FATOR BANHEIRO: EQUACIONANDO A ROUBADA

23/02/2006

FATOR BANHEIRO: EQUACIONANDO A ROUBADA

Parece difícil (ou mesmo impossível) calcular/adivinhar uma roubada. Mas não é. Na verdade, depois do índice que criei, tudo se torna bem fácil.

Obviamente, ela só se presta a viagens e hospedagens. Não dá para aplicar o cálculo em aniverários, batizados, casamentos e convescotes em geral. Quanto aos esses casos, continua valendo outra regra: para cada evento mais ou menos, vamos a trinta horríveis.

O Que É o "Fator Banheiro"?
É o cálculo bem simples de quantos banheiros há por pessoa. Mesmo quem não é uma fera da álgebra consegue fazer essa conta. Pega o número de pessoas e divide pelo de banheiro. Pronto. É o "Fator Banheiro".

Número de Segurança
O ideal é uma pessoa por banheiro, mas sabemos que isso é impossível. Duas por banheiro já está ótimo. Três por banheiro: luz amarela. Quatro é o máximo, já com alguns inconvenientes. Passou disso, na boa, melhor nem viajar. É roubada na certa. Já vi casos de 20 pessoas por banheiro.

Por Que o Banheiro?
A pergunta dificilmente seria feita por uma pessoa civilizada. Mas, como nem todos são assim, é bom responder. A escolha do banheiro se deve ao fato de que devemos preservar dois atributos essenciais ao homem civilizado: higiene e privacidade. Quando o "fator banheiro" é grande (ou seja, muitas pessoas/poucos sanitários), esses atributos estão comprometidos; e não se vive sem eles (dentro da civilização, claro).

Outros Problemas
O "fator banheiro", claro, serve principalmente para medir; e ele revela outros aborrecimentos que são pura decorrência. Quando há muita gente dividindo o mesmo banheiro, por exemplo, é sinal de que a multidão é ainda mais avassaladora na hora das camas. Aliás, cama geralmente é luxo. Dormem todos no chão. Aquela verdadeira terapia intensiva para aliviar carência afetiva.

Caso Concreto
Certa vez, me convidaram para um "Carnaval em Diamantina". Seria imperdível, coisa de louco, aquela história toda. Claro, embarquei. Lá chegando, avistamos uma casa imensa, totalmente compatível com os nove quartos prometidos (para colocar as quarenta pessoas do ônibus). Mas não. Era apenas uma mansão na frente da qual o ônibus parou, por pura (e irônica) coincidência. Nossa "casa" era uma incrível edícula de quatro andares. A casa não era casa, era só fundos. Havia, é fato, os nove quartos. Mas apenas um banheiro. Bom... Com porta, apenas um. Lá fora, havia um barracão sem porta que diziam ser outro banheiro. Nem vi. Mal cheguei, já comprei a passagem de volta. E se vocês soubessem o que aconteceu comigo no resto daquele carnaval, veriam o quanto algumas vezes é produtivo ser ranzinza.

Sei que todos têm algum caso assim. Alguns, é verdade, gostam de se lembrar desses fatos com lágrima nos olhos, como se fosse a grande viagem de todos os tempos. Acontece, né? Gosto é gosto. Temos que respeitar. Bom, respeitar mais ou menos. Mas já é um começo.

No mais, para os que ainda não o fazem, sugiro a observação do "fator banheiro". Principalmente agora que é época do carnaval, na qual as pessoas se enfurnam em microscópicas edificações e fazem mais xixi do que um septuagenário com cistite.

E vamoquevamo, rapaziada! Alalaô ôôô ôôô!


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transubstanciado por gravata às 23.02.06 | 6 comentários



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Comentários:


Comentário de: Ronaldo

O que dizer dos acampamentos, ou campings?

(Gravz: Não há o que dizer. Fuja. Simplesmente fuja)

PermalinkPermalink 24.02.06 @ 02:58



Comentário de: Patroa · http://www.liubliu.blogspot.com

Eu tenho medo!

(Gravz: Muito!)

PermalinkPermalink 24.02.06 @ 13:29



Comentário de: patrícia · http://www.blogdanaka.zip.net

Imagina se a maionese do churrascão tiver desandado, então... he he he

(Gravz: Aí é chabu na certa)

PermalinkPermalink 24.02.06 @ 17:26



Comentário de: Ronaldo

Só uma vez na minha vida me convenceram a ir num acampamento.

Destino, Ilha Grande. Passeio bonito, tudo legal, mas quando lá chegamos, uns ''locais'' armados disseram que não poderiamos acampar na praia. Isto lá pelas 10 da noite.

Resultado, choveu e ficamos escondidos em um buraco na areia, com a lona da barrada sobre nós.

No dia seguinte descobrimos que ests ''locais'' faziam isto para obrigar as pessoas a se instalarem em campings pagos.

Eu peguei minhas coisas e voltei pra casa. Um local onde tratam mal os turistas não merece minha presença.

(Gravz: Caraca!!!! Dureza isso, hein? Sempre ouvi falarem bem da Ilha Grande)

PermalinkPermalink 25.02.06 @ 03:57



Comentário de: Ronaldo

Bem, se vc for com dinheiro pra gastar lá eles te tratam bem.

(Gravz: Com dinheiro, (quase) todo lugar fica bom)

PermalinkPermalink 25.02.06 @ 17:03



Comentário de: Tuca · http://fiapodejaca.zip.net

Dessas viagens, mais do que o fator banheiro, me incomoda o FATOR PERNILONGO.

Ah, como é bom viajar pro campo, ou pra aquela casa de praia no meio do mato... Mas, de madrugada, a trilha sonora fica sendo o "zuuuuummmm" dos pernilongos, festa em nossos ouvidos, insônia à vista.

A solução? Não dormir de madrugada, horário aliás onde o banheiro fica menos disputado.

(Gravz: Uma outra opção seria comprar 'off' ou 'autan')

PermalinkPermalink 26.02.06 @ 15:46



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