LILI: COMPARANDO DOIS FILMES APARENTEMENTE SEMELHANTES
10/05/2007
LILI: COMPARANDO DOIS FILMES APARENTEMENTE SEMELHANTES
Nossa colunista das quintas-feiras fala hoje dos filmes "O Ilusionista" e "O Grande Truque". Vejam só:

O ILUSIONISTA X O GRANDE TRUQUE
No ano passado, foram lançados dois filmaços que contavam com a mesma temática: mágicos no século XIX. Quer dizer, não tenho certeza se ambos são desse século, mas tem toda a cara. Enfim, os dois foram muito comparados, devido à semelhança de enredo.
Eu vi "O Ilusionista" há um mês e, no último final de semana, vi finalmente "O Grande Truque". Decidi compará-los também! Ah, todo mundo pode, deixa eu também... Então, vamos!
Apesar dos tema semelhantes, as histórias são bem diferentes. Enquanto "O Ilusionista" tem seu foco em uma história de amor entre o mágico do filme e sua namoradinha de infância, “O Grande Truque” fala o tempo todo sobre a rivalidade entre os dois mágicos, e a sistemática dos truques que eles criam.
Em "O Ilusionista" nós não temos a explicação de como o bonitinho Edward Norton consegue realizar todas aquelas façanhas dignas de David Copperfield e, francamente, isso nem importa muito na história. Mas "O Grande Truque" nos mostra a inteligência por trás de cada número de mágica, a engenharia necessária para deixar o público de boca aberta, e ficamos sedentos pra entender cada vez mais.
Ambos são super interessantes, cada de seu jeito. Vamos às tramas, pra quem não viu saber do que se trata.
A história de "O Ilusionista" se passa em Viena, em algum século do passado (que tem cara de XIX!). Eisenheim (Edward Norton) é um famoso ilusionista (pra não dizer "mágico", vamos respeitar o nome do filme) e faz apresentações nos teatros da cidade para a nata da sociedade, deixando todos de queixo caído com seus truques fantásticos.
Eis que em uma dessas apresentações, o príncipe chatonildo Leopold (Rufus Sewell) está na platéia e desacredita que aquilo é mágica de verdade, como a maioria afirma ser. Ele manda ao palco sua noiva, Sophie (Jessica Biel), que na verdade era a namoradinha de infância do Eisenheim, a mesma de quem eu falei acima.
Daí, vocês já imaginam o que acontece, né? Príncipe Leopold pega birra de Eisenheim, que por sua vez começa um caso com Sophie. Ele coloca atrás do mágico um inspetor de polícia, interpretado pelo sempre excelente Paul Giamatti e daí pra frente se inicia uma história muito bacana de perseguição e amor proibido.
Em "O Grande Truque", estamos em Londres. Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) são dois mágicos muito competentes, que se conhecem há vários anos, desde a época em que eram iniciantes. Chegaram a trabalhar juntos, como assistentes de um outro mágico.
Ao longo do tempo, as circunstâncias mudam e eles acabam se tornando rivais. Um tenta descobrir os truques do outro, invade os espetáculos disfarçado etc. E qualquer coisa mais que eu contar, corro o risco de estragar a trama pra vocês, então deixa assim.
Mas deu pra perceber que o clima aqui é outro, né?
Os dois filmes estão muito bem representados no quesito "atuação". Como já disse, Paul Giamatti arrasa em "O Ilusionista", e é seguido bem de perto por Edward Norton. Até a fraquinha Jessica Biel estava legal, por mais que ela não tenha cara de época.
No outro, a dupla principal também dá show (nota: aqueles dois, caladinhos, já são um espetáculo, imagina trabalhando bem...). E pro grupo dos coadjuvantes, temos dois nomes de peso: a maravilhosa Scarlet Johansson e o experiente Michael Caine.
Belos elencos, hein? E fazem bonito, com sotaque diferentão e tudo mais.
Na direção, temos o conhecido Christopher Nolan com "O Grande Truque", e o quase iniciante Neil Burger no comando de "O Ilusionista". Nolan a gente já conhece e gosta, com pérolas como "Batman Begins", que veio pra ressuscitar a honra do homem-morcego, assassinada por Joel Schumacher e “Amnésia”, outra obra bacanérrima do diretor, que até hoje eu não entendi, mas juro que adoro.
Neil Burger não fez nada que eu já tenha visto; esse é seu segundo trabalho na direção. Mas digo que estarei lá para os próximos, pelo menos pra ter certeza que não foi sorte de principiante.
E o balanço final? Bem, em um ponto “x” da trama de "O Ilusionista", eu soube o que ia acontecer no final. Não sei se é por ser previsível mesmo, ou se eu que dei sorte no chute. Já li outras pessoas dizendo que ficaram muito surpresas com o desfecho, então não sei.
Já "O Grande Truque"... Bem, digamos que eu assisti o filme inteiro deitada, mas tive que sentar de tanta aflição nos últimos 20 minutos. E minha boca ainda estava aberta quando os créditos começaram a subir. Mas não sei, às vezes outra pessoa pode ter tido a reação contrária, isso é muito pessoal.
São dois filmes excelentes, mas fico com “O Grande Truque”. E aconselho!
Beijo e tchau!
ps: As fãs de Wolverine que me perdoem, mas eu sou muuuuuuito mais o Christian Bale do que o Hugh Jackman. Go, Batman!
Lili escreve neste blog às quintas-feiras. E esta tem sido uma semaninha difícil para ela, pois está trabalhando muito. Quase que não saiu a coluna. Valeu pelo esforço, Lili!
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Escolhido diretor de... Mandrake?!
transubstanciado por gravata às 10.05.07 | 12 comentários
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Comentários:
Agora vc me animou pra assistir o Grande Truque...vou assistir depois eu conto!!
Beijos
assisti ao "Ilusionista" e gostei bastante. Confesso que me surpreendi com o final. Mas eu sempre me surpreendo, até com os finais mais óbvios. Não sou parâmetro.
Vou alugar sua outra recomendação e ver se é mesmo melhor!
leandro
O final, dá pra ser sacado pouco depois da metade do filme, tamanha a obviedade.
Como quase tudo atualmente, é um filme superficial; de diálogos pobres (de dar dó
Beijos!
E a primeira coisa que pensei foi "Batman vs. Wolverine...Interessante!"
Hahahahaha
Bjos
