PROTÓTIPO DO CARRINHO QUASE-IDEAL PARA OS SUPERMERCADOS DE HOJE
10/10/2004
PROTÓTIPO DO CARRINHO QUASE-IDEAL PARA OS SUPERMERCADOS DE HOJE
Hoje em dia os supermercados são realmente imensos. Antigamente, sejamos francos, não faziam jus ao nome. Eram meros armazéns, ou nem isso, apenas denominados “super” porque eram maiores do que barracas da feira livre.
Hoje, não.
Há seções e mais seções para se comprar de tudo. De tudo, mesmo. Esse gigantismo pode ser representado, em regra-de-três, quando observamos o que houve com as bancas de jornal.
Antes, como parece lógico, vendiam jornais, revistas etc. Pacotes de figurinha, no máximo. Nos dias atuais, há geladeiras de refrigerante, freezers com sorvetes, cigarros importados, brinquedos, filmes etc etc etc. É possível até encontrar jornal de vez em quando.
As bancas, claro, souberam crescer. Há algumas com três ou quatro atendentes, espaço amplo etc etc etc. Mas os supermercados não. E quem sofre, claro, somos nós.
Uma das medidas simples que se poderia tomar para conter os efeitos maléficos do desenvolvimento INsustentado dos Supermercados seria a adoção de um carrinho mais adequado.
Por isso eu desenvolvi esse pequeno protótipo:
Como viram, há “letras” em cada opcional. Abaixo, as especificações:
A – Pára-Choques Traseiros e Dianteiros
As trombadas são corriqueiras nesses mega-ultra-super-hiper mercados. Como é impossível explicar para uma dona-de-casa os rudimentos da direção, melhor usar de um remédio simples: pára-choque emborrachado. Um na frente, outro atrás, e fim-de-papo. Dona Maria já pode dar suas trombadas sem destruir o calcanhar alheio.
B – Rodas
Uma das maiores irritações é pegar aquele carrinho com alguma rodinha travando, ou então puxando para um dos lados. Ridículo, não é? Além disso, quando passa por cima de algum caroço ou casquinha, vixi, aí complica de vez. Nesse sentido, há que se usar RODAS EMBORRACHADAS COM SUSPENSÃO COMPUTADORIZADA.
C – Buzina
Há pessoas – e não são poucas – que passeiam no supermercado sem a menor pressa. Além disso, param o carrinho e ficam feito idiotas (o que para eles não exige grandes interpretações) vendo alguma prateleira, como se fosse locadora de vídeo. Como nem todos gostam disso, desenvolvi uma buzina de navio em miniatura.
D – Compartimentos Internos
Há problemas comuns que exigem a adoção de compartimentos internos: produtos frágeis (ovos etc), produtos que não podem se misturar (inseticida e alimento, p.ex.) e produtos congelados. Há que se adotar um compartimento anti-impacto, para o primeiro grupo; compartimentos diversos, para o segundo problema; e também compartimentos refrigerados, porque não adianta nada pegar o sorvete e sair correndo para o caixa, se a panaca que o opera consegue demorar uma hora e meia para passar uma compra.
E – Seta e Luz de Freio
Duas cenas comuns: i) a pessoa resolve virar de repente, para direita ou esquerda, e acaba provocando algum acidentezinho; ii) a pessoa simplesmente pára o carrinho, do nada, e o de trás acaba batendo. Para isso, basta adotar a ‘seta’ e a ‘luz de freio’. Obviamente, se fizerem como fazem no trânsito, talvez dê na mesma, pois raras pessoas efetivamente usam esses dispositivos.
F – Retrovisor
Simples, né? Mas nunca usado em supermercados. No meu protótipo, ele é ‘retrátil’, como as antigas antenas de rádio, de modo a se ajustar facilmente de acordo com a estatura de quem conduz o carrinho. Desse modo, pode-se evitar contratempos e xingamentos típicos de quando se faz uma curva sem saber se vem alguém por trás em alta velocidade (sem duplos sentidos, ok?).
G – Alarme
O roubo de produtos, após passar do caixa, nem é tão comum assim. O mais corriqueiro, por incrível que pareça, é alguém ver em seu carrinho algo legal, e subtrair para si. Por isso é comum, ao chegar ao caixa, ouvir indagações do tipo “ué, mas eu peguei nutella...”. Além disso, serve também para as mamães, quando o pimpolho joga um chocolate, na migué, dentro do carrinho.
H – Sistema GPS
Além de imensos, o que já deveria obrigar o uso de GPS, ou pelo menos uma bússola, há a RIDÍCULA DISPOSIÇÃO DAS SEÇÕES. Dizem que há um estudo sério, segundo o qual há uma lógica na ordem dos corredores. Que seja, mas seria muito mais honesto orientar os consumidores, via GPS, para que possam ir direto aonde precisam. Ok, eu sei que o supermercado lucra com isso, pois o camarada vai para comprar um detergente e sai com as compras do mês...
E aí, rapaziada, alguma sugestão? Algo mais? Diga lá...
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