“QUARENTA ANOS CAETANOS”, SEGUNDA CAIXA
23/05/2007
“QUARENTA ANOS CAETANOS”, SEGUNDA CAIXA

A gravadora Universal lançou a segunda caixa, de uma coleção de quatro, que pretende reunir as obras lançadas por Caetano Veloso ao longo de 40 anos de carreira. O nome da coleção é "Quarenta Anos Caetanos".
Hoje, está na moda falar mal dele. Mas como eu quero mais é que a moda se foda, falarei bem. E muito bem. Vamo que vamo.
A caixa reúne discos lançados de 1975 a 1982; ou seja, de "Jóia/Qualquer Coisa" até "Cores e Nomes". Caetano já tinha deixado a Tropicália para trás, bem como já estava firmado como um grande nome da MPB.
Durante esse período, seguramente, lançou os discos que reúnem as canções mais famosas, que são maioria em quase todas as coletâneas. Nessa época, também, Caetano se consolidou como um dos melhores cantores e intérpretes da música brasileira.
Talvez por isso, no disco de "raras e inéditas" os grandes destaques são composições dos outros; uma dos Rolling Stones (Let it Bleed), duas do Gil (O Seu Amor e Chuck Berry Fields Forever) e uma de Caetano e Gil (São João Xangô Menino).
Aliás, merece menção honrosa o lançamento das versões "em estúdio" dessas três canções originalmente constantes do CD ao vivo "Doces Bárbaros". Tecnicamente, todas elas são bem melhores nas versões lançadas agora, mas, ao vivo, são muito mais emocionantes.
Por fim, resta mais uma vez aplaudir o trabalho de Charles Gavin, que é um dos responsáveis pelo projeto e cujo nome já se transformou em verdadeira "grife da remasterização".
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transubstanciado por gravata às 23.05.07 | 11 comentários
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Comentários:
(Gravz: Pois é. Ninguém olha um quadro e diz 'é lindo, mas o pintor é chato'. Só brasileiro, mesmo.)
Quanto à musica (que, de fato, deveria ser o mais importante), nunca fui grande fã, mas reconheço q ele fez algumas coisas bem interessantes.
(Gravz: Ficar atrás das tendências? Apenas citando a parte recente da carreira: ele colocou violoncelo na MPB, no auge da modernização 'techno'. Reintroduziu a batida afro, quando ela já tinha saído "da moda" fazia dez anos. Gravou um CD de músicas em espanhol, quando isso não era nem de longe uma tendência. Gravou um disco com Jorge Mautner quando ninguém nem mais sabia o nome do cara. Sim, Caetano fala pelos cotovelos. Mas não é um oportunista. Mesmo)
Não é que tá na moda falar mal do Caetano, é que eu, em meus 22 anos de vida, NUNCA gostei dele!
Enfim... gosto mesmo assim de ler aqui!
Beijos
(Gravz: Com um ano de idade você já não gostava? Acho o máximo isso de computar todos os anos da vida nessa conta do ódio!)
Bjos
(Gravz: Ele é foda!
Tive muito disco dele. Tive tudo dele. Não desgrudava da TV naquela época de especial Chico e Caetano.
Mas, o tempo passa amiguinhos...e tudo permaneceu lindo até "Cinema Falado" documentário que meu Q.I. jamais alcançou. E foi aí que o incrível Caetano resolveu que tinha que falar, falar muito, falar sempre. E me desculpe: ele é chato!
Eu quero que a moda se exploda. Tá na moda gostar de Otto, Lenine, Ana Carolina, Maria Rita...e eu não consigo. To velha pra seguir modinhas. Eu não gosto mais dele mesmo. Assim...MESMO.
Mas eu te adoro Gravata.
E respeito a sua opinião.
(Gravz: Não é minha opinião. É gosto. Opinião deriva de um raciocínio. Gosto é predileção estética, mesmo. Não é racional
Abraços
(Gravz: Pois é. Hà coisas que são objetivamente ótimas, mas subjetivamente não nos agrada. Música clássica, por exemplo, é algo assim. Não tenho dúvidas de que alguns compositores são inequivocamente gênios, mas simplesmente não me sensibilizam. Aliás, muitos deles eram chatíssimos em suas opiniões; e seria uma bobagem julgar sua obra por isso)
adoro o trabalho do caetano!
ele é tão foda que até "parabéns pra você" na voz dele fica divino...

(Gravz: Ele é o melhor cantor do Brasil!
(E, na minha opinião, não gostar de Caetano e, por conseguinte, de música brasileira inteligente e inventiva, meu amigo, aí já é MAU GOSTO, só isso!)
E viva Caetano!
Bjs.
(Gravz: Opa!
vou fugir do assunto aqui, só pra te dar os parabéns pelo texto sobre a invasão (essa sim) da Reitoria da USP pelos vagab., opa, alunos, postado lá no Imprensa Marrom. Muito bom.
Um abraço.
(Gravz: Opa! Valey, Mayson!)
E estou totalmente de acordo com o Gravata: É gosto. Mal gosto pra você. Meu gosto pra mim. Fim.
Quanto à chatice, bom... eu não tenho saco pra ouvir gente chata. Mesmo se for um gênio chato.
