ELE, O BAIXISTA
16/05/2007
ELE, O BAIXISTA
Diz a lenda que o handebol foi inventado por um cara que não sabia jogar futebol nem basquete. Assim, tratou de criar seu próprio esporte, misturando os outros dois, para conseguir ser bom em alguma coisa. Enfim, lenda é lenda, não podemos atestar a veracidade.
Algo parecido com esse procedimento lendário ocorre com 99% dos baixistas. Eles não inventaram um jogo, mas partiram para esse instrumento por falta de talento para tocar os demais.
Farei outra analogia futebolística (tô parecendo o Lula!): eles são como aqueles meninos ruins de bola que acabam se tornando goleiros por exclusão. Via de regra, o baixista é baixista por exclusão.
A moçada resolve montar uma banda. Cada instrumento é tocado por quem mais ou menos sabe usá-lo. Mas e aquele outro, super gente boa, que também quer fazer parte? Ah, ele fica no baixo. É sempre assim. Ou por imposição coletiva, ou por uma solução inteligente do próprio excluído. "Peraí, gente, eu posso tocar baixo!", ele diz. E fica tudo resolvido.
Alguns, de fato, acabam aprendendo e se tornam feras. Outros trocam de instrumento. Mas muitos, muitos mesmo, ficam apenas no estágio inicial. São os "baixistas por inércia". Acabam tocando baixo no vai-da-valsa da formação da banda, como aqueles que vão para o gol porque alguém precisa ficar entre as traves para a pelada dar certo.
Para piorar esse quadro, poucas bandas que dão destaque para o baixo (e o baixista). Além disso, não há muitos aparelhos de som que permitem uma audição razoável do instrumento. Assim, seu som está em franca desvantagem quando a molecada ouve uma banda e "quer fazer igual".
O infalível Instituto DataEu constatou que o baixo é o instrumento com maior "taxa de abandono". Para cada ex-guitarrista há, em média, uns 6 ex-baixistas (só incluo os que realmente tocaram alguma vez na vida, e não os que compraram uma guitarra para fazer graça, pois esse grupo é formado por milhões de palermas).
Enfim, é isso. E é bom ressaltar que há, claro, os ótimos baixistas. Meu grande irmão JazzFunk, por exemplo, é um exímio tocador de contrabaixo. Tenho certeza, porém, que ele concorda com tudo isso que eu disse.
Afinal, os bons baixistas são as principais vítimas dessa babaquice.
E vamoquevamo!
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Comentários:
Eu sou apaixonado por baixo... sempre quis ser baixista, entrei numa banda, como tecladista, depois me mandaram para o violão, depois assumi a guitarra (sempre sonhando em ser O BAIXISTA), ai meu pai me deu uma bateria (SEM EU PEDIR) e pronto... meu sonho de ser baixista foi por "água a baixo".
Contudo, nos idos dos meus 15 anos, uma banda sabendo do meu "talento baixista" me chamou para fazer parte da banda, toquei baixo uns dois anos (chegando a tocar em shows com um público até razoável), tocava razoavelmente bem, mas aí a paixão pela bateria (e a grana que já tinha gasto com a danada) me fizeram optar por ela.
Tive baixo até os 17 anos, mas vendi... hóje só tenho minha guitarra, meu violão, meu teclado e minha batera...
Logo... sou um "ex-baixista" e estou dentro da sua eu-statística...
Contudo, sempre que minha banda faz algum show, faço questão de tocar pelo menos uma música no baixo... tá aí, instrumento por qual eu tenho verdadeira paixão! Hoje quando chegar em casa, vou arrumar um contrabaixo pra tocar... deu saudade!
(Gravz: Viximaria..
Eu toco baixo E sou goleiro. Aí você começa a me ofender. hahaha
Cheguei a jogar nas categorias de base do grande Furacão da Baixada. E, ao contrario dos que você encaixou em suas pesquisas, eu era sempre o primeiro a ser chamado para as peladas. O goleiro faz toda a diferença.
Quando ao baixo não posso dizer a mesma coisa. Sempre fui mais ou menos. Aí eu emprestei para o meu irmão, que desistiu do violão porque "é muito difícil" e agora também toca baixo...
Mas vale lembrar dois nomes. Flea e Paul McCartney...
Muito melhores do que toda uma lista de guitarristas por aí.
(Gravz: Categorias de base do "Furacão da Baixada"? Ave! Quanto aos baixistas, você esqueceu aquele do Primus, bem como mais uns outros. Há uma lista de dez bons baixistas. Para outra de 100 bons guitarristas)
(Gravz: Não emitirei juízo de valor. Melhor assim
(Gravz: Muitos ótimos goleiros surgiram assim)
Na música, eu sou cantora. Não por exclusão: a família toda é de cantores...
(Gravz: Tipo Família Lima de vocalistas?
Loser! Ok...vou ali me matar e já volto.
(Gravz: Cesta no handball?)
(Gravz: Ah, ta!)
(Gravz: Sim, há baixistas com destaque. Mas pergunte ao Mr. Hook como foi que ele começou a tocar na banda...)
uma coisa que vocÊ não citou: alguns baixistas tbem conseguem êxito partindo para o campo da "produção". Exemplos: Geddy Lee é o baixista e tbem produtor do RUSH. Gerg Lake é o baixista e tbem produtor do Emerson Lake and Palmer, Chris Squire, baixista do YES, tbem é produtor....temos vários exemplos.
viva a coadjuvância do contrabaixo!!rsrs
(e valeu pelo elogio...rs!! ainda serei um bom baixista)
(Gravz: Você já é um bom baixista e sabe, como ninguém, o quanto é foda ver o contrabaixo ser machucado por mãos inábeis rs)
(Gravz: Isso acontece porque os demais guitarristas são melhores. Eles se destacam, pois são geniais. É o caso, também, de Arnaldo Dias, dos Mutantes)
(Gravz: Verdade... O baterista é quase sempre o alvo das piadas)
Eu resolvi ser baixista por gosto mesmo, e também para ser diferente (é...tonto mesmo!). Mas aí descobri que o baixista pode ser o cara mais feliz da banda.
Ele tem uma responsábilidade com o andamento da música, mas não tanto quanto o baterista, e precisa saber as notas, mas não aparece como o guitarrista. E por aí vai...
Percebi que o baixista se diverte muito, aparece quando quer (um solo ou riff diferente) e quando rola grana recebe igual! É a profissão perfeita! hahahahah
Só que comigo o que rola mesmo é o arrepio dos sons graves. Isso sim é único!
Abraços!
(Gravz: Certo, Antoni! Abraço!)
(Gravz: Há, sim. As que fazem Arremesso de Martelo. Mas são feias demais)
Abraços
(Gravz: Time chamado "Os Brutos"???? rsrs)
(tá...mas tinha perna grossa. droga)
