CINEMINHA 2 EM 1: "JUMPER" E "A LENDA DO TESOURO PERDIDO II"
25/03/2008
CINEMINHA 2 EM 1: "JUMPER" E "A LENDA DO TESOURO PERDIDO II"
Dois filmes ruins. Um só textículo (que também não é dos melhores). Segura:
Jumper
É um filme de herói que não é filme de herói. Explico: trata-se da história de um rapagote com o poder de se teletransportar. Mas ele não é um "herói", nem o filme se enquadraria no gênero que isso já se tornou.
Bem ao contrário - e de forma irônica - as personagens poderosas mencionam a Marvel em pelo menos dois diálogos; e os dois papos eram repletos das amoralidades clássicas dos anti-heróis.
Mas o fato de abrir mão do rótulo não significa que renegaram TODOS os clichês. Claro que não. Não há uniforme, identidade secreta nem a eterna luta do bem contra o mal.
De todo modo, o filme preserva alguns outros elementos, tais como: "a mocinha inocente e desprotegida", "os problemas familiares do herói", "a morte do familiar querido com quem não tinha uma relação das melhores", "um inimigo cujo propósito parece ser combater o herói por pura birra" etc.
Não vai mudar a vida de ninguém, mas vale pela diversão. O "darthvaderzinho" até que não é mal ator, e a "mina de The O.C." (*) também não compromete (até porque, vamos e venhamos, é preciso ser um bagre de proporções tobeymaguirísticas para comprometer um filminho assim).
O melhor de "Jumber", sem sombra de dúvidas, são os efeitos especiais. Há cenas que merecem entrar para alguma antologia de "efeitos para impressionar a rapaziada", como o busão teletransportado para o deserto.
E o conceito de "racha na avenida com carrão foda" também foi reformulado, já que a charola, bem como os poderosos meninos, pode ser teletransportada, permitindo assim ultrapassagens um tanto atípicas.
"Jumper" é mais um filme do que poderíamos considerar "nova safra da sessão da tarde"; o entretenimento infantil com efeitos de primeiríssima, ação alucinante, personagens superficiais e tramas de fácil assimilação.
A Lenda do Tesouro Perdido II
A continuação das aventuras do cientista que mistura Dan Brown com Indiana Jones não sofre o grande mal das seqüências. Ele mantém a mesma força do primeiro. Mérito do número "II"? Não. Apenas segurou uma fórmula medíocre.
Nicholas Cage não compromete. "Comprometer" é um exagero quando lidamos com um ator que ESTRAÇALHA qualquer possibilidade de divertimento. Ele FODE com o filme, mesmo. Se apenas comprometesse já seria uma boa.
Seu assistente, cujo nome não me ocorre e sinceramente não procurarei, é muito mais carismático e ouso dizer que possui qualidades dramáticas acima das de Nick.
Mas quem mata a pau - como sempre, aliás - é Harvey Keitel, numa pontinha tão miserável que não lhe permitiria uma indicação nem para "Melhor Figurante da Cunhada do Vizinho do Coadjuvante". Deveria ter aparecido bem mais, talvez no papel de vilãozão...
Helen Mirren (é essa a grafia?) aparece, mas não segura o rojão. Empresta à personagem a caricatura necessária para se enquadrar na obviedade do roteiro e da direção, mas com isso seus talentos dramáticos são desperdiçados (mais ou menos como acontecia e acontece com Michael Kane, sempre que o escalam para fazer merdas).
Enfim... Se "Jumper" é a nova safra dos filmes "sessão da tarde", é justo dizer que "A Lenda do Tesouro Perdido", seja o I ou o II, faça parte da antiga tradição dos filmes vespertinos voltados para a molecada.
É um "Tomb Raider" menos punheta e um "Indiana Jones" não tão legal. Sabem como?
(*) - Não vou procurar o nome do caboclo nem da menininha. O dela, sinceramente, até me senti inclinado a procurar. Mas, por amor ao entretenimento, eu os chamarei pelos apelidos de outros trabalhos, como devemos sempre fazer ao tratar de atores de menor importância :D
ps - Estou fazendo um monte de coisa e não revisei este texto.
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transubstanciado por gravata às 25.03.08 | 1 comentário
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Comentários:
(Gravz: Grite pelo Chapolim. Mas por que sua mãe escolhe justo o aniversário para falar dessas coisas? Ela acha que o tema combina com bolo, brigadeiro e sanduíche de carne louca?)
