegar o bonde andando... Tem que começar com a 1ª temporada.
E as frases deles são épicas. Uma espécie de "nirvana" em respostas que todos gostariamos de dar as vezes.
E estou tentando levar a metodologia HOUSE para o ambiente corporativo... embora meu chefe não seja a Cuddy tem dado certo. risos.
