A(DES)VENTURAS COM DRI EM SP
10/07/2007
A(DES)VENTURAS COM DRI EM SP
Todos sabemos que as grandes e verdadeiras amizades são marcadas por momentos de extrema alegria e também por situações muito tristes. E, claro, há sim muita "briga" dentro de grandes amizades - de discussões acaloradas a briguinhas aparentemente feias. Mas o que define a grandeza de uma amizade é justamente a capacidade de não apenas superar tudo isso, mas fazer com que tudo pareça pequeno.
Ok, parei com a bichice. Uma grande amizade também serve para compartilhar momentos engraçadíssimos.
Minha melhor amiga, a Dri, veio de BH para São Paulo neste final de semana. Passamos por duas situações bizarras. Vejam:
O Terceiro da Mesa
Estávamos em uma padariazinha descolada, dessas famosas, para tomar um café. Ela não conhecia o lugar e seria uma ótima oportunidade para apresentá-la ao recinto. Na pequena fila, logo atrás de nós, havia um casal com um bebê de (juro!) um mês. Não deveria ter mais de um mês. Era um micro-bebê, mesmo. Até aí, tudo bem. Demos a vez para eles.
A atendente, pessoa de intelecto brilhante, solta a seguinte pérola, ao falar com o casal que trazia consigo aquele ser humano de 4 quilos: - Mesa para três?
O pai olha com certa tristeza para a moça, notando que é um desses casos de burrice incorrigível. A mãe, menos compadecida com tal mazela, apenas corrigiu: - Para dois, né?
E a moça, que a meu ver não se deu por vencida (afinal, é brasileira, não desiste nunca, sabe como?), assentiu com a cabeça naquelas de "não vou contrariar o freguês".
É mole? Um bebê de UM MÊS!!!! E a atendente acha que estava certíssima ao supor que cada um se sentaria em uma cadeira. Na hora, Dri e eu pensamos em três respostas:
- Não, não. Mesa apenas para dois. O pequeno Otavinho ficará em pé. É bom para ele aprender. A ficar em pé, claro.
- Não, não. Mesa para quatro. A namorada do Otavinho já está a caminho.
- Não, não. Mesa para cinco. Os dois irmãos mais novos do Otavinho chegam já. Estão apenas manobrando os respectivos jipes.
A Salada
Agora, já quase embarcando, passamos rapidamente numa lanchonete. O lugar é legal, desses caros. Pedimos uma entrada famosa, e também uma salada. Tudo ia bem, até que numa garfada, notei que além de alface havia fisgado uma criatura um tanto diferente do que se costuma ver em saladinhas saudáveis.
Chamei uma moça que lá do restaurante. Segue o diálogo havido:
- Olha, tem um negócio aqui na salada... - eu falando bem baixinho
- Não é do molho? - responde a gerente do lugar (olha que sorte, veio logo a gerente sem eu pedir para falar com alguém da gerência!)
- Não deve ser. O molho está num potinho separado. Isso aqui veio na salada...
- Vou trocar agora mesmo, senhor!
Ficou por isso. Sim, eu sei, foi sem graça. Queria ter dado uma daquelas respostas inesquecíveis. Mas a Dri não gosta, ela acha grosseiro e quer resolver tudo sempre com calma, diplomacia, paz, amor, carinho etc. Visita tem sempre razão, de modo que fiz da forma como ela recomendou.
Mas, depois do papo, pensamos em algumas outras coisas que poderiam ser ditas:
- Olha, a culpa é toda minha. Pedi sem lombriga, mas acabaram colocando. Da próxima vez eu deixarei claro que quero SEM LOMBRIGA. Mas vocês não têm como adivinhar, né? De todo modo, será que vocês poderiam ser gentis o bastante para trocar esta salada mesmo tendo sido uma falha minha essa falta de clareza ao pedir?
- Mocinha... Seguinte: Há um nematelminto na minha salada. Tem alguma opção sem nematelmintos - e também platelmintos, anelídios e demais seres dessa laia?
- Escuta, amiguinha! Vocês trouxeram este verme, que provavelmente é um opcional. Eu não pedi, então suponho que seja uma cortesia da casa. Assim, pagarei pela salada, mas espero não ter que desembolsar alguma quantia exorbitante pela criaturinha que, aliás - e graças ao bom Deus! - , nem cheguei a comer.
Em tempo: Ela REALMENTE perguntou se "era do molho". Juro. Pedi molho "blue cheese", que é uma papagaiadinha feita com roquefort. Não sei como é a receita da casa, mas tradicionalmente esse tipo de molho não leva nenhum parente da planária, da minhoca ou da já mencionada ascaris lumbricoidis.
Enfim, é isso. Blog em ritmo de bloguinhodiarinho e vamo que vamo!
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transubstanciado por gravata às 10.07.07 | 10 comentários
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Comentários:
(Gravz: É mesmo! Deve ter algum molho lá à base de nematelmintos, planárias e quejandos)
(Gravz: Ok, ficou registrado. Com ressalvas, claro)
(Gravz:
Uma vez fui a uma pizzaria, dessas de rodízio.
Depois de 15 minutos esperando a pizza aparecer um amigo meu chamou o garçon e pediu para que chamasse o gerente.
Chega o gerente, meu amigo olha bem sério pra ele e fala:
- Amigo, boa noite.
- Boa noite!
- Isso aqui é uma pizzaria? (falando muito sério)
(o gerente olhou confuso, e ele continuou..)
- é porque até agora não encontrei pizza aqui, será que não entrei no lugar errado?
(o cara ficou furioso e apenas soltou)
- É que estamos com muito movimento, mas sim, é uma pizzaria (este final foi dito com ódio nos olhos).
o pior de toda história é que não tinha quase ninguém no local; que era meio surreal, um ambiente gigantesco com meia dúzia de garçons.
o pior é que nessas situações, se não for o caso do reclamante ser consumidor e o reclamado o ofertante, a chance de todo mundo no local te olhar e rotular de grosso, idiota e o que mais for é gigante.
Gosto de fazer esse tipo de coisa quando aparece a chance, mas sempre saio mal visto e às vezes ameaçado. Foda é que, principalmente, se a pessoa é mais velha, ela sempre vai ter razão.
(Gravz: Isso me faz lembrar a Pizza Hut de Salvador...)
Pedi um suco de laranja sem açúcar.
O atendente, num ritmo mais que devagar, um tempão depois, me trouxe o suco.
Só que ele COLOCOU açúcar.
Então, a cena foi a seguinte:
- Amigo, eu pedi sem açúcar, lembra?
Ele:
- É verdade.Mas não se preocupe. Mexe não (naquele sotaque totalmente baiano), que tá tudo no fundo, não tem problema. Mééxe não!
Assim os estigmas têm que se confirmar. Melhor, impossível
(Gravz: Epa! Já ouvi essa história de umas 20 pessoas. E todo mundo diz que passou por isso. Ou os garçons de lá fazem de sacanagem, ou então alguém aí está mentindo!
Beijos!
Má
(Gravz: Pois é... Parece que um deles tinha um Maveco
Conheço alguns casos:
1. Meu amigo francês e a mulher foram jantar num resaurante lotado. Na hora de chamar o garçon, nenhum deles escutava. Se escutava não atendia. Se atendia dizia que já voltava e nada. Lá pelas tantas, ele jogou um prato no chão. O restaurante inteiro ficou em silêncio olhando pra ele. todos os garçons olharam. Ele muito calmamente falou: "A conta, por favor."
2. Eu estava tomando um suco com um amigo num shopping em Curitiba. Aquela coisa de sentar, pedir dois sucos, ficar um pouco e ir embora. Num determinado momento, o garçon veio cobrar. Meu amigo disse que não pedimos a conta. Passou mais um tempo e o cara voltou. Eu disse que não pedimos a conta. Mais um tempo e garçon voltou. eu, fina que só, perguntei: "Você está precisando da mesa? Quer que a gente vá embora? a gente pode ir, se você quiser muito!"
Meio bar olhou pra mim. O garçon pediu desculpas e saiu com o rabinho entre as pernas e meu amigo até hoje conta pra todo mundo que "eu encaro o garçom."
3. Eu de novo. Fui a uma churrascaria de rodízio com o meu marido, há anos, em Curitiba também.
O garçon chegava na mesa e perguntava só para o meu marido: "Picanha, senhor?" quando eu dizia que queria, ele passava reto. Voltava pra mesa e oferecia mais alguma coisa, só pra ele. Quando eu pedia, o cara saía. Vendo que meu digníssimo marido ia se divertir com isso o almço inteiro, mas não ia me salvar, eu parei o garçon:
-"Escuta, você tem algum problema com mulher?"
- Não senhora...
- Seu patrão lhe ensinou a só dirigir a palavra aos homens?
- Não senhora.
- Eu lhe pareço vegetariana?
- Não sei não senhora...
- Então, ou você começa a me servir e me oferecer alguma coisa, ou pode ir servir outra mesa e chamar outro garçon pra me servir.
Depois, claro, vem o gerente, depois vira tudo o ataque dos espetos assassinos.
Eu simplesmente não sei fechar a boca!
(Gravz: Eu também não sei fechar a boca. Por isso estou gordo)
(Gravz: Valeu, Marcio!
