QUARENTA ANOS CAETANOS
06/02/2007
QUARENTA ANOS CAETANOS

A Universal lança a primeira parte de uma super mega ultra coleção de CDs de Caetano Veloso, sob o título "Quarenta Anos Caetanos, em razão da comemoração de quatro décadas de carreira do célebre compositor de Santo Amaro da Purificação. A primeira compreende o período de 1967 a 1973.
Não quis nem saber e comprei. Eu já tinha dez dos 11 CDs, nem todos em ótimo estado de conservação, mas mandei bala assim mesmo. Além dos tais dez "remasterizados", veio mais um: "Cinema Olympia", com raridades e coisas inéditas.
Só esse CD já vale os duzentos mangos. Na boa.
Isso porque, entre outras pérolas, há FINALMENTE o compacto duplo, gravado com os "Mutantes", na íntegra. Inclusive "A Voz do Morto", que por algum motivo maluco nunca tinha sido lançada em coletânea alguma (ao contrário das outras três).
Essa primeira leva de discos mostra exatamente quão transformadora foi a obra de Caetano Veloso para a música popular brasileira. Claro, vendo agora em retrospecto, a molecada atual pode achar uma grande babaquice; principalmente os já tradicionais detratores de Caetano (que variam entre blogueiros pseudo-beatniks e esquerdistas de butique).
O primeiro disco, "Domingo", não é dos melhores. A meu ver, é um disco bem bobo. Gravado com Gal Costa, tem duas ou três músicas bacanas. Mas o segundo, gravado em 1967, é um puta disco do caceta. Já tinha "Tropicália", "Alegria, Alegria", "Superbacana", entre outras.
"Tropicália", aliás, tem arranjo de Júlio Medaglia, o mesmo maestro de "Construção". Ou seja, um grande GÊNIO de nossa música, que botou as mãos em duas das principais canções populares de nossa história (conforme corrigiu o Ina, o arranjador da música "Construção" é Rogério Duprat).
E a caixa segue adiante: tem "Tropicália", com a rapaziada toda, o "branco", com "Irene" e afins, "Barra 69" (show de despedida, com som meio precário), e também os dois de Londres (dos quais faz parte "Transa", que é para mim o melhor disco não só do Caetano, mas de qualquer músico popular brasileiro).
Há o álbum ao vivo com Chico Buarque, "Araçá Azul" e "Temporada de Verão", um disco mais ou menos meia-boca, gravado com Gal e Gil, no qual Caetano canta "De Noite na Cama", "O Conteúdo" e "Felicidade Foi Embora".
Mas nada supera o tal disco de "raras e inéditas". Além das quatro do compacto duplo com os "Mutantes" ("A Voz do Morto", "Saudosismo", "Baby" e "Marcianita"), há o "Hino do Esporte Clube Bahia", "Cinema Olympia", entre outras.
Excelente. Mas chega de conversa-mole. Ouçam aí, em primeiríssima mão e diretamente do "goear", a música "A Voz do Morto".
Essa música foi composta para a saudosa Aracy de Almeida, que obviamente a gravou (nunca acho!). Geraldo Azevedo já gravou, também. E, que eu saiba, ninguém mais se atreveu.
Eu acho linda. A melhor de todas, desse disco de "raras e inéditas".
ps - não revisei este texto, porque seria desonesto. Ele foi escrito sob a emoção de ouvir o disco. É um texto totalmente parcial e passional. Não seria legal editar e ajeitar parágrafos e concordâncias. Peço desculpas pelos eventuais (e bem prováveis) erros.
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transubstanciado por gravata às 06.02.07 | 4 comentários
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Comentários:
Pelo visto, o CD das inéditas pagou a caixa toda, né?
Bj
(Gravz: Mas pagou MESMO!!!!
(Gravz: Procede em parte, meu velho! Realmente, o arranjo de "Construção" é de Rogério Duprat. Mas foi Julio Medaglia quem fez o arranjo da música "Tropicália" - embora Duprat tenha sido o maestro com maior participação no movimento)
(Gravz: E vale mesmo.. Na boa!)
abraço!
(Gravz: Grande Jazz! Valeu, irmão!)
