NCIS: A MELHOR SÉRIE INVESTIGATIVA

15/01/2008

NCIS: A MELHOR SÉRIE INVESTIGATIVA

A série em epígrafe trata da agência de investigação ligada à Marinha dos EUA. Sua competência é desvendar crimes cometidos por ou contra marinheiros; entre outras funções excepcionais.

A sigla se parece muito com CSI - e na própria série (NCIS) isso já foi motivo de piada (a turma invade uma festa à fantasia e um dos convidados solta o chiste "ei, caras, vocês escreveram CSI errado! Mas ficou legal mesmo assim!").

Fórmula batida? Sim. Roteiro manjado? Nunca. Ao mesmo tempo em que tudo é muito natural, parece que cada elemento do seriado foi minuciosamente planejado para servir ao seu intento - qual seja: minimizar excessos, evitar estereótipos, manter figuras carismáticas etc.

Vamos por partes.

A Agência
Na primeira temporada, em vários episódios, fica bem claro que o orçamento por ali é baixo. Não há necessariamente uma pobreza, mas eles não dispõem dos recursos mirabolantes da CTU de Jack Bauer, nem contam com laboratórios e cientistas como os de Grissom em CSI.

A idéia, ao que parece, é fazer do ambiente algo mais "real"; justamente para que faça sentido a verossimilhança das personagens, que são o tópico seguinte.

Personagens
Grandes clássicos "revisitados". Vejam:

Gibbs, o Chefe

Leroy Jethro Gibbs (Mark Harmmon), chamado de Gibbs e de Chefe por quase todo mundo, é o líder da equipe acompanhada pelo seriado. Não é um anti-caxias (o que o difere absurdamente de Grissom) e um ex-fuzileiro naval (o que o aproxima um pouco de Jack Bauer). Mas é um ser humano - o que o distancia da personagem central de 24 horas.

Gibbs tem lá seus probleminhas, em especial uma perda familiar que o "assombra" e o enche de magoas. Mas, quase o tempo todo, é uma pessoa bem normalzinha: conversa, faz piadas, sai com o mulherio e, na hora do vamoquevamo, desce o sarrafo nos "bandidos". É um Jack Bauer humanizado, mais verossímil.

Anthony Dinozzo

Na série, é chamado de Tony; exceto por Gibs, que o chama pelo sobrenome. É o "galã", mas que às vezes se fode - rompendo assim com o paradigma da infalibilidade dos galãs de seriado. Ele é o grande espertalhão da equipe, pois quase sempre está à toa, mas misteriosamente aparece com o serviço em dia. Na hora do reco-reco, claro, ele também não dá moleza e vai pro pau.

Timothy McGee

É um agente de campo, mas meio bunda-mole. Em compensação, por ser um ex-acadêmico do MIT (especializado em processamento de dados e afins), seus talentos compensam em outras searas. Além de ser agente do NCIS, ele é também um escritor e ganha uma grana com isso (referência - proposital ou não - à cientista chefe do seriado Bonés). Apesar de ser um "nerd", ele se dá bem com a mulherada - inclusive, tem uma amizade pra lá de colorida com a gatíssima do laboratório.

Abby Sciutto

É com essa daí que McGee tem a amizade repleta de cores. Ela é talvez a personagem menos verossímil e ao mesmo tempo a mais carismática. Abby é especializada em informática, química, genética e tudo mais que for preciso. Uma espécie de caricatura desses "super cientistas" que todo seriado tem (claro que ela não chega às barbáries ficcionais de McGyver e de Marshall [Alias]). Ocorre que, além disso, ela é lindíssima, cheia de tatuagens, viciada em cafeína (o seriado INVENTOU um produto que ela toma, o "CafPow") e a cada episódio está com um namorado ou rolinho diferente.

Ziva David

Israelense, agente do Mossad, surgiu em alguns episódios como "colaboradora", mas logo foi agregada à equipe. Ziva é a mais casca-grossa do time (em alguns aspectos, mais que o próprio Gibbs), mas ainda assim não é uma biruta tresloucada como Jack Bauer. Ela protagoniza cenas de extrema violência, alternando-as com outras bem cômicas (como seus erros de pronúncia, seu "talento" para a direção ou algumas gafes bem pesadas).

Dr. Mallard

É o legista da equipe, um escocês cheio de manias malucas, dono de um carro antigo (e maravilhoso) COM VOLANTE DO LADO DIREITO, e sempre pronto para jogar conversa fora. É caricato na medida certa, muito mais para cumprir com a "função roteirístico" de personagem cômica. No decorrer dos capítulos, percebemos que se trata de um grande médico - além disso, é uma das pouquíssimas pessoas que podem ser chamadas de "amigos" de Gibbs.

Jenny

Na primeira temporada, o Diretor da agência não faz grandes aparições. Temos a impressão de que a equipe de Gibbs é mais uma entre milhares. Com a chegada da nova diretora, Jenny, isso muda. A personagem participa da rotina da equipe de Jethro - com quem já trabalhou na época em que ambos eram agentes dos EUA no exterior -, e rapidamente há uma reviravolta no roteiro, colocando o time de Gibbs como o principal (ele inclusive se torna Diretor Interino, nas vezes em que ela se afasta).

Enfim...
É diversão garantida, numa mistura "saudável" de aventura, drama e comédia. As personagens são muito bem trabalhadas, coisa que não ocorre, por exemplo, em CSI (parece que só o Grissom tem alguma profundidade, e isso se deve talvez mais ao talento do ator do que aos roteiristras).

Tenho comigo que o modelo empregado para elaboração da série é o de "Law & Order - SVU", outro seriado extremamente verossímil e humano, mas que trata da rotina policial e não se mete - por óbvio - em investigações de natureza federal.

Se você gosta de CSI, mas reconhece que é uma série muito "nerd", e também gosta de 24 Horas, mas tem noção de que tudo é muito inverossímil, o "meio termo" dessas duas se chama NCIS.

São cinco temporadas já prontas (não sei como fica a quinta, em razão da greve de roteiristas). Ah, e eu não me "esqueci" de uma personagem. Simplesmente não a mencionei porque entregaria o ouro e, claro, estragaria a graça de quem visse a segunda temporada.

Abby... Ah! Abby...
Abaixo, mais uma foto da atriz Pauley Perrette, que faz Abby Sciutto, a nerd-e-gata da série, cheia de tatuagens, toda doida e ao mesmo tempo uma mestre em praticamente todas as ciências conhecidas pela humanidade.

E vamoquevamo!

ps - obviamente, este texto não foi revisado.


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transubstanciado por gravata às 15.01.08 | 4 comentários



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Comentários:


Comentário de: Alexandre

O que tem a nos dizer sobre o Lost? Se já disse alguma coisa não li...

(Gravz: Falei que achava legal, isso na época da primeira temporada. Achei a segunda bem meia-boca. E a terceira me pareceu boazinha. Ou acabam agora, ou vão se queimar. Essa série não tem fôlego para cinco temporadas nem a pau)

PermalinkPermalink 15.01.08 @ 03:21



Comentário de: Edgar

Igualzinha minha esposa, sério.

(Gravz: Com todo o respeito do mundo, todo mesmo... PARABÉNS! :D)

PermalinkPermalink 15.01.08 @ 17:18



Comentário de: Adrina

Eu gosto de quase todas as séries que você mencionou, mas a preferida ainda é Law & Order: SVU, mas isso deve ser porque o meu trabalho tem [um pouco] a ver com o deles (eu também trabalho com violência sexual).

(Gravz: Eu trabalho com violência sexual. Mas no sentido figurado)

PermalinkPermalink 18.01.08 @ 17:05



Comentário de: Susu DiNozzo

Bem, foi óbvio pelo meu nick e pelo meu e-mail q eu ñ sou nem um pokinho fã dessa série, neh?
Ñ sou fã msm ñ...sou louca por eles
Eh minha série preferida e sempre será
Acho q nunca irão inventar uma série q tenha a msm química q NCIS
Enfim...adorei seu resumo da série e dos personagens, principalmente, pq eh meio povão (a linguagem) e eu adorei a sinopse do Tony...
Parabéns
E concordo com o título:
EH A MELHOR SÉRIE INVESTIGATIVA

PermalinkPermalink 07.05.08 @ 23:47



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