SUGESTÕES DE FILMES PARA O MEL GIBSON PRODUZIR

18/03/2004

SUGESTÕES DE FILMES PARA O MEL GIBSON PRODUZIR

Como vimos, Mel Gibson se baseou nos evangelhos para fazer um filme narrando os últimos momentos de Jesus (na verdade, ele voltou e teve mais últimos momentos, o que permite o “Paixão de Cristo II, A Ressurreição”).


Os evangelhos são textos tão historicamente críveis quanto a saga do Corinthians narrada pelo presidente da Gaviões da Fiel. Para dar uma de “vejam como estou o filme é verossímil”, o camarada ordenou que fosse falado em aramaico e latim.


Obviamente, a película traz uma dose absurda de anti-semitismo. Se a intolerância religiosa é algo que repudiamos a qualquer tempo, imaginem agora que vivemos tempos – embora modernos, tal e coisa – de guerras baseadas no fanatismo religioso (quer ofensiva ou defensivamente).


Assim, sugerimos outros filmes para Mel Gibson produzir. As películas a seguir não têm somente o evangelho como fonte de roteiro. Há relatos e mais relatos históricos comprovando sua veracidade.


Será que ele topa? Vamos ver...


Incas, Maias e Astecas: Chacinando Impérios Inteiros
Um épico de guerra, na melhor tradição de filmes com Gladiador e o recentíssimo (nem estreou aqui) Tróia. Neste filme, os espanhóis católicos invadem a América e começam a matar, matar e matar, tudo em nome também da “cruz”, mas com interesses estritamente político/comerciais


Pode-se fazer uma trilogia, mas talvez aí haja um erro histórico, pois alguns relatos informam que os maias já tinham ido pras picas antes dos espanhóis chegarem (desse modo, eles SOMENTE destroçaram duas civilizações, e não três).


Em cada um dos filmes um império iria para o saco. Todas as cenas finais, sobre os corpos de crianças, mulheres e velhos, coloca-se aquela cruz bonitona, mostrando que a terra nova das Américas finalmente se rendeu ao poder sacrossanto dos espanhóis.


A Inquisição

Muitos e muitos filmes já falaram do Santo Ofício, mas ninguém tem o poder de Mel Gibson para deixar todos os expectadores com bronca do Torquemada. Porém, não é justo que a coisa se concentre nesse daí, pois as mortes covardes aconteciam por toda a Europa, inclusive colônias aqui na América.


Importante abordar que quando alguém ia para as torturas e morria, TODAS AS SUAS PROPRIEDADES ERAM AUTOMATICAMENTE REVERTIDAS PARA A IGREJA.


O ideal é manter o hiper-mega-ultra-realismo, com direito à pele dos condenados queimando nas fogueiras, enquanto estes gritam, berram, urram e nada pode ser feito.


O Massacre dos Judeus
Um capítulo à parte da Inquisição seria a história de judeus que mudaram de nome e tentaram levar vida normal (ou seja, não ir para a fogueira pelo simples fato de não serem católicos).


Aí descobriam que o Oliveira não era quem pensavam que fosse, e perseguiam toda sua família. Todos morriam. Bem ao estilo Gibson de se produzir um filme. Quase sem provocar ódio na platéia.


Para ganhar o expectador, recomenda-se contar primeiro a saga de umas cinco famílias, sua mudança de nome, seus hábitos totalmente benevolentes, e então uma tenaz perseguição que acabaria na morte de todos.


O Massacre dos Muçulmanos

Mais um épico de guerra. Desta vez, as cruzadas. Um empreendimento bélico com uma desculpa religiosa esfarrapada, dizendo que queriam “livrar a terra santa dos pagãos”. Na verdade, queriam era fazer comércio.


A ótica seria invertida. História contada do ponto de vista de um menino (sempre uma criança, que é para sensibilizar) árabe. Ele via sua cidade ser invadida e todos morrerem. Sem culpa de nada, apenas porque não pagam tributos ao Papa.


Importante dar realismo às cenas de batalha, inclusive mencionando a quantidade de soldados que os europeus mandaram para o mundo árabe. Uma boa sugestão de final seria o avanço ao futuro, com a tomada de Constantinopla, e o fato de que TODOS OS TEMPLOS CRISTÃOS puderam continuar ali.


A Noite de São Bartolomeu
Já fizeram o filme da Rainha Margot, que narra de forma bem razoável o episódio. Mas Mel Gibson é Mel Gibson. Para começo de conversa, já que ele gosta de uma fidelidade, o filme seria falado em francês (bem mais charmoso que aramaico, né?).


Imaginem 20.000 pessoas morrendo em apenas dois dias. Pois foi isso que aconteceu com os huguenotes franceses. Mais uma história de poder com desculpinhas religiosas.


Já que Mel gosta de uma fidelidadezinha, é bacana contextualizar o ano de 1572, principalmente para demonstrar em proporções estatísticas o que representavam, para a população parisiense naquela época, 20.000 pessoas.


Em Defesa da Escravidão Negra

Sugiro uma associação de Mel Gibson com algum cineasta desses recém-saídos do Bronx, que filmam videoclipes dos rappers, aqueles novos que tentam a sorte na MTV.


O filme começaria com a leitura daquele sermão do Padre Vieira, no qual ele apóia a escravidão negra. Importante usar o argumento de que os índios não eram escravizados por que “eram hostis à escravidão” (como se os negros não o fossem).


Daí para frente, massacre puro e simples. Uma cena de violência alternada com uma cena de defesa religiosa da inferioridade dos negros. TUDO deve ser baseado em documentos históricos que relatam o comportamento da igreja não somente em deixar para lá críticas ao comércio escravagista, mas em também apoiá-lo.


= = = = =


Bom, isso são idéias. Alguém aqui é amigo do Mel Gibson?


Posts similares:
MEL GIBSON: O GOLPE DO ARAMAICO
A PAIXÃO DE MEL GIBSON
[apocalyto]

transubstanciado por gravata às 18.03.04 | Alguém?



(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários:

Sem Comentários para esse post ainda...


Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.