CINEMA: “300″
10/04/2007
CINEMA: “300″

Fui ver esse filme na terça-feira passada e escrevo agora para vocês com o devido atraso. Tenho lido por aí quase que somente críticas desfavoráveis. Sei lá o motivo dessas críticas. Eu gostei de "300". Gostei mesmo.
Em primeiro lugar, deixo de lado a questão histórica (não é documentário) e eventuais exigências de verossimilhança com o mundo real (afinal, é cinema). Também acho bobagem exigir que seja "fiel à HQ".
Analisando o filme apenas como filme, portanto, trata-se de uma produção excelente. O ponto fraco (menos por culpa do ator, mais por uma bobagem dos efeitos) é Rodrigo Santoro. O resto é quase tudo bem bacaninha.
"300" é algo como uma versão juvenil (e muuuuito melhorada) de "Senhor dos Anéis" (que se trata de um filme infantil, obviamente). A adaptação da "graphic novel" de Frank Miller não chega a ser um filme adulto, como "Sin City", mas também não é para crianças, como a versão cinematográfica da obra do igualmente pueril Tolkien.
É difícil tentar encaixar "300" em alguma categoria. Épico? Pode ser. Adaptação de HQ? Também pode ser (hoje, bem sabemos, essa é uma categoria consolidada). Fantasia? Pode ser. É tudo isso bem misturadinho, com mensagens edificantes, distorções históricas de praxe e efeitos especiais pra lá e pra cá.
Sobre os efeitos, aliás, há ressalvas positivas e negativas. Em alguns momentos, eles são realmente lindos, misturando idéias que já vimos em "Matrix" (cena das chamas passando pelo escudo) com aquelas das produções chinesas mais recentes como "O Tigre e o Dragão" e "O Clã das Adagas Voadoras" (cena do 'oráculo' dançando).
Mas, em alguns casos, os efeitos são estranhos. Aquele lobo, por exemplo, poderia ser menos caricato. Parece o "lobisomem americano" que assolava a capital da Inglaterra na notória produção que passava no SBT nos anos oitenta.
Os dois homens deformados (corcunda espartano e gigante persa) são também muito exagerados. Não chegam a condenar o filme, mas dão uma puxadinha para baixo, sem dúvida.
Rodrigo Santoro não está ruim, nota-se que ele se empenhou. Mas sua personagem também é onerada com características exageradas e muitas vezes bobinhas (como a voz de "Darth Vader da Antigüidade").
No mais, é um filme bem legal. Entretenimento, diversão etc. Ninguém ali quer fazer "arte", passar alguma mensagem política ou traduzir postulados filosóficos.
É um filme de batalhas, com o "bem" combatendo o "mal", e tal maniqueísmo é justificado pelo fato de que toda a trama tem um narrador pra lá de parcial. Enfim, é isso.
Quem puder, veja. Vale a pena.
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transubstanciado por gravata às 10.04.07 | 10 comentários
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Comentários:
(Gravz: Tolkien é um Mauricio de Souza que não sabia desenhar)
(Gravz: Claro, aí aproveitaram para colocar um corcunda, um gigante, o Xerxes com voz "super-bass-dolby-stereo" etc)
(Gravz: É, não é culpa dele)
(Gravz: Três vezes é muito, não? rs)
Filhos da esperança... não arrisquem. Foi o pior filme da minha vida, juro!
Quem quiser comprovar...
Eu nunca havia visto tanta incompetência numa lugar só... e ainda foi indicado ao OSCAR em 3 categorias. (eu já não dava créditos ao oscar, depois de saber disso, oscar e nada definitivamente viraram sinônimos pra mim).
(Gravz: O Oscar não vale porra nenhuma. Quer dizer, vale sim, mas no sentido financeiro. Não qualifica filme algum)
Hoje em dia, se o filme consegue me divertir durante os 120 minutos já cumpre sua função.
Bjinhos!
(Tô sumida mas sempre apareço por aqui!)
(Gravz: É, tô vendo que tá sumida!)
Só concordo com o lobo. Realmente ficou tosco. Mas, para mim, o ponto baixo do filme ta no roteiro, o filme é muito pá-pum não se constrói uma narrativa. Mas isso não tira os méritos do filme, realmente muito bom!
(Gravz: Eu achei o Xerxes Gigante bem toscão, mesmo. Os deformados, idem. E o lobo, claro, o grande ridículo. Já do roteiro, confesso que gostei. É bem amarradinho, conta a história da batalha de uma maneira bem concisa e interessante)
(Gravz: A Orácula era gostosa, mesmo)
(Gravz: Pois é... Dureza)
