ARMAS, DROGAS E ROCK’N ROLL
23/10/2005
ARMAS, DROGAS E ROCK’N ROLL
Por que não "liberar" as drogas? Qual a lógica de se permitir o entorpecimento alcoólico e não aquele por meio da cocaína ou da maconha? Qual a lógica de se lutar contra a supressão de um direito individual pelo Estado (armas), mas defender o controle do direito de se dopar?
A revista (i) defende o direito individual de se ter uma arma, apesar dos acidentes fatais - e eles ocorrem, ah, se ocorrem! - com terceiros. Mas, com as drogas liberadas, não haveria mais tantas mortes colaterais (acabaria o crime de tráfico, a disputa de traficantes etc), cabendo ao usuário tão somente o juízo de fazer mal a si próprio.
Os integrantes de nossa sociedade não têm maturidade para segurar um baseado, mas são responsáveis o bastante com armas em mãos?
Sem contar que, mesmo havendo drogas proibidas, as "liberadas" são suficientemente fortes para tirar qualquer um de seu juízo (o que é mais perigoso, alguém armado e bêbado, ou armado e sob o efeito de alguma outra droga?).
Combater o consumo é uma medida que faz sentido porque ataca o tráfico em seu "bolso"; desestimula o comprador. Como qualquer indústria, eles vivem disso.
Mas faz sentido tirar de alguém o direito de se dopar? Faz sentido atacar por esse lado, considerando que seria mais eficaz ainda simplesmente liberar?
A única resposta negativa é a moral.
Os moralistas que defendem as armas, usam para isso o argumento de que se trata de um direito individual; mas, na hora de condenar as drogas, abraçam o coletivismo e aplaudem o Estado que suprime tal possibilidade.
É o samba do carola doido.
(i) - esse texto foi colocado como comentário num post do meu amigo Persega, que falava sobre algumas das soluções apontadas pela revista Veja, para conter a violência. Em especial, falo sobre o tópico que sugere a "fiscalização do consumo" das drogas. Ah, o Persegonha tá feliz da vida porque seu Vascão deu uns tapas no saco de pancadas denominado Framengo.
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transubstanciado por gravata às 23.10.05 | 3 comentários
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Comentários:
(Gravz:
(Gravz: o problema não é o mal que faz a você, mas sim o que pode fazer aos outros.. e, nisso, o álcool ainda é campeão...)
(Gravz: Como é possível "não" ser arrogante, se vem um completo desconhecido aqui e diz que passou o domingo pensando em mim? Eu tento ser humilde, mas assim não dá. Obrigado, meu fã, por ficar pensando em mim. Como todo bom ídolo, eu não tenho a menor idéia de quem seja você... Mas, sério... Eu fui a "primeira" coisa em que pensou? Sai pra lá, jacaré! Olhaí quanta coisa bonita e bacana nesse mundo para você pensar... De todo modo, é possível entender a profundidade de seu intelecto, quando vem dar como exemplo [do que seria arrogância, do que te irrita etc] as questões de futebol... Agora, com todo respeito, não passe mais seus domingos me 'imaginando', me 'vendo claramente', entre outras imaginações férteis ou não. Uma última pergunta: você é gaúcho ou corinthiano?
Update: nada disso!!!! É flamenguista!!!!!!!!!!!!!!! Rárárárárárárárárárárárárárá!!!!! Piada nacional!!!! O vexame máximo!!! Porque corinthiano eu respeito [porra, os caras vão ser campeões!], com eles aceito um debate. Mas com flamenguista, ah, nem pensar!!! Acabei de ver pelo seu IP (200.165.70.2) que você é do RIO DE JANEIRO!!!! Pois é!!!! Entrou pelo Velox, da gloriosa Telemar!!!! Agora, sim, entendi a SUA RAIVA!!!! De ter o time humilhantemente rebaixado, de ver meu time enfiar a cabeça do seu framenguinho mais ainda na lama. Toma de seis e vem aqui tirar sarro? Perdedor!)
