A DIFERENÇA ENTRE ‘MESTRE’ E PAU-MANDADO
05/07/2006
A DIFERENÇA ENTRE ‘MESTRE’ E PAU-MANDADO
Carlos Alberto Parreira é mesmo uma figura azarada. Ok, ganhou uma Copa, e isso não é pouco. Mas mesmo depois de GANHAR ele continuou, merecidamente, sendo criticado.
Telê Santana, que nunca ganhou uma Copa, sempre será considerado um Mestre. Parreira, bem sabemos, nunca chegará a tanto. E nem Zagallo.
O técnico (ainda é?) da seleção brasileira lançou um livro às vésperas da Copa do Mundo. O título: "Como Formar Equipes Vencedoras". É o mesmo que o Maluf lançar o livro "Como Governar Honestamente".
Em 1994, a seleção só ganhou por causa do Romário. E Romário não estava no time de Parreira. Foi convocado para nos tirar do sufoco naquele último jogo das eliminatórias, contra o Uruguai.
Há uma charge do Chico Caruso que mostra o goleiro uruguaio no momento do gol de Romário. Além do arqueiro, Parreira e Zagallo também tentam evitar o tento. Isso porque, com o show nesse jogo, o 'baixinho' não poderia mais deixar de ser convocado.
E foi exatamente ele que nos deu aquele título borocoxô de 1994. Parreira não sabe, portanto, formar uma equipe vencedora. Sua equipe foi mal pra diabo. A ovelha negra nos trouxe a taça.
Mesmo o único mérito que lhe atribuem, o de comandar um time 'de resultados', também não é legítimo. Quais resultados? Só porque joga feio? Nada disso. Vejam o que houve nesta Copa: jogamos feio, muito feio, e não obtivemos resultado algum.
Ganhamos quatro partidas, mas quais eram os adversários? Só piadas, só anedotas futebolísticas. Se Gana marcasse em ¼ dos chutes que deu, nem chegaríamos a jogar com a França.
A culpa é sua, Parreira. Só sua. A culpa é sua de insistir no Roberto Carlos, e não dele em abaixar para verificar a meia na hora da falta. A culpa é sua em insistir no Ronaldo, e não dele em estar mole. A culpa é sua, só sua. Mas você não acha isso.
Telê Santana, assim que o Brasil perdeu em 1982, não teve a menor dúvida em assumir o erro. Bobagem. Qual erro? Perdemos, sim. Mas foi com honra, foi jogando bola, jogando bem E COM EFICIÊNCIA.
Tivemos raiva de Paolo Rossi, por ter sido um 'carrasco' e ter eliminado um time tão maravilhoso. Mas, agora, temos até uma certa admiração por Zidane, por ter jogado com beleza e eficiência, e assim ter despachado um time ruim de bola.
Foi triste ver o time de time Telê perder, assim como é triste ver um time de Parreira vencer.
Felipão
Engana-se quem coloca Felipão como uma espécie de 'antítese' de Telê. O saudoso mestre seria um técnico pouco afeito a jogadas violentas e adepto do futebol alegre, enquanto o comandante da esquadra portuguesa seria menos cheio de firulas.
Bobagem, bobagem.
Felipão é exatamente igual Telê. Não no futebol que as equipes apresentam, mas no comprometimento com o grupo. Ele veste a camisa, torce, pula, briga, dá bronca e comemora.
Quando não quiseram chamar o Romário em 1998, inventaram um problema médico inexistente. Tanto que o baixinho continuou jogando futevôlei numa boa.
Felipão, ao nem convocar Romário, disse que o faria porque era essa sua decisão. Seria ele seria fiel ao time que montara. Ponto final. Foi teimoso? Sem dúvida. Mas agiu como homem.
E não entendam como 'sexista' isso de "agir como homem". A noção de hombridade não tem nada de machista. E diz respeito a valores que Parreira, por certo, ou desconhece ou deliberadamente ignora.
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transubstanciado por gravata às 05.07.06 | 4 comentários
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Comentários:
Se isso for mesmo verdade, eu considero muito difícil o Felipão voltar a dirigir a seleção brasileira.
Portanto, brasileiros, que tal começarem a pensar num nome que não seja o do Felipão? (e se os lusitanos ganharem a copa, aí é que ele não vem mesmo)
(Gravz: Eu achei que decisão foi dele de sair. Se essa história do churrasco for mesmo verdadeira - é verossímil... - , aí ele não deve voltar mesmo)
(Gravz: Com isso, o Galinho mostra que não somente tem o pé mais gelado do mundo em matéria de Copa do Mundo, como também é um sujeito muuuuuuuuuuito profissional)
(Gravz: Ele se tornou uma pessoa adorada exatamente por massacrar um time de palermas. E conseguimos ser pentacampeões também por causa disso, essa arte de meter o pau em nossa própria seleção. Os argentinos amam seu selecionado até debaixo d'água. Por isso que só ganham roubando. Eles comem merda e falam que é mousse de chocolate. Nós olhamos para a tigela e nem comemos, porque sabemos que é merda)
(Gravz: Diogo Mainardi é um escritor horrível. Mas é um ótimo filho. E bastou essa última qualidade para ele conseguir viver bem até agora)
