OS ATEUS FUTEBOLÍSTICOS MILITANTES
04/01/2008
OS ATEUS FUTEBOLÍSTICOS MILITANTES
Há os que gostam de futebol e, claro, os que não gostam. Há os torcedores fanáticos e, acho que todos os conhecem, há também os ANTITORCEDORES FANÁTICOS. Neste texto, falarei sobre este último grupo.
Sou contra todo tipo de fanatismo, mas o "antifutebolismo xiita" é especialmente idiota. Afinal, se alguém não gosta do esporte bretão, basta ignorá-lo. Ok, ok, no Brasil isso é quase impossível.
Mas daí a ter raivinha? Daí a "militar contra"? Façavor, né? Sem dúvida, esse é um dos papéis mais ridículos que alguém pode fazer; tanto mais quando a crítica antifutebolística vem acompanhada de algum argumento político ou supostamente "intelectual".
Este texto tem tudo para ficar imenso e desordenado. Melhor colocar ordem na provável bagunça antes que ela comece. Tratemos primeiro, portanto, do conceito geral de "ateísmo" e, em seguida, dos motivos pelos quais foi adotado neste caso.
Do Pensamento Ateísta
O crente acredita em Deus e o agnóstico não. Um crente pode TER CERTEZA da existência de Deus, baseado em motivos íntimos; o ateu TEM CERTEZA da inexistência de Deus, e alega ter base científica.
A motivação íntima do "crente que tem certeza" pode até ser cientificamente refutável mas, dentro do universo de suas convicções íntimas, é algo real e irrefutável. Já o subsídio científico do ateu-ateu, porém, não é 100% confiável (dentro de seu universo, qual seja: a ciência). Não há prova científica CABAL da inexistência divina.
Em suma: para ser ateu-ateu, é preciso ser mais crente do que o crente-crente. Se isso lhe pareceu estranho, leia, releia e repita o procedimento até assimilar o conceito. Em caso contrário, daqui em diante tudo vai ficar pior.
Da Adoção do Conceito
Usei a expressão "ateu futebolístico" exatamente para escapar do conceito REAL de agnosticismo. Richard Dawkins, cujo livro "Deus, um Delírio" está entre minhas leituras do momento, faz alguma troça com os agnósticos; mas no fim das contas se mostra parte desse grupo (embora, de forma contraditória, ele se defina como "ateu" - mediante uma "escala de crendice" que ele próprio criou muito provavelmente para se sentir confortável para adotar o termo "ateu" sem parecer um panaca).
As pessoas que odeiam o futebol e EXPRESSAM ESSE ÓDIO COMO MILITANTES DE UM IDEAL são muito parecidas com os ateus que militam contra o direito de se ter uma religião e adotar seus ritos. Por mais que achemos idiotas algumas crenças, e por mais que tiremos sarro, não faz sentido militar CONTRA o direito de se acreditar em algo ou de se praticar rituais místicos.
Futebol é Religião?
Não, não é. Nos dois casos, há motivações bem pouco racionais. Por que você é são-paulino? Por que é corintiano? Por que é católico? Por que é evangélico?
As respostas, em geral, serão parecidas: convicção pessoal, tradição da família, influência dos amigos... Tudo "começa" por aí, e a partir de certo ponto tais sentimentos podem ser irreversíveis. Ou então, claro, a "paixão pelo time" pode não sobreviver à pós-adolescência (bem como o fervor religioso).
Religião e futebol são semelhantes na forma como são assimilados e acompanhados pelos devotos/torcedores; mas são absolutamente distintos quanto ao SENSO DE REALIDADE.
Deuses são mitos. Jogadores são seres humanos reais. Isso basta para que se estabeleça uma importantíssima distinção entre a "fé religiosa" e a "paixão futebolística".
Torcedores e fiéis são parecidos nas festas e na fúria, mas os objetos de suas devoções são muito distintos sob qualquer ponto-de-vista.
O crente religioso acredita em alguma coisa mística sem que haja provas científicas de sua existência; o torcedor - mesmo o fanático - acredita em algo real e concreto.
E as eventuais mutretas do futebol não lhe tiram a característica de "algo real", mas única e tão somente subvertem a validade dos resultados - e a própria ocorrência de mutretas é uma prova a mais para a realidade (e humanidade, no pior sentido do conceito) do esporte.
E isso o dissocia sobremaneira da religiosidade.
Teses Clássicas do Ateu Futebolístico Militante
Essa figura engraçadíssima possui teses extremamente padronizados. Vejamos os mais corriqueiros:
- O Torcedor Não Ganha Nada
Não se trata apenas de um argumento financeiro (sim, alguns o usam com essa conotação), mas também uma assertiva "lógica". Na cabeça de um antifutebolista xiita, o torcedor não tem direito algum à comemoração, pois a vitória foi dos jogadores, do técnico etc.
Essa lógica é débil. Ainda acho mais sofisticado o rústico pensamento de que nós, torcedores, não levamos uma grana. Porque, de fato, não levamos. Ao contrário: financiamos a festa.
Mas dizer que "não podemos" comemorar porque "não somos os vencedores" é algo imbecil. A torcida não joga, ela torce. Vibra, sofre etc. Se o time perde, ela fica triste; se ganha, ela comemora. Claro que não é a torcida quem "ganha" o jogo; mas a vitória do time lhe dá motivo para comemorar, tripudiar, soltar rojões e ficar feliz.
- O Jogador Não Liga Para Você
É quase uma derivação da máxima anterior. Os jogadores, talvez até por marketing, é claro que "ligam" para a torcida. Mas, individualmente, nem sabem quem é quem. Isso é óbvio. Mas ninguém torce "para o jogador" e sim para o TIME.
O que é o TIME? É aquela instituição em que jogadores atuam. Claro que temos nossos favoritos, mas somos ranzinzas o bastante para mandá-los à merda quando fazem cagada ou vão jogar num time rival!
Não faz a menor diferença, para nós torcedores, se os atletas se importam ou não conosco. Uma bela vitória, principalmente num clássico, ou obviamente um título importante, na boa, vale mais do que, sei lá, uma "troca de consideração" entre "torcedor" e "torcido".
- Por Que a Rivalidade?
O futebol, como aprendi com meu sábio amigo Marcão, é um meio pelo qual deixamos fluir nossa "potência de guerra" (dentre outros instintos). A explicação é um tanto filosófica, mas eu vejo também um viés genético, pois todos somos resultado de anos de evolução, e carregamos, vamos dizer, alguns "genes de beligerância".
Desta feita, tirando os lamentáveis casos de fanatismo, o futebol cumpre uma função importante ao fazer com que tenhamos um meio para esvair nossa "potência de guerra", sem precisar sair por aí matando os outros. A rivalidade, sem violência, é algo inequivocamente saudável.
E, claaaaaro, bem mais saudável quando seu time é campeão e - NO MESMO ANO! - o arqui-rival é rebaixado.
- Não Há Sofisticação
Quanto maior a complexidade de um esporte ou jogo, tanto menor é o entusiasmo da moçada. A racionalidade de algo muito complexo afasta os que preferem disputas emocionantes. Talvez grandes partidas de xadrez possam ser comparadas a algumas grandes decisões dos gramados, mas a emoção do futebol não se repete em tantos outros esportes.
Não caio aqui na besteira de dizer que é uma emoção "única", porque obviamente há torcedores que vibram com o basquete, o futebol americano, o voleibol etc. Mas a questão aqui é a sofisticação: em jogos "bem elaborados", até pelo alto grau intelectual, não há muito espaço para a emoção.
E, sem emoção, meus amiguinhos, não há graça. Xadrez é música clássica e/ou dodecafônica; futebol é Beatles e/ou Roberto Carlos.
- É Tudo Combinado
Há todo um histórico de mutretas e roubalheiras no futebol, isso é inegável. Mas não podemos confundir exceção com regra. Claro que, quando se trata de Corinthians ou Flamengo, a regra é exceção.
Perto dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, perto da política em geral, perto das mais diversas religiões, enfim, perto de qualquer instituição, o futebol ainda é o que traz resultados mais confiáveis.
Talvez perca apenas para o jogo-do-bicho, esse sim praticamente 100% firmeza.
- Não Há Lógica em Torcer
Em primeiro lugar, É CLARO QUE HÁ LÓGICA. Embora o envolvimento seja EMOCIONAL, não quer dizer que não haja lógica no ato de torcer. Por que gostamos de tal time? Em geral, a resposta é ligada a algum fator emocional (logo, não exatamente racional).
Mas, UMA VEZ QUE ESTAMOS LIGADOS A TAL TIME, É MAIS DO QUE LÓGICO TORCER PARA ELE. Desta feita, o ato de torcer é totalmente lógico - embora a origem de tudo seja mais emocional do que racional.
Por falar em lógica, o raciocínio deste tópico é 100% baseado na boa lógica aristotélica desse nosso ocidente velho-de-guerra. Quem considera ilógico o ato de torcer, acredite, não sabe nada de "lógica".
- Qual a Graça do Futebol?
A pergunta é, ao mesmo tempo, a mais boba e a mais honesta. Nós, torcedores, encontramos MUITA GRAÇA no esporte. Mas, quando alguém faz essa pergunta a sério, é porque realmente não vê nenhum atrativo. E essa é, a meu ver, a causa mais legítima para não se gostar de futebol.
Não gosta? Ok, respeito. Temos que respeitar, ué! É risível alguém contestar o gosto pelo futebol usando a ciência, a "lógica", a religião ou alguma regra alquimista.
Mas dizer que não gosta é totalmente "dentro da regra". Só não pode fazer militância contra e tratar os torcedores como se fossem criaturas burras. Afinal, todos nós sabemos de todos os motivos que fazem alguém NÃO TORCER. Mesmo assim, torcemos.
Não somos como um religioso fanático que não conhece ou propositalmente ignora os argumentos que contestam sua fé. Nós conhecemos tudo, não ignoramos e MESMO ASSIM comemoramos aquele golaço do caralho que atravessou toda a grande área e estufou a rede.
É isso.
Já a Militância...
O que não acho aceitável - e me parece mesmo algo idiota - é quando alguém faz a pregação às avessas (ou antipregação), desdenhando do futebol e seus torcedores e, mais ainda, conclamando leitores ou ouvintes a deixar de lado esse tipo de paixão.
Quem gosta, gosta; quem não gosta, não gosta. E assim todos vivem em paz. É inaceitável e imbecil um torcedor fanático impor seu fanatismo a alguém que não goste de futebol; e é igualmente idiota e intolerável um antitorcedor fanático impor seu antifutebolismo xiita aos que gostam e apreciam o esporte.
* * *
Este texto é dedicado a Marcos Lúcio, Marcos Donizetti e Adaílton Persegonha.
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(Gravz: Exatamente. Por isso que a ciência não afirma "Não há pipoqueiros invisíveis", mas sim "muito provavelmente não haverá pipoqueiros invisíveis". E muita gente, eu me incluo, não acredita em Deus. Mas não pode afirmar, categoricamente, que ele não existe. É possível, quando muito, dizer que é bem improvável que ele exista. E só. O resto é sofisma engraçaducho)
Caro, eu lí vários textos sobre futebol nos últimos dias , e de uma forma geral, pelas reações, me pareceu que ter opiniões é tão graves que mereça serem combatidas com granadas. Ou o inferno. Segundo o credo ou a posição política.
Fora isso acho que acima de tudo o espaço dos blogs quebra uma regra que não fazia sentido: A da exposição de idéias alinhadas a um tipo de pensamento que não permitiam o debate.
Os blogs são ótimos por isso. É possível expor uma idéia a um debate.
O blog é um lugar onde o debate é possível, é o que vale.
Junte a isso a possibilidade de ser contestado, através dos comentários, e terão a mínima idéia da possibilidade da democracia, coisa que a fé não permite.
Ao menos que me engane, pela dedicatória, seu post é uma resposta irada e sem sentido a um post do Biajoni sobre futebol ( se vc não quiser publicar este comentário , paciência, de qualquer forma eu mandarei, por e-mail, uma cópia para ele). Entretanto, naquele espaço democrático não há nenhuma participacão sua.
E não me enganaria que em seu propósito de atacar as idéias daquele post, que talvez nem te leia, você esteja cometendo um erro. Porque houve muitos mais comentários contra que a favor aos argumentos do post. Mas acima de tudo, é importante lembrar, o debate foi democrático.
Mas destaco que o seu também o é. Porque esta aberto.
Mas destaco também que o que você afirma sobre o universo das convicções íntimas pode ser aplicado aos macacos às araras, aos camelos aos peixes inclusive aos crimes passionais.
E não há mérito de verdade em afirmar ou não a existência de deus. É exatamente contra isso que o pensamento racionalista trabalha.
Que a ciência não seja 100% confiálvel, é obvil , mas ela permite o debate, e está aberta as tranformações que decorrem da possibilidade de uma resposta contundente, ou não. Coisa que o dogma do crer não permite.
Quando você afirma que crê, isto é tudo, acabou o debate. A ciência não opera desta forma, ciência não é dogma, a ciência faz perguntas mais do que dá resposta. E a cada resposta surge uma nova pergunta. Porque não há resposta convincente. E isso é o que é bom. A fé encera o diálogo, já que não permite a dúvida.
Goste ou não, este é o novo édem, o fruto agora tem a ver com a gravidade e o peso. Estamos num novo paraiso, e não é só uma moral que se impõe.
É óbvio que Dawkins faz parte do tal 'grupo'. Ele faz parte do grupo dos seres humanos do século 21.
E me desculpe, a leitura daquele livro não permite afirmar que ele criou uma escala para se declarar ateu. Mesmo porque ele o é,. Mas antes de ateu é darwinista. Então é bom você revisitar suas escalas. Sugiro que você leia outros livros do autor antes de torna-lo segundo sua vontade, dogmático.
Talvez a tradução não tenha sido boa, e agora também cito o Idelber, que estava curioso sobre em saber qual seria o título do citado livro num certo post. Acho que ele foi otimista se preocupando apenas com o título.
Eu realmente não entendi sua explanação sobre o 'pensamento ateísta'. Primeiro você, num rasgo de obviedade afirma que ' O crente acredita em deus e o agnóstico não". Não poderia ser diferente.
E a coisa caminha.
Desprezando o objetivo principal do racionalismo (ciência) que é a dúvida, você afirma que a ciência não é 100% confiável. E assim você sugere que deus é provável, baseado no conceito 'irrefutável' que ele exista mesmo porque não é possível cientificamente provar que ele não exista. Já que a ciência não afirme (prove) o o contrário. Fazendo crer que é taréfa de quem não acredita provar. Seria interessante você ler São Tomaz de Aquino para perceber o esforço para enquadrar , a 600 (?) anos atrás , a idéia de deus..
Entretanto acreditar que somos filhos do barro, parece, para você, tão louvável quanto sermos parentes dos répteis ou coisa que nos valha.
Não há nenhum disparate, desde que haja iluminação nisto.
E assim você afirma, sem ser ridículo, que deus pode existir simplesmente.
Assim estamos no mesmo plano, embora não lhe pareça. Na dimenção da dúvida.
E minha vantagem é que eu faço perguntas.
Seguindo adiante,. você cita 'o direito de se ter uma religião'. Direito é por natureza um conceito humano. Se refere às relações sociais, e inevitávelmente invoca um ramo das ciências sociais. E mais uma vez racionalismo. Mais uma vez ciência.
Veja como estamos distantes dos dogmas.
Depois você pergunta; Futebol é religião?
E resolve isso com uma eficiência cientifica invejável, afirmando que 'deuses são mitos. Jogadores são seres humanos reais'.
Que faz supor, dada sua predisposição religiosa que os primeiros são melhores que os segundo
E ainda nessa escala de valores os segundo são melhores que nós.
É sobre isso que o post do Biajoni falava.
Sobre poder. Não o nosso, mas da manipulaçã a que somos submetidos quando gritamos gol.
Não era sobre o sentimento rasteiro da fé mistica.
Fora isso, por final você estabeleceu uma polêmica. Misturou uma porção de coisas num só calderão. E ai só deus sabe ' dos motivos pelos quais foi adotado neste caso'.
Abraços
(Gravz: Eu juro que não li tal texto de que você fala. Dediquei a três amigos que, cada qual a seu modo, têm devoções tanto futebolísticas quanto religiosas. Não tenho qualquer devoção religiosa, mas tenho minha, digamos, "crença futebolística". E, de fato, eu deveria ter sido mais sintético em meu texto. Igualzinho seu comentário, né? Super sucinto, direto, sem rococós... Tudo bem que o espaço é "democrático", mas vc é chato pra diabo, Frank! E eu não tenho predisposição religiosa. Ao contrário, não tenho fé mística alguma. Não acredito em nada. Sou cético. Mas eu leio sobre religiões, e procuro aprender um pouco para escapar dos achismos e das mesmices de boteco; coisa que você não faz. Você não sabe sobre o que fala. Defende algo/alguém de um ataque que não fiz. Eu acho o antifutebolismo militante uma imbecilidade. Mas não quis atacar um ou outro imbecil em específico. Foi um ataque genérico. Assim como quem acha o torcedor um imbecil por certo não ataca a mim, mas a todos que torcem. Em meio a isso tudo, há sempre alguém que consegue ser mais idiota que todos nós juntos, não entende nada, e inventa uma briga onde não há nada além de um debate. Leia mais, frank. Mais. Bem mais. Se o Marcos Lúcio não estivesse na Bahia, em férias, ele muito provavelmente pegaria todo esse seu apanhado sofismático e trituraria por meio de argumentos engraçadíssimos. Eu queria ter a base que ele tem, para tornar tudo ainda mais dramaticamente humilhante)
Eu só estou fazendo piada.
É que acho engraçado contestar, argumentar.
Tá certo fico parecendo um chato,
Mas falta em ti um pouco de humor para compreender.
Fui sim, igual a ti, sofismático, mas entenda se vc não tiver uma resposta negativa a coisa pode ficar chata. E ai é foda.
Mas caro Gravatai, eu realmente não sou tão chato quanto pareço assim com o vc não deve ser também.
E longe de mim ser um adepto do 'achismo'.
Sou muito atento na leitura. É minha área. Por isso é fácil para mim fazer graça com as palavras.
Vc já é o suficientemente dramático, para ser engraçado, não precisa de seus amigos.
Pra mim o problema de escrever é que me falta aquela coisa que que sobra no Wood Allen... graça.
Então fica parecendo provocação.
Mas vc já esta acostumado. Não reclame de mim, há pessoas piores que eu.
Por exemplo, posso ser um chato mas nunca fui mal educado aqui.
(Gravz: Eu poderia jurar que a literatura seria sua área, mesmo! - isso foi uma piada
Oara mim, Clube de futebol, falido, deveria fechar para dar exemplo de que o crime não compensa.
(Gravz: Raul, me diga qual é o ÚNICO CAMPO DA ATIVIDADE HUMANA no qual não há uma máfia instaurada. Por favor, não estou te pedindo dez ou cinco exemplos. Apenas um. Fico no aguardo... No mais, eu não digo que os antifutebolistas não têm razão. Eu digo que a militância antitutebolista - e são conceitos diferentes! - é algo idiota. E é, mesmo.)
(Gravz: Talvez - talvez, hein... - fosse mais produtivo começar mudando o universo político. Daí, em seguida, vamos para o futebol, o vôlei, sei lá, o tênis, a bocha...)
Modesta primeira opnião no blog de um leitor assíduo, Abraço...
PS. Já fui, por muitos anos, profundamente religioso, já fui ateu futebolístico tbm...
Hoje sou ateu (bem calmo e tolerante) e satisfeitíssimo torcedor do maior de todos: o Tricolor Paulista!!!!!
(Gravz: A doutrinação não sobrevive à pós-adolescência. Claro que ela existe, mas há muitos casos de crentes que o são por motivos íntimos, sim. Aliás, não dá para acreditar numa religião se não for por uma questão de intimidade)
Portanto, Agnosticismo é um tipo de Ateísmo.
Mas entendemos o contexto que tentaste usar no texto.
Abraços!
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