LILI: CRÍTICA DE FILME

15/02/2007

LILI: CRÍTICA DE FILME

Ela reapareceu! Eba! E na coluna de hoje fala sobre o filme "O Labirinto do Fauno". Vamo que vamo!

O LABIRINTO DO FAUNO

Como já disse aqui uma vez, além de viciada em televisão, sou também cinéfilíssima de carteirinha. Adoro filmes, adoro falar sobre filmes e, recentemente, venho desenvolvendo a paixão por escrever sobre filmes.

Me mordo de inveja (branca, claro!) quando entro em sites bacaninhas e leio críticas dos filmes que acabaram de chegar no circuito, e que só irei assistir ou no DVD (daqui a meses) ou se a distribuidora cooperar comigo e resolver dar um pulinho no cinema perto da minha casa. Sabem como é, tenho um probleminha constante de cunho econômico e de deslocamento geográfico (leia-se: dura e sem carro). Enfim...

Usarei, então, esse espaço cedido pelo meu querido cunhado para fingir que sou crítica de vez em quando. E vocês, por favor, ajam como se estivessem lendo as palavras da mais fodástica especialista em cinema do Brasil. E ficaremos bem.

Bom, essa introdução gigante e entediante era apenas pra dizer que hoje falarei de um dos poucos filmes, dos indicados ao Oscar desse ano, que eu fui ver na telona (e que valeu cada centavo gasto): O Labirinto do Fauno. Há tempos não tinha uma surpresa tão boa com um filme. Eu já tinha lido sobre, sabia que receberia indicações, mas imaginava que seria apenas mais uma história de fantasia, tipo "História sem Fim", sei lá! Como eu estava enganada...

Pra quem ainda não viu (perdeu!), a história é assim: Ofelia, uma menina de 10 anos, se mudou com sua mãe para a casa de campo de seu padrasto, o Capitão Vidal. A mãe, Carmen, está grávida do primeiro filho do novo marido. O cenário aqui é a guerra civil espanhola (anos 40). A casa de campo, na verdade, é uma espécie de base militar das tropas de Vidal, e no bosque ao redor da casa se esconde um grupo de rebeldes que ele quer pegar a qualquer custo. O cara é um filho da puta, vilãozão, mesmo; daqueles que a gente torce pra se ferrar o tempo todo. E ele não gosta da Ofelia, nem ela dele.

O passatempo preferido de Ofelia é ler histórias de fantasia, e ela então leva pra nova casa uma pilha de seus livros favoritos. O Capitão acha isso uma perda de tempo. Babaca! Dentro da propriedade, Ofelia encontra um labirinto muito antigo, que segundo Mercedes, a governanta da casa, já estava lá bem antes do próprio bosque aparecer.

Começa aí então duas histórias paralelas acontecendo. A busca de Vidal pelos rebeldes no bosque, o que inclui assassinatos brutais, torturas e toda sorte de maldades e vilanices; e a aventura de Ofelia no mundo de fantasia onde ela se refugia, que inclui encontros com fadinhas e, claro, um Fauno. No labirinto. E é aí que tudo fica muito interessante.

Em primeiro lugar, se a menção às fadinhas te deixou pensando que isso é um filme infantil, esqueça! Os vilões do mundo de Ofelia são ainda mais assustadores do que o padastro da menina. Sério! Agradeço eternamente a Guilherme Del Toro (o diretor), por ter esperado eu ficar grandinha antes de fazer esse filme. Caso contrário, tenho certeza que não comeria mais uvas. Medo! Muito medo!

Em segundo, a maneira genial que o diretor conduziu a história nos deixa com a opção, que normalmente não temos nesse tipo de filme. Se você quiser sair da sala acreditando que aquilo não era um filme de fantasia, e Ofelia sofria alucinações ou imaginava tudo, ok. Ou se você arrasta uma asinha pro lado da imaginação e do romantismo, Ofelia era uma princesa. Simples assim.

Entrando mais na parte técnica, para vocês cinéfilos que reparam até no último dos detalhes, o filme também não deixa a desejar. As atuações estão bem convincentes, com destaque para Sergi López (Vidal) e para a ótima Maribel Verdú (a governanta Mercedes).

Guilherme Del Toro entrega uma direção muito bem executada e um roteiro que me deixou de boca aberta. A fotografia é outro ponto que me chamou a atenção por várias vezes. Em algumas cenas no bosque, a luz foi usada de forma que aparecem todas as partículas de poeira do ar, é sensacional.

E não se deixem levar pelo preconceito de ser uma produção mexicana, por favor. Os efeitos, a finalização, a magia toda que permeia o filme são dignos de uma película de Hollywood. Mas sem a clichezada.

E o final... Ah, o final! Estilo "soco no estômago", sabem como? Diálogos fortes, muita emoção, e o fim perfeito para uma história que já entrou pra lista de mais recomendadas por mim. Se você não está a fim de colocar os dois indicadores pra cima cantando “olha a cabeleira do zezé” no próximo final de semana, "O Labirinto do Fauno" é uma boa pedida.

Beijo, tchau e bom carnaval.

Lili escreve neste blog às quintas-feiras. No resto da semana, ela ensaia marchinhas e frevos, com sua guitarra baiana. E vai ao cinema vez por outra.


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transubstanciado por gravata às 15.02.07 | 5 comentários



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Comentários:


Comentário de: Lady Metal · http://www.ladymetal.blogger.com.br

Esse filme é muito bom mesmo. E o final é de cortar o coração!

PermalinkPermalink 15.02.07 @ 10:37



Comentário de: Marcela

É muuuuito bom, mesmo!! Também recomendo!

E eu acho que ela era uma princesa!!rs...

Beijos!


PermalinkPermalink 15.02.07 @ 13:43



Comentário de: Ana · http://mineirasuai.blogspot.com

Não vi ainda, Lili... Vou ver!!! Bom você ter escrito sobre este filme, pois eu vi anúncios sobre ele mas pensei que fosse páia... Beijo!

PermalinkPermalink 15.02.07 @ 15:10




Filme mais triste da vida.

(Gravz: Mais triste?)

PermalinkPermalink 15.02.07 @ 23:59



Comentário de: Carol

Seu texto ficou ótimo, mas eu não enguli esse filme...... :-P

Mas a Ofélia é fofa (apesar de esquizofrênica) e os monstros são bem legais (principalmente aquele do olho na mão, demais).

Beijocas! E bom carnaval procê tb!

PermalinkPermalink 16.02.07 @ 18:25



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