FILMINHOS DE “FÉRIAS” (*)
30/12/2007
FILMINHOS DE “FÉRIAS” (*)
Estou meio viciado nesse negócio de Podcast, então vamos quebrar um pouco isso aí, né? Tratarei, "por escrito", dos dois filmes que vi ontem. Vamolá:
Motoqueiro Fantasma
APESAR DE NICHOLAS CAGE (que é um bom ator, mas nesse filme está simplesmente uma merda), o filme é razoável. Não chega a ser bom, é claro, mas também não despenca para o nível do "ruim".
Fica no razoável, mesmo, sobretudo nas condições em que o vi: durante as férias, no DVD, comendo pipoca etc. Acho que, no cinema, talvez a nota seria um pouco pior (variando aí, e sempre negativamente, de acordo com o tamanho da fila, a lotação da sala e outros fatores absolutamente extra-filme).
Eva Mendes é uma grata surpresa: faz seu papel (a cláááááássica "mocinha que tem uma ligação com o herói") de maneira adequada e tem o detalhe de ser bonitona. Ok, e gostosaça também.
O argumento é ao mesmo tempo bocó (porra, é filme de herói!) e superficialmente religioso. Como é comum nessa modalidade cinematográfica, tudo é uma grande desculpa para o camarada sair por aí fazendo justiça.
Mas os roteiristas poderiam ter melhorado um pouco a profundidade da personagem de Nicholas Cage. Aquele Johnny, convenhamos, é um "nada". E ele é APENAS o protagonista. Assim não dá.
As cenas de ação (pelo menos!) são relativamente impressionantes, e os momentos de humor alternam entre o "engraçado" e o "piadinha do ary toledo".
Filminho para ver em casa, quando não houver mesmo outra coisa a ser feita. Ou quando a opção seria, sei lá, o Roda Viva com o Aécio Neves ou então algum filme do Irã.
Escrito nas Estrelas
Excelente filme! Excelente, mesmo! Temos a péssima mania de tratar a "comédia romântica" como se fosse um gênero menor. Mas isso é ridículo. O que seria, por exemplo, um "gênero maior"? Filme francês chatongo? Então, meus caros, eu fico com a boa e velha comédia romântica.
Voltando ao filme, trata-se de uma história açucarada sobre um rapaz e uma garota que se encontram por acaso e imediatamente se encantam. Ele, cético, não acredita em destino; ela, crédula, é uma grande defensora desse tipo de misticismo.
Desta feita - e sem que trocassem um beijo decente! (ou indecente, o que seria até melhor...) -, ela escreve o nome do cara numa nota de cinco dólares e seu próprio nome (tudo com telefone) na primeira página de "Amor nos Tempos do Cólera" (referência de argumento que nem todo mundo pode sacar).
Daí, é aquela coisa, o tempo passa e eles se encontram. Sei que não "estraguei" o filme porque não existe comédia romântica sem final feliz (com exceção, talvez, de "Doce Novembro", que em alguns momentos mais parece tragédia romântica do que outra coisa).
A grande questão, a meu ver, é que "Escrito nas Estrelas" não se trata de um filme que revela o "triunfo do destino". Nada disso. E não faço aqui uma interpretação mirabolante. É só ver o filme.
Trata-se do triunfo do amor, mesmo. O amor que é irracional, instintivo, violento e absurdamente forte. Mas que só pode ser consumado mediante iniciativas racionais. É essa a associação que as personagens precisam dar início para que as coisas dêem certo.
Encontrar ou não o livro e a nota passam a ter um significado acessório. Ambos, antes mesmo disso, já têm certeza do que sentem e do que querem. E então apenas procuram tais evidências como se fossem uma "justificativa cósmica", quando na verdade já estão decididíssimos a respeito do que fazer.
O filme fala de destino e brinca com isso - inclusive, na minha opinião, com uma postura bem cética e até mesmo irônica. Mas o tema central é o amor. E o amor vence porque as duas personagens resolvem vivê-lo.
Simples assim. Complexo assim. Bonito assim.
Vejam. É um filmaço. E pau no cu dos idiotas que vêem na "comédia romântica" um gênero inferior. Inferior é o intelecto desses panacas que não lêem livro algum e procuram, no cinema, algum tipo de instrução.
São os imbecis que pretendem ver as salas de projeção transformadas em "telecurso segundo grau jean-luc godard".
Vejam o filme! É lindo!
(*) - minhas "férias" duram até o dia 2...
(é claro que não revisei o texto... preguiçadosdiabos)
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transubstanciado por gravata às 30.12.07 | 9 comentários
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Comentários:
beijos, moço
(Gravz: Pois é! O filme é ótimo! Foi uma gratíssima surpresa. E o filme nem tem mensagem trotskista ou algo assim
feliz ano novo!!!
(Gravz: Nossa... Seu namorado sabe que você adota essa tática? rs)
(Gravz: Ah, ta)
Se listarmos os filmes deste gênero, veremos que poucos se salvam. Dentre este o "Escrito nas Estrelas"
Realmente é um bom filme.
Feliz 2008
Helvécio
(Gravz: Sei lá... Eu ainda acho "terror", por exemplo, bem pior. Filmes sofríveis, ridículos, risíveis...)
(Gravz: É, acho que você tem razão.. Mais ou menos como aquele filme da Julia Roberts, do cara com Leucemia - aliás, curiosamente, nos dois filmes há o câncer!)
Eu tinha mais coisa em mente quando resolvi comentar. Mas o comentário da aninha me deixou grilado... Será que pareço o Nicolas Cage? Será a mesma Ana? Que merda!
(Gravz: Filme francês também é uma fórmula. Iraniano, então, nem se fala. E vamos torcer para que você não seja o ex da Aninha....rs)
Ivo...querido...quanto ao fato de você ler um post na internet e ter certeza de que fui eu só por causa do nome da autora...quer algo mais romântico que isso? Então eu sou a única Aninha que existe, é? Achei lindo! Ah, não precisa fazer terapia, você não parece o Nicolas Cage, você é bem mais interessante.
(Gravz: E assim este blog se consolida como um ponto-de-encontro para pessoas solteiras que procuram um amor)
Mas já que estamos aqui (neste quase-fórum), esqueceram de citar o excelente "Como se fosse a primeira vez". Um dos poucos do gênero que eu gosto.
(Gravz: Esse eu nem sei qual é)
Ah, Ivo, você é caso raro, nenhum psicólogo dá jeito! Outro.
(Gravz: GM - Blog e Agencia Matrimonial)
