CASAMENTOS: ALTERNATIVAS PARA A HORA DE JOGAR O BUQUÊ

27/11/2004

CASAMENTOS: ALTERNATIVAS PARA A HORA DE JOGAR O BUQUÊ

Tenho certeza de que já falei sobre formas criativas de se modificar cerimônias tradicionais, incluindo no rol das analisadas o casamento (além do velório etc etc etc).


Desta vez, serei mais específico.


No Brasil inteiro, há aquela mania cafona de se jogar o buquê. Segundo a tradição popular (ou seja, dos mesmos autores de ‘virar o chinelo morre a mãe’), aquela que pega o ramalhete atirado pela noiva é a próxima a casar.


Essa bobagem deveria cair em desuso por uma pérfida equação. Sempre as mais vorazes apanhadoras de buquês são, claro, as que mais querem casar e não vêem futuro nisso. Ou seja, as barangas. Pra ser franco, e atirador, AS MUITO TRANQUEIRAS.


E mulher muito tranqueira, quando não tem grana, não casa mesmo. Nem depois de velha, porque obviamente fica mais e mais tranqueira, aos poucos exigindo mais e mais gastos com, primeiro, cosméticos e, depois, inevitavelmente, medicamentos.


Ah, mas deixemos isso pra lá!


Pensei em algumas novidades para esse momento engraçado do casório. Em muitas delas, aliás, há a chance de se ganhar um troquinho extra pela videocassetada.


Vejamos:


Buquê Elástico
A idéia veio de uma bola de futebol americano especial, feita pelos Irmãos Marx, num filme em que se tornam donos de uma escola. No jogo, um dos irmãos atira a bola, puxando-a de volta, fazendo com que os adversários se chocassem. Já pensaram algo assim no casório? As trombolhinhas dão aquele salto mortal em busca do buquê, mas o mesmo volta para as mãos da noiva. Olé!!!! E dá-lhe cabeçada, barrigada, capote etc...


Bexigão de Teto

Quem não se lembra daqueles balões enormes, cheios de balas e chocolates, que em dado momento eram estourados em festas infantis, fazendo com que a rapaziada se espancasse? Poderiam fazer o mesmo na hora do buquê. Nesse caso, cairiam também vários cararecos, principalmente farinha e coisas do gênero, para deixar bem sujas as candidatas, além de camuflar o buquê e com isso aumentar o número de cotoveladas. Já imaginaram o arranca-rabo?


Miss Buquê
Essa alternativa é relativamente justa, pois leva o caneco aquela que for eleita a maior beldade solteira – e que queira casar. Os marmanjos, solteiros ou não (embora, pelo típico nível alcoólico dessas festas é bom só os solteiros), elegeriam, em concurso COM DESFILES, qual a mais firmeza para ganhar. Inclusive desfile de biquíni e/ou lingerie. Simples e justo, eu digo.


Olimpíadas

Aquela que conseguisse o maior número de pontos, faturaria a medalha de ouro representada pelo buquê. Claro que as provas seriam de gozação. As modalidades “melhor sorriso agüentando bronca” e “lavagem de louça, 100 pratos rasos” são algumas sugestões.


Buquê Elegante
Num mecanismo similar ao da famigerada ‘dança da vassoura’, ele passaria de solteirona em solteirona. Mas a troca só seria possível se um dos presentes mandasse uma cartinha, entregue por alguém do buffet. A cartinha viria sempre acompanhada do buquê. E assim por diante, trocando de mãos. Nem vale mandar cartinha pra si mesma, porque a coisa é organizada. Já não basta essa mulherada zé-mané ‘se’ manda flores pelos motivos mais diversos.


Votação Pura e Simples

Sem precisar fazer provas ou qualquer outra peripécia, a solteirona simplesmente indicaria, no início da festa, que deseja disputar a eleição. Lá pelas tantas (mas não muito ‘tantas’, porque daí já tem gente vomitando os bofes e não consegue fazer xizinho nem em cartolina), passam as cédulas e rola a eleição. Quem ganha, leva. Democracia.


Buquê Masculino
Enquanto as meninas disputam, independente de como será disputado, há também o BUQUÊ MASCULINO. Os homens solteiros participariam de uma velha brincadeira da infância: batata quente. Pelo menos uma valsa simbólica seria dançada pela feiosa sortuda e o camarada azarado. Gargalhadas garantidas, né?


Luta-Livre no Gel

Sem delongas ou outras traquitanas, a boa e velha luta-livre no gel. Mulheres se engalfinhando, aquela maravilha. Não vale pancadas, nem puxar o cabelo muito forte. Mas vale – E COMO VALE!!! – puxar maiô, arrancar biquíni e, quiçá, beijar na boca.


IMPORTANTE: O Ministério da Lucidez informa que apanhar o buquê não implica em casamento. Aliás, como vimos, é bem o contrário. Não se animem, barangas.


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transubstanciado por gravata às 27.11.04 | Alguém?



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