A "IDADE SOCIAL" DO INDIVÍDUO
13/05/2008
A "IDADE SOCIAL" DO INDIVÍDUO
É comum que se fale em "idade mental", para em geral diferenciá-la do que seria o tempo de vida oficial de uma pessoa. Por exemplo, fulano tem trinta anos, mas tem mentalidade de quinze. Ou de sessenta. Isso porque suas idéias não acompanham às da maioria das pessoas com trinta anos.
Ok, ok. Mas e a "idade social"? Dessa, infelizmente, ninguém fala.
Porque o mesmo fulano pode ter lá seus trinta anos, agir como se tivesse quinze ou sessenta, mas ter um comportamento TOTALMENTE DIFERENTE QUANDO ESTÁ EM TURMA E/OU NA FRENTE DE OUTRAS PESSOAS.
E isso acontece muito.
Há pessoas, cuja transformação se dá de forma tão absurda, que chega a provocar espanto nos demais. O cara é todo pacato, extremamente sóbrio nas conversas reservadas, mas basta juntar meia dúzia que a coisa muda completamente. Ele vira o Silvio Santos, o Sergio Mallandro, o Datena.
Esse tipo de transformação é muito parecida com a das pessoas que bebem; talvez a presença de platéia cause alguma coisa similar à embriaguez alcoólica. Dê alguns graus de segurança e coragem, ou o medo provável dê vez a essa falsa segurança que se manifesta de forma espalhafatosa.
Bom, sei lá.
Eu sei que, em público, há pessoas que se transformam a ponto de interferir na percepção que temos de suas faixas etárias. Parecem mais novos ou mais velhos, assim que postos junto de uma multidão - seja ela amigável ou hostil.
Uma outra coisa que muda, e acho que isso já foi objeto de vários debates, é a coragem dos indivíduos. Não apenas todos são valentes para chutar "cachorro morto", mas também gostam de chutar quando há uma multidão dando suas bicas.
Em brigas de turma, por exemplo, aquele covardão que nunca arriscou participar de uma "treta", acha que é hora de experimentar uma voadora ou aquele chute giratório do Chuck Norris.
Numa briga mano-a-mano, claro que o caboclinho não passaria do puxão de cabelo ou simplesmente sairia correndo. Protegido pela segurança da turma, que confere garantia de integridade física e até mesmo um certo anonimato em meio à multidão, ele banca o Van Damme.
O "conforto da multidão amigável" agrega coragem à mesma proporção em que tira vários anos de idade de um indivíduo. É uma volta à adolescência, precisamente aos momentos em que o cérebro parava de funcionar e a "valentia" era a mesma de quando brigava com meninos mais novos.
Eu às vezes acho as pessoas muito chatas.
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transubstanciado por gravata às 13.05.08 | 13 comentários
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Comentários:
mando bem Gravz !
(Gravz: Opa! Valeu, zé!)
O "comportamento diferente" ao qual vc se referiu não seria apenas vontade de aparecer?
Quanto às idades: "Amo aquele que justifica o futuro e redime o passado: pois ele quer ir ao fundo pelo presente" (Assim falou Zaratustra). Será isso mesmo???
Bjo
(Gravz: Zaratustra tropeçava vez por outra, mas quase sempre acertava)
(Gravz: É, né? Ou quase toda)
(Gravz: É isso mesmo, Guilherme!)
(Gravz: Claro. Em vez de brigar, eu evoco tratados filosóficos. Se bem que isso provoca engulhos de chatice na galera e é mais eficaz do que um soco
Este final foi genial. Eu apenas completaria com: "...e as pessoas são chatas, previsiveis e tediosas..."
(Gravz: Sim, você está certo, Eduardo)
(Gravz: Hm. Não... Pq?)
(Gravz: Tem isso também)
"Chute Giratorio do Chuck Norris" chama Roundhouse Kick, termo cunhado pelo proprio.
(Gravz: Opa! Registrado!
Imagine a "idade anônima e solitária" dos indivíduos ...
Assim, todo mundo tira meleca e se diverte fazendo bolinhas. Isso quando não engole, né? Mas não pode fazer isso quando está em convívio social. Sabemos que este negócio de tirar meleca é coisa de criança. Mas ... e no caso dos adultos? é coisa de porcalhão ou uma volta à infância???? Aquela coisa de fase oral mal resolvida, saca?
Outro questionamento ... várias pessoas já me confessaram que cantam e/ou interpretam algum papel em frente ao espelho qd estão sozinhas. É coisa de criança ou coisa de maluco???
E mais uma dúvida ... qd estamos sozinhos, normalmente, bebemos água direto na garrafa... pergunta-se: somos porcos e preguiçosos e/ou crianções?
E por aí vai ... limpar o bico do sapato com o pano de prato ... limpar o chão do banheiro com a toalha dos outros ...
(Gravz: Eu canto no chuveiro. O resto eu não faço. Ah! Às vezes bebo coca-light da garrafa. Mas a garrafa é minha e só eu bebo mesmo)
E, realmente, às vezes, as pessoas são muuuuuuiiiiiito chatas!!!!!
(Gravz: Opa! Valeu, Cassia
(Gravz: Somos muitos. E muito chatos
