NÃO ME CONVIDE PARA VER UM MUSICAL
25/08/2006
NÃO ME CONVIDE PARA VER UM MUSICAL
Odeio grandes espetáculos. Claro que também não sou um entusiasta de coisas medíocres, mequetrefes etc, mas essa grandiosidade da Broadway não me atrai em nada.
Ganhei um convite para ver "Cats" e fiquei feliz com a iniciativa, porque obviamente foi na melhor das intenções. Mas recusei. Recusar convites, nesse caso, é o que de mais decente e sincero se pode fazer para a pessoa que foi legal.
Não gosto dessas coisas, não tem jeito. A cantoria chata, as luzes, cenários, roupas. Tenho a impressão de que o público é tão caipira-deslumbrado quanto aqueles que se emocionam em colação de grau.
O mesmo vale para o "Cirque du Soleil". Puta coisa chata! Lembro quando vi pela primeira vez, acho que foi no "Fantástico". Pareceu legal, era uma novidade, tal e coisa. Agora, criaram um padrão estético maleta. Aquelas caretas, as dancinhas, a música, as luzes. Jesus!
No máximo, os vídeos do "Cirque..." ficariam legais numa churrascaria ou algo assim. O pessoal come e, enquanto isso, olha para o telão. Melhor do que a cantoria com teclados ou então a bizarrice de colocar um clipe no telão e OUTRA MÚSICA na caixa de som.
Em vez dessas patifarias clássicas, algum 'clown' no telão faz cenário para a rapaziada saborear picanhas. E a picanha, vocês sabem, é o corte preferido dos que não conhecem carne. Mas isso fica para outro papo. Continuemos falando dos eventos grandíloquos.
Não gosto mesmo desses espetáculos grandiosos, não tem jeito. Isso me faz ter bronca também do Pink Floyd, que é uma mistura de banda chata com "Hollyday on Ice". No show, há no máximo uns 10 acordes de guitarra e, ao mesmo tempo, horas e horas de espetáculo luminoso, pirotécnico etc.
O pior de tudo é que agora esses musicais da Broadway são moda em São Paulo. Eu achei que fosse algo passageiro, que logo o povo continuaria pedindo pizza e vendo o "Mesa Redonda", mas parece que a classe-média realmente pegou gosto pela coisa.
Sei de gente que vem de outras cidades e mesmo de outros Estados somente para tais eventos. É demais! Mas a ridiculice não é só deles, pois há muitos paulistanos que também viajam para pagar mico (como bem sabem os foram para Porto Seguro, p.ex.).
O único espetáculo grandioso de que gosto é o futebol. Talvez porque a grandiosidade seja do público, enquanto nas tais 'quatro linhas' o evento é bem simplório - e ao mesmo tempo fascinante.
E este parágrafo agora não tem sentido algum, é apenas para acabar o texto sem que a última palavra seja "fascinante". Na boa.
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transubstanciado por gravata às 25.08.06 | 11 comentários
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Comentários:
(Gravz: Futebol é legal!
(Gravz: Um adendo à máxima picapalesca)
(Gravz: Sim, por isso eu falei EU ACHO. Claro que muita gente não acha)
(Gravz: Chorei de rir! Claro que vão inventar alguma lorota. Eles não perdem tempo. Pelo que li, a alegação principal é que, para a astrologia, ele continua sendo um planeta. Faz sentido. Toda a astrologia ignora qualquer descoberta científica, então mais essa não faria diferença. Se não ligam pra refração atmosférica, esse negócio de Plutão é café pequeno)
(Gravz: Não foram os artistas que disseram isso. Foi Max Weber. Mas muita gente aprendeu pela primeira vez pela boca de Paulo Betti. Não é culpa do Paulo, mas da falta de leitura de alguns 'formadores de opinião'. Normalíssimo. Acontece nos melhores brasis)
(Gravz: Farei isso)
(Gravz: Não foi de 'mal gosto', nem de 'mau gosto'. Foi de bom gosto)
(Gravz: FHC foi reeleito após o escândalo da compra de votos. E, uma vez reeleito, houve aquele 'probleminha' cambial que quase quebrou o Brasil. Ah, Jader foi quem FHC colocou na Presidência do Senado. Dureza o PSDB, né?)
(Gravz: A parte do Pink Floyd foi para irritar os fãs, mesmo
(Gravz: São demais! rsrsrs)
(Gravz: Ou seja, tudo de ruim rs)
