RETROSPECTIVA: 27/08/2002
08/01/2007
RETROSPECTIVA: 27/08/2002
O segundo texto da retrospectiva foi publicado originalmente no jornal do DCD do Mackenzie, em 2000. Eu o reproduzi em agosto de 2002 aqui no blog, mas, antes disso, recebi por email de várias pessoas.
Algum Zé Mané teve a paciência de copiar (e cometer erros horríveis de digitação e concordância) cada uma das perguntas, tratando de mudar algumas respostas (ele se achava engraçadinho, ora vejam).
Essa porra saiu em uma coluna de um famoso portal (que depois disse que realmente não era de sua autoria, e que eu 'alegava' ser autor), e também saiu no jornal do meu bairro (na época, o Tatuapé). O píncaro, não?
A ressalva que fiz, e sempre faço, é a de que esse negócio foi inventado pelo Al Jaffe, da revista MAD. Não foi o "Zorra Total" que inventou isso.
Então, vamo que vamo com algumas...
RESPOSTAS CRETINAS PARA PERGUNTAS IMBECIS
A cena: Homem com vara de pesca na mão, linha na água, sentado em um píer.
A pergunta: Você está pescando?
- Não, estou dando banho no camarão.
- Não, estou caçando. Não vê que estou com uma espingarda?
- Não, eu amarrei meu relógio na ponta da linha e quero ver se ele agüenta mesmo 50 metros de profundidade.
A cena: A mesma.
A pergunta: Aqui dá peixe?
- Não, dá tatu, preá, quati… Peixe costuma dar lá no mato, né?
- Aí onde você está nunca deu, mas na água tem muitos.
- Não, não dá. Por isso que é preciso pescar.
A cena: Sujeito voltando do píer com um balde cheio de peixes
A pergunta: Você pescou todos?
- Não, estes são peixes suicidas e se atiraram no meu balde.
- Não, eles se renderam pacificamente.
- Não, eu cacei. Não está vendo a espingarda? (apontando para a vara de pesca)
A cena: Torcedores de times adversários se engalfinhando na arquibancada.
A pergunta: É briga?
- Não, eles estão apenas querendo aparecer na TV.
- Não, foram contratados pelo Fernando Capez para ajudar na campanha contra as torcidas organizadas.
- Não! Como poderia ser briga com tantos cafunés e beijinhos?
A cena: Sujeito com um cigarro na mão, e o levando à boca.
A pergunta: Ora, ora! Mas você fuma?
- Não, eu apenas gosto de bronzear o pulmão.
- Não, é que tenho ações da Philip Morris e assim eu valorizo os produtos.
- Não, eu coloco na boca e assopro.
A cena: Sujeito no elevador do prédio, no momento em que pára num andar.
A pergunta: Sobe?
- Não, esse elevador é diferente, ele anda de lado.
- Não, ele só desce, pra subir é preciso usar escada.
- Sim, mas só de meia em meia hora. Aliás, você já comprou a passagem?
A cena: Edifício pegando fogo, e funcionários saindo correndo pela saída de emergência.
A pergunta: É incêndio?
- Não, é maremoto.
- Não, isso é uma pegadinha do Sérgio Mallandro.
- Não, o edifício está sendo levemente flambado para agregar notas de conhaque ao sabor do concreto.
A cena: Sujeito no caixa do cinema.
A pergunta: Quer uma entrada?
- Não, quero uma saída.
- Não, quero só bater um papo com você. Como vai? Tudo bem?
- Não, é que eu vi essa fila imensa e queria saber onde ia dar.
A cena: A mesma, mas com o sujeito apanhando talão de cheques e caneta.
A pergunta: Vai pagar com cheque?
- Não, vou pagar com dinheiro, é que eu anoto aqui os meus gastos.
- Não, vou pagar com títulos da dívida agrária.
- Não, vou fazer um poema nesta folhinha.
A cena: Casal abraçadinho, entrando no barzinho romântico.
A pergunta: Mesa para dois?
- Não, vamos ficar de pé.
- Não, para três! Não quer vir conosco?
- Não, mesa para um e cadeiras para dois.
A cena: Cidadão levando cinco berinjelas de um supermercado.
A pergunta: Nossa! Você gosta de berinjela?
- Não, eu como tudo a contragosto.
- Berinjela? Puxa! E eu achando que fosse mortadela.
- Não, eu as uso para fazer macumbas vegetarianas.
A cena: Sujeito entrando no Fórum João Mendes.
A pergunta: E aí? Vai ao Fórum?
- Não, vou até a Rua da Glória, é que eu corto caminho por dentro.
- Fórum? Puxa, eu estava achando essa Igreja esquisita, mesmo…
- Não, vou dar um grito daqui e ver se o juiz concede o despacho.
A cena: Noiva entrando na Igreja, acompanhada pelas daminhas de honra.
A pergunta: É casamento?
- Não, é festa junina. Isso é a encenação da quadrilha.
- Não! Pela roupa dela você logo vê que é uma mãe de santo.
- Não, é um desfile do Ronaldo Ésper.
A cena: Cortejo levando um caixão, já no cemitério.
A pergunta: É enterro?
- Não, é cremação. Mas primeiro deixaremos o corpo vinte anos debaixo da terra.
- Não, estamos ensaiando para o novo filme do Zé do Caixão.
- Não, é batizado. Vamos jogar o caixão na água benta.
A cena: Já No velório, sujeito dirige-se a um familiar.
A pergunta: Pois é... Que pena... Ele morreu!
- Não, está só fingindo.
- Não, é que ele tem o sono pesado.
- Sim, mas guarde segredo porque ninguém aqui sabe disso.
A cena: Sujeito corre para buscar o automóvel, que está parado em local proibido, e vê o guarda anotando a multa no talãozinho.
A pergunta: O senhor vai me multar?
- Não, estou fazendo uma caricatura sua.
- Não, estou matando palavra cruzada.
- Não, vou mandar o DETRAN te enviar uma medalha de “Honra ao Mérito”.
A cena: Rapaz sentado na cadeira do dentista, para tratar de um canal.
A pergunta: Vai doer, doutor?
- Não, você vai sentir cócegas.
- Não, você vai ter um orgasmo.
- Acredite, filho: isso vai doer muito mais em mim do que em você.
A cena: Bandido encosta um revólver no playboy.
A pergunta: É um assalto?
- Não, é uma cantada. Quer namorar comigo?
- Não, é roubo. Assalto não é figura típica do Código Penal.
- Não, eu quero seu relógio emprestado para sempre.
A cena: No aeroporto, homem aponta para um boeing e fala com um funcionário.
A pergunta: Nossa mãe! Isso voa?
- Não, isso flutua na água.
- Não, isso vai por baixo da terra.
- Não, vamos pela estrada. Aliás, sabe se a Fernão Dias tá com muito trânsito?
A cena: Funcionários da empresa recebem o holerite.
A pergunta: É o salário?
- Não, estamos todos sendo demitidos.
- Não, é carnê do Baú.
- Não, é um telegrama que recebemos todo mês do RH.
A cena: Camarada com um pandeiro na mão, cantando alguma do Bezerra da Silva.
A pergunta: Você é sambista?
- Não, sou tenor.
- Não, estou esperando meu parceiro da dupla sertaneja.
- Não, toco violino na Filarmônica de Berlim.
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transubstanciado por gravata às 08.01.07 | 5 comentários
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Comentários:
Engraçado q eu tb recebi este texto por e-mail, como "autor desconhecido"! hahahaha Legal saber q o verdadeiro nome do Gravata é Descon Hecido.
bj
(Gravz: Descon é nome de remédio, pô)
Lembra a tua escrita...
Depois de 800 anos lendo o blog, a gente começa a se acostumar com a escrita da pessoa...
E o que tem de útil isso que falei? rs NADA!
(Gravz: Claro que tem de útil. Mostra que você é um leitor observador
(Gravz: Ele é genial, mesmo. Ele criou as dobradinhas e uma série de outras maluquices)
(Gravz: E a MAD ainda existe!
Beijos!
Má
(Gravz: Valeu, Má!
