TORCER CONTRA A SELEÇÃO BRASILEIRA, UMA ATITUDE QUE FAZ PARTE DO INFINITO ROL DAS RIDICULICES DO SER HUMANO

06/07/2006

TORCER CONTRA A SELEÇÃO BRASILEIRA, UMA ATITUDE QUE FAZ PARTE DO INFINITO ROL DAS RIDICULICES DO SER HUMANO

Há os que se importam e os que não se importam com a Copa do Mundo. Ninguém pode ser recriminado por não dar importância ao evento. Não é deles que eu falo agora. Afinal, os que torcem contra se importam SIM com o torneio.

E merecem pescotapas.

Esse comportamento é de uma adolescência sem limites. É aquela birrinha do garoto mimado, que quer ser 'do contra' para manifestar toda sua raiva. É o máximo que sua personalidade consegue fazer para se vingar do mundo que tanto o oprime.

Há dois tipos predominantes de 'torcedores contra': o que detesta futebol e o que adora. É fácil entender os motivos do que não gosta do esporte. Sofreu a vida toda, coitado. Era obrigado a bater bola na educação física, ou então ficava sentadinho feito um bocó na arquibancada.

Esse é mesmo um mundo cruel, e a ignorância de nosso povo faz com que a crueldade seja altíssima com esses meninos que odeiam futebol. Daí eles crescem e se vingam. Como? Simples: torcendo contra o Brasil.

Além desses casos tristes, mas ainda no mesmo grande grupo dos que detestam futebol, há aqueles que odeiam as coisas brasileiras. Odeiam samba, odeiam feijoada e também odeiam o esporte bretão. Não é que não ligam, mas sim ODEIAM. Não gostam desse negócio de morar num país tropical.

Aquela coisa meio 'underground curitibano', sabem como é? De achar que estão em Dublim, quando na verdade moram numa cidadezinha de interior de um país tropical, habitada pelo que há de mais intenso em matéria de provincianismo.

Não estou falando apenas de uma cidade, porque isso acontece aqui em São Paulo também, sobretudo com a rapaziada 'alternativa'. Falo de um comportamento. E quiseram os deuses que a capital do Paraná fosse povoada por irlandeses desterrados, escoceses exilados, ingleses longe da terra natal. Ou somente caipiras.

É como o menino pobre que odeia ser pobre, que tem vergonha do próprio bairro, que tenta imitar os meninos ricos etc. Não faz isso como uma forma de subir na vida, mas por pura pose, por simples estética.

Para esses alternativinhos brazucas, que são caboclinhos-saxões, odiar o futebol faz parte do pacote. Quando muito, torcem para a Inglaterra. Por pura pose, obviamente.

Por fim, há aqueles que AMAM futebol, mas mesmo assim torcem contra o Brasil. Tenho um amigo que faz isso, e nunca consegui entender direito. Sei que há muitos outros na mesma situação. É algo impressionante.

Não são simplesmente pessoas que 'torcem pelo bom futebol' (coisa de santista nos anos 80 e 90, já que o time não ganhava nada). Eles deliberadamente torcem contra o Brasil. Não gostam de ver a seleção brasileira ganhar.

O comum, nessa galera, é gostar da Itália ou da Argentina.

Imagine o quanto não sofreram nesses últimos tempos... Há 20 anos, a turma do contra não comemora um título de suas seleções admiradas. Mas em 1998, pelo menos, tiveram o prazer de tripudiar de nossa derrota na final (bem como fizeram neste ano, nas quartas).

Há também um terceiro grupo, sobre o qual não guardo muitas palavras. São aqueles que tratam o futebol pela ótica da política. Na década de 70, fazia certo sentido. Hoje, é imbecilidade.

Em 1998, o Brasil perdeu, sob suspeitas e teorias conspiratórias (tudo infundado e ridículo, aliás), e mesmo assim FHC foi reeleito no primeiro turno. Em 2002, vencemos com festança no arraial, e mesmo assim o partido da situação não elegeu o sucessor.

Esse negócio de partidário da oposição sempre torcer pela derrota, e o da situação pela vitória, na boa, é coisa de idiota. Mas esse é um país de muitos idiotas. A idiotice predomina. Tá todo mundo em casa.


Posts similares:
FUTEBOL É UMA COISA SIMPLÓRIA (E ÓTIMA)
ITÁLIA: A SELEÇÃO-PIADA
RIVALIDADE x BAIRRISMO

transubstanciado por gravata às 06.07.06 | 1 comentário



(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários:


Comentário de: Jean Filipe

O Brasil não deu sorte comigo. Comecei a ligar para futebol na primeira era Parreira, mais precisamente, nas Eliminatórias da Copa de 1994. Eu odiava aquele time, não tinha raça alguma... lembro ver jogos do Brasil contra times americanos (Eliminatórias e Copa América) que sempre se entregavam e comiam grama durante as partidas, eu gostava pra caramba daquela raça. Desde então, passei a odiar a Seleção Brasileira, como também odiei o Brasil ter ganho a Copa, preferia aqueles times mais simpáticos como Romênia e Bulgária do meu álbum de figurinhas (vibrei muito com o Gol do Letchkov contra a Alemanha).

Depois cresci vendo a seleção com times ruins e jogadores bons. Fui admirar uma seleção só na Copa de 2002, por conta daquele jogo contra a Inglaterra, apesar de o Brasil não ter merecido passar da Bélgica.

Queria ter vivido a década de 80 e visto as tão faladas Seleções do Telê. Só vi um São Paulo, mesmo assim, muito pouco.

E gostei muito pela mais farsantes das Seleções que já vi ter saído para a França no sábado.

(Gravz: A seleção deste ano estava mesmo mascaradíssima. E não mereceu, em 2002, passar da Bélgica. Ganhamos com ajuda do juiz)

PermalinkPermalink 06.07.06 @ 14:08



Este post tem 1 comentário aguardando aprovação...

Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.